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DESTAQUES DA BOLSA

Braskem (BRKM5) tomba mais de 4% na B3 com operação no México em apuros. O que está por trás da queda das ações hoje?

Rumores de um possível pedido de Chapter 11 da Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, pressionam as ações hoje

Braskem
Imagem: Divulgação/LinkedIn

As ações da Braskem (BRKM5) operam no vermelho na pregão desta quinta-feira (5), em meio a notícias de que a Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, está mais próxima de um possível pedido de Chapter 11 — processo equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos.

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Por volta das 16h50, os papéis da petroquímica tombavam 4,14%, cotados a R$ 9,04. Desde o início do ano, porém, ainda marcam valorização de cerca de 14%.

A subsidiária mexicana continua em default (calote) e não conseguiu fechar um acordo para reestruturar US$ 2,28 bilhões em dívidas, em negociações que envolvem a Braskem, a sócia Idesa e credores como o Grupo Financiero Inbursa, ligado a Carlos Slim, segundo o Valor Econômico.

De acordo com o jornal, as tratativas não avançaram de forma concreta desde que os credores rejeitaram a proposta de aporte de US$ 700 milhões apresentada pelas acionistas da Braskem Idesa.

No início do ano, a Braskem já havia informado ao mercado que a Braskem Idesa e um grupo de detentores de títulos de dívida internacionais, com vencimentos em 2029 e 2032, não conseguiram chegar a um acordo na primeira rodada de negociações para a reestruturação financeira.

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Na prática, a companhia busca reduzir a alavancagem e reforçar seu caixa e liquidez para enfrentar um período de baixa no setor petroquímico.

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A agência Fitch Ratings afirmou em dezembro passado que vê para a Braskem um cenário de spreads petroquímicos ainda pressionados e geração de caixa operacional fraca.

Segundo a agência de classificação de risco, a empresa precisaria manter acesso contínuo a bancos ou ao mercado de capitais para evitar uma reestruturação.

Como a Braskem (BRKM5) foi do céu ao inferno astral em apenas alguns anos

A gigante petroquímica viu sua derrocada acontecer de maneira muito rápida. Ela viveu tempos de muita fartura durante a pandemia do novo coronavírus, num ciclo de alta que perdurou até o final de 2021.

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A crise sanitária, que paralisou o mundo, trouxe uma vantagem inesperada para o setor: a demanda por insumos para máscaras, seringas para vacinas e outros produtos de PVC explodiu, mantendo a indústria operando a todo vapor.

No entanto, a bonança não durou para sempre. Quando o mundo começou a voltar ao normal, em 2022, o cenário mudou drasticamente.

O fervor por insumos petroquímicos começou a cair, e a Braskem se viu, junto com toda a indústria global, inserida em um superciclo de baixa. Isso porque havia uma sobreoferta de resinas plásticas para uma demanda que já não correspondia.

Quem contribuiu para o cenário de sobreoferta massiva foi a China, e isso causou uma disrupção no mercado global, transformando o mercado curto em um mercado longo de margens comprimidas.

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Acontece que este ciclo ruim já se estende há anos — e os analistas seguem revisitando as perspectivas, adiando cada vez mais as previsões de recuperação.

Na avaliação da Fitch Ratings, é possível que um ponto de inflexão na indústria petroquímica venha apenas entre o fim de 2028 e o início de 2029.

“Não vemos o mercado deteriorando; achamos que talvez já tenha atingido o fundo do poço. Mas as racionalizações no setor demoram para acontecer, o que deve sustentar os spreads um pouco mais comprimidos por alguns anos”, disse o analista Marcelo Pappiani, em entrevista ao Seu Dinheiro em setembro.

*Com informações do Money Times e Valor Econômico.

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