BTG Pactual (BPAC11) bate novo recorde de lucro e deixa os rivais para trás na corrida da rentabilidade no 4T25
O banco fechou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. Veja os destaques do balanço

O BTG Pactual (BPAC11) cruzou a linha de chegada de 2025 com fôlego de sobra. Em um ano marcado por juros elevados, mercado de capitais seletivo e competição acirrada entre os grandes bancos, o banco decidiu fechar a temporada entregando o melhor resultado de sua história.
No quarto trimestre de 2025, o banco reportou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,59 bilhões. O número representa uma alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e um avanço de 1,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetava um lucro médio de R$ 4,67 bilhões para o período, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
No acumulado do ano, o BTG encerrou 2025 com um lucro de R$ 16,68 bilhões, um crescimento de 35% frente a 2024.
“Encerramos 2025 com resultados recordes em todas as linhas de negócio e crescimento acelerado das franquias de clientes, refletindo a solidez do nosso modelo de negócios diversificado, a robustez do balanço e a execução disciplinada da estratégia”, afirma o CEO Roberto Sallouti.
BTG Pactual (BPAC11) mantém liderança na briga por rentabilidade
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou a 27,6% no trimestre, em linha com o esperado pelo mercado.
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Embora levemente abaixo do pico registrado no trimestre anterior, o indicador ainda ficou muito acima dos 23% observados no quarto trimestre de 2024. No ano, o ROE médio foi de 26,9%.
O patamar de rentabilidade coloca o BTG à frente dos principais bancos privados do país — incluindo gigantes tradicionais como o Itaú Unibanco (ITUB4), que fechou o trimestre com um ROE de 24,4%.
"O ano de 2025 foi marcado por execução consistente e forte entrega, reforçando a resiliência do nosso modelo de negócios diversificado. Seguimos bem-posicionados para sustentar ROAE acima de 25%, criando valor de longo prazo para nossos stakeholders, e mantendo nosso foco no cliente", afirma o banco.
Receita cresce com diversificação
Por mais um trimestre, o BTG Pactual reforçou um de seus pilares centrais: crescer em escala de forma consistente, sem depender de uma única alavanca de resultados.
A receita total do BTG no quarto trimestre somou R$ 9,09 bilhões, uma expansão de 35,3% na comparação anual e de 3,2% frente ao trimestre anterior.
Segundo o banco, o desempenho reflete o crescimento contínuo das plataformas de clientes, que permitiu sustentar um ritmo forte de expansão mesmo em um cenário macro mais restritivo.
O faturamento da área de Corporate Lending & Business Banking chegou ao recorde de R$ 2,23 bilhões, alta de 22% na base anual. O avanço foi impulsionado pelo crescimento das receitas recorrentes, melhora nos spreads e uma gestão de risco que seguiu disciplinada.
Na tesouraria, a área de Sales & Trading também bateu máxima histórica, com receitas de R$ 2,01 bilhões, um crescimento de 30% em relação ao quarto trimestre de 2024. O banco atribui o desempenho ao aumento da atividade de clientes e à alocação eficiente de capital.
Já o Investment Banking manteve o ritmo positivo, com receitas de R$ 692,4 milhões, alta de 36% na base anual, sustentadas principalmente pelo bom desempenho no mercado de dívidas (DCM), operações de fusões e aquisições (M&A) e resultados positivos também no mercado de ações (ECM).
A carteira de crédito do BTG Pactual
No crédito, o BTG seguiu expandindo o portfólio sem abrir mão da diversificação. A carteira de Corporate Lending, focada em grandes empresas, encerrou o trimestre em R$ 230,1 bilhões, com crescimento de 5,6% frente ao trimestre anterior e de 17,6% no acumulado do ano.
No segmento de pequenas e médias empresas, a expansão foi ainda mais acelerada. O portfólio de PMEs avançou 11% no trimestre e 23,6% em 12 meses, alcançando R$ 32,1 bilhões, puxado por linhas de crédito garantidas.
Segundo o BTG, o portfólio de crédito foi sustentado pelo "mix diversificado de produtos, diferentes segmentos de clientes e geografias, além da redução contínua do custo de funding".
Franquias de clientes ganham peso no 4T25
Outro pilar do crescimento do BTG continua sendo a expansão das franquias de clientes. No quarto trimestre, o total de ativos sob administração e gestão (AuM/WuM) alcançou R$ 2,5 trilhões.
A área de gestão de fortunas (Wealth Management & Personal Banking) registrou uma receita de R$ 1,37 bilhão, com R$ 1,23 trilhão em ativos sob gestão (WuM) no período.
Já a plataforma de gestão de recursos (Asset Management) do BTG respondeu por R$ 860 milhões em faturamento, com R$ 1,25 trilhão em ativos sob gestão (AuM).
Custos sobem no 4T25
Do lado das despesas, o BTG reportou um aumento de 26% em relação ao quarto trimestre de 2024, totalizando R$ 3,6 bilhões.
A alta reflete principalmente o pagamento de bônus mais elevados aos funcionários — que somaram R$ 1,06 bilhão no trimestre —, em linha com o desempenho operacional recorde ao longo do ano.
Além disso, o banco destacou os impactos da consolidação das aquisições realizadas ao longo de 2025, que também pressionaram temporariamente a estrutura de custos.
O Seu Dinheiro pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG.
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