Aprovado, mas nem tanto: Raízen (RAIZ4) cai na bolsa após adesão a plano de recuperação extrajudicial
Raízen (RAIZ4) cai na bolsa depois da adesão de 75,45% dos credores ao seu plano, que inclui a conversão de dívida em ações a um valor de R$ 0,25 por papel

As ações da Raízen (RAIZ4) estão em queda na bolsa de valores hoje (8), depois que a empresa afirmou ter obtido a aprovação necessária de seus credores ao plano de recuperação extrajudicial.
Com a volta do feriado, os investidores repercutem a aprovação de 75,45% dos credores à proposta, conforme fato relevante divulgado na sexta-feira (5).
A empresa também afirmou que submeteu seu plano à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo para reestruturar R$ 64,7 bilhões em dívidas. Uma vez que a Justiça homologue o plano, as condições serão aplicadas a todos os credores, mesmo os que se opuseram ou se omitiram.
Por volta das 12h30, a queda é de 2,50%. A perda de valor chegou a superar os 5% durante a manhã. Em um ano, a queda supera 80% e, desde o início de 2026, a empresa já perdeu 51,85% de seu valor na bolsa de valores.
Isso porque uma das etapas, de conversão de dívida em ações, será feita pelo valor de R$ 0,25 por papel. Hoje, as ações são negociadas a R$ 0,39.
Além disso, a expectativa para uma Selic ainda alta este ano — com previsão para fechar 2026 em 13,50% ao ano, segundo o último boletim Focus — também afeta a capacidade da empresa de se recuperar.
Leia Também
“O ciclo de baixa da Selic, que seria uma força para a empresa se reerguer, está comprometido, com a disparada de juros futuros, o que mina o plano da empresa”, diz Marcos Praça, da Zero Markets Brasil.
Qual é o plano da Raízen para se recuperar
Quando a proposta de recuperação extrajudicial foi revelada, no dia 4 de junho, as ações já haviam despencado. A queda chegou a superar os 21% no dia.
Entre as principais medidas propostas está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A.
A companhia será dividida entre Raízen Energia e Raízen Combustíveis, para concentrar os esforços em cada um dos setores. Essa segregação deve acontecer até 31 de dezembro de 2027.
O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária, por um valor de R$ 0,25 por ação, e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida.
A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.
Na semana passada, a companhia também anunciou a venda de suas operações de downstream na Argentina por US$ 1,42 bilhão — cerca de R$ 7,21 bilhões na cotação atual.
Segundo o fato relevante, o preço de venda inclui o pagamento em dinheiro a ser feito na conclusão da operação, sujeito aos ajustes usuais, além de o comprador assumir as dívidas ligadas à operação argentina.
De acordo com a Raízen, os recursos serão direcionados à gestão da estrutura de capital, com foco na redução do endividamento.
SEMANA CHEIA
Maior queda de hoje: Tenda (TEND3) cai mais de 6% após mudança de comando e estreia no Ibovespa
9 de setembro de 2026 - 15:48ALOCAÇÃO DE CAPITAL
O que o Banco do Brasil (BBAS3) está vendo na Argentina para continuar colocando dinheiro no país?
9 de setembro de 2026 - 14:27ALTA DOS PREÇOS
Fim da crise no agro está próximo? JP Morgan elege ação favorita no setor, que pode subir até 36,5%
9 de setembro de 2026 - 11:17MUDANÇAS NA BOLSA
INBR32 dá adeus à B3: Inter prepara mudança nos BDRs e deixa uma decisão importante para os investidores
9 de setembro de 2026 - 9:39CRESCIMENTO BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) tem mais dinheiro em caixa — vêm mais dividendos por aí? Entenda os planos da empresa para gerar mais retorno
9 de setembro de 2026 - 6:11FAXINA NO ARMÁRIO
Enjoei (ENJU3) vai desapegar dos centavos com grupamento de ações na razão de 10 para 1
8 de setembro de 2026 - 20:04TROCA DE GUARDA
Marcos Cruz assume oficialmente como CEO da Tenda (TEND3); saiba o que muda na construtora
8 de setembro de 2026 - 19:15TESOURA NAS ESTIMATIVAS
BofA corta apostas em bancos, mas vê espaço para alta em Itaú, BTG e mais 3 ações; veja quais
8 de setembro de 2026 - 18:24EXPANSÃO INTERNACIONAL
Inter chega à Argentina com conta em dólar e acesso a Wall Street; veja o que está por trás da estratégia
8 de setembro de 2026 - 16:23ASSÉDIO ELEITORAL?
“Vocês vão ter que arranjar outro emprego”: a frase que levou o MPT para cima do “Véio da Havan”.
8 de setembro de 2026 - 11:11INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Sucessor de Warren Buffett diz como Berkshire Hathaway vai ganhar dinheiro com IA (a resposta não está só na bolsa)
7 de setembro de 2026 - 15:35FILHA DO DIVÓRCIO
Farm vale mais que a Azzas (AZZA3) na bolsa? Marca deve receber propostas neste mês após ruptura entre Arezzo e Soma, diz jornal
7 de setembro de 2026 - 10:35FALÊNCIA
190, 192 e 193: Anatel autoriza venda da telefonia fixa da Oi (OIBR3) por R$ 60 milhões
7 de setembro de 2026 - 9:20DE OLHO NAS DÍVIDAS
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
6 de setembro de 2026 - 12:55PODCAST TOUROS E URSOS
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
6 de setembro de 2026 - 11:15AGENTES DE IA
O próximo concorrente de Visa e Mastercard pode não ser um banco, mas uma inteligência artificial
5 de setembro de 2026 - 14:55BENEFÍCIOS
A próxima batalha dos bancos é pelo mercado de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA)
5 de setembro de 2026 - 13:22PERDEU O ENTUSIASMO
Intelbras (INTB3): ação ainda pode subir 22%, mas JP Morgan já não recomenda compra; confira os motivos
4 de setembro de 2026 - 17:42GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual