Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

Mesmo com alta de 21% em 2026, o BTG Pactual acredita que a Eneva (ENEV3) pode mais. O papel entra em um clube seleto de ações "compounder", que podem gerar pequenos ganhos que, ao longo do tempo, trazem um retorno acumulado enorme.
A empresa, com os resultados recentes do Leilão de Reserva de Capacidade, contratou uma produção relevante de energia e estabeleceu uma receita mais constante pela próxima década.
Para o BTG, uma ação "compounder" tem baixo risco de receita, proteção contra a inflação, forte histórico de alocação de capital e oportunidades promissoras de investimento à frente.
Com os novos projetos, a companhia passa a ter uma receita e fluxo de caixa mais estáveis. Isso traz oportunidades de investimentos ou mesmo de distribuição de dividendos. Se nenhum novo projeto aparecer e com uma alavancagem estável, a Evena poderia distribuir R$ 41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, calcula o BTG.
A ação já subiu 21,51% no ano e mais que dobrou nos últimos 12 meses, com alta de 107,27%. No entanto, o banco acredita que a ação pode chegar a R$ 31 até o fim do ano, o que representa uma alta potencial de 29,7%.
Leilão de Reserva de Capacidade
A nova projeção do BTG incorpora os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade, do qual a companhia foi a grande vencedora.
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O banco já esperava que a Eneva incorporasse pelo menos 1,3 GW à sua capacidade, mas a empresa contratou 3,5 GW de potência em novos projetos. Ela recontratou térmicas existentes, além de novos hubs e investimentos, garantindo receitas por 10 a 15 anos.
O sucesso da estratégia da empresa no leilão levou o banco a aumentar o alvo para a empresa.
Com esses projetos, a empresa terá uma geração de caixa mais estável para os próximos anos. A receita anual vinda dessas plantas será de R$ 11,7 bilhões, ou R$ 9,6 bilhões ao considerar a participação proporcional da Eneva nos projetos, calcula o BTG. Com uma margem Ebitda estipulada em 80%, o ganho de rentabilidade proporcional da empresa pode chegar a R$ 7,7 bilhões.
Maior estabilidade no caixa e possibilidade de dividendos bilionários
Além disso, irá reduzir sua dependência em despacho, o processo de otimizar plantas de energia para regular oferta e demanda. Desde que a Eneva adquiriu a Celse, em Sergipe, em 2022, e venceu o leilão da Eletrobras com a térmica Azulão, "a companhia vem reduzindo sua dependência do despacho e passando de uma tese ligada a momentos de preços spot elevados para uma geradora de fluxo de caixa estável", diz o BTG.
Com esse fluxo de dinheiro entrando, a Eneva terá duas opções: encontrar oportunidades de novos projetos ou M&A para investir e crescer ainda mais, ou distribuir dinheiro aos acionistas.
Caso nenhum projeto seja desenvolvido, o banco estima que o fluxo de caixa da companhia aumente para mais de R$ 11 bilhões em 2030.
"Se a companhia buscar uma alavancagem de 1,5x em 2032 — e não encontrar novas oportunidades de alocação de capital até lá —, poderia distribuir R$ 41,5 bilhões em dividendos até 2032 (o equivalente a 90% do valor de mercado atual)", diz o BTG.
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