O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
A Eneva (ENEV3) foi uma das grandes vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade realizado nesta semana, o que inclusive resultou em uma alta de 20% dos papéis nos últimos dois pregões.
Bem, se você segue essa coluna há algum tempo, isso não deve ter sido uma grande novidade. No Sextou do dia 13 de fevereiro eu escrevi que os projetos poderiam “agregar um valor adicional de pelo menos 20% para a companhia”.
De qualquer forma, a pergunta que fica agora é: será que depois dessa alta fulminante ainda há espaço para mais? A resposta é sim, apesar de achar que os papéis ficaram um esticados para o curto prazo — para o longo prazo, no entanto, a tese segue promissora.
Apenas para dar um contexto, o Brasil vive sérios problemas de desequilíbrio entre oferta e demanda de energia. Por volta do meio-dia, as usinas solares produzem muito mais energia do que o país consegue transportar/consumir, o que cria riscos de apagões.
No início da noite, quando grande parte das pessoas começa a voltar para a casa, a demanda por energia sobe e o problema agora é falta de oferta.
Foi justamente para resolver esse descasamento que o governo criou o Leilão de Reserva de Capacidade, com o objetivo de inserir maior geração elétrica no sistema, especialmente nos horários em que há um pico de demanda e não há energia solar.
Leia Também
Feita essa introdução, a Eneva simplesmente arrebentou no leilão! A companhia emplacou a renovação de sete usinas existentes, cujos contratos haviam terminado ou estavam prestes a terminar — destaque para Parnaíba I e III, que juntas conquistaram receita fixa anual de mais de R$ 1,7 bilhão, além de suas duas usinas a carvão que somarão mais R$ 1 bilhão em receitas a partir de 2031.
Na categoria novos projetos (usinas que ainda serão construídas), a Eneva conseguiu emplacar a UTE Porto Sergipe II, com receita fixa anual de R$ 3,2 bilhões; a UTE Jandaia II, no futuro Hub Ceará (que também terá um novo terminal de GNL) com receita fixa anual de R$ 3,1 bilhões; além da UTE Porto Norte Fluminense II, com mais R$ 2,4 bilhões de receita anual.
No gráfico abaixo, as barras amarelas mostram a relevância desses novos contratos nos próximos anos, e como o leilão é transformacional para a companhia.

Mas não se trata apenas dos contratos que a Eneva venceu. Essas novas avenidas de crescimento abrirão outras novas vias adicionais no futuro, a julgar pela necessidade de energia que o país ainda precisará suprir na próxima década.
Como você pode verificar no gráfico abaixo, o leilão desta semana colocará mais 19 GW de capacidade no sistema (linha vermelha), mas o país ainda precisará de mais 40 GW depois de 2032 para eliminar o risco de déficit de energia.

E mesmo já tendo conquistado vários projetos neste leilão, a Eneva terá um outro trunfo para os futuros leilões.
Os projetos novos (Sergipe, Jandaia e Porto Fluminense) não são apenas usinas, mas sim terminais onde a companhia construirá, por exemplo, infraestrutura de recebimento de gás, o que permitirá que ela construa novas usinas nesses mesmos locais caso surja a oportunidade, o que deve acontecer nos próximos anos.
Por essas e outras, Eneva continua na carteira das Melhores Ações da Bolsa (MAB), mesmo depois dos excelentes ganhos desta semana. Com o Empiricus+ você tem acesso ao MAB e dezenas de outras séries, cursos e lives da Empiricus pelo preço de uma única assinatura. Se quiser conferir, deixo aqui o convite.
Um abraço e até a próxima,
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia