Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano

Quem entende de cerveja sabe: não basta só ter um bom produto, a embalagem também faz parte da experiência. Nesse sentido, a Anheuser-Busch InBev (AB InBev), dona da Ambev (ABEV3), anunciou que vai recomprar 49,9% de participação em suas fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, em uma transação avaliada em cerca de US$ 3 bilhões.
Em comunicado nesta terça-feira (6), a cervejaria explicou que essa fatia está ligada às operações de suas fábricas de latas nos Estados Unidos, que somam sete unidades espalhadas por seis estados.
A gigante por trás de Stella Artois e Budweiser disse ainda que vai bancar a recompra usando o caixa que já tem disponível e espera fechar a transação no primeiro trimestre de 2026. A expectativa é que o negócio já aumente o lucro por ação (EPS) logo no primeiro ano.
Vale lembrar que essa mesma participação tinha sido vendida em 2020, também por US$ 3 bilhões, para um consórcio de investidores institucionais liderado pela gestora de private equity Apollo Global Management.
AB InBev enfrenta cenário desafiador
As cervejarias estão passando por um momento complicado em vários mercados à medida que os consumidores estão segurando os gastos e as tarifas começaram a pesar.
No ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicou tarifas altas sobre aço e alumínio, dizendo que a ideia era proteger o futuro da indústria siderúrgica americana.
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No terceiro trimestre de 2025, a AB InBev obteve lucro líquido de US$ 1,05 bilhão, o que representa cerca de metade do ganho de US$ 2,07 bilhões apurado no mesmo período do ano anterior. Além disso, o volume de vendas caiu 3,7%.
A gigante cervejeira destacou que, ao reassumir o controle total das fábricas, vai garantir "qualidade, eficiência de custos, velocidade de inovação e segurança de fornecimento para nossas marcas".
Além disso, promete manter empregos de ponta na manufatura e ajudar a movimentar a economia em comunidades por todo o país.
*Com informações da Reuters e Money Times
Conteúdo Empiricus
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