Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?
Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

Mais uma série de construtoras divulgou suas respectivas prévias operacionais do quarto trimestre de 2025. Os resultados foram divulgados na noite da última quinta-feira (15).
As companhias ainda enfrentaram um cenário macro desafiador, com juros ainda altos, mas se distinguiram nas estratégias de vendas de estoques ou ainda no foco em imóveis voltados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Entre os destaques positivos da leva, o BTG apontou para a Even (EVEN3), que reportou vendas acima do esperado. Já a Cyrela (CYRE3) mostrou números fracos, mas em linha com a expectativa dos analistas, enquanto a Direcional (DIRR3) teve um certo “soluço” no trimestre.
A construtora mineira divulgou vendas líquidas mais fracas do que o estimado pelo BTG, em razão de uma desaceleração no MCMV, com lançamentos concentrados em dezembro. No entanto, o time de análise espera que essa situação seja revertida já no primeiro trimestre deste ano.
Por volta das 11h, as ações DIRR3 lideravam as quedas do Ibovespa, com perdas de 6,15%, a R$ 12,64. Já os papéis da Cyrela caíam 2,61% no mesmo horário, negociados a R$ 24,28, também entre as maiores desvalorizações do dia. O principal índice de ações da B3 tinha perdas de 0,30%, aos 165.230 pontos.
A Lavvi (LAVV3), por sua vez, apresentou lançamentos fortes e boa velocidade de vendas, além de vendas líquidas sólidas, ainda que abaixo do esperado. Veja a seguir os destaques da prévia de cada uma das empresas.
Leia Também
Even (EVEN3)
A companhia bateu R$ 523 milhões em vendas líquidas no trimestre, aceleração de 42% na base anual e 28% acima do que os analistas do BTG haviam previsto. A velocidade de vendas (VSO) foi de 13%, um ponto percentual (p.p.) acima do mesmo período de 2024. No ano, as vendas líquidas somaram R$ 2,7 bilhões, salto de 43% na base anual.
O desempenho foi majoritariamente explicado por vendas de estoque, que representaram 88% do total vendido no trimestre, com velocidade de vendas (VSO) de 12%, ante 4% no trimestre imediatamente anterior.
Entre outubro e dezembro, a Even lançou três projetos, totalizando R$ 351 milhões atribuídos à empresa — desconsiderando lançamentos em parceria —, queda de 72% ano a ano e em linha com a estimativa do banco. No ano, a companhia reportou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,4 bilhões próprio, sem contar parcerias, salto de 35% frente ao ano anterior.
Os lançamentos do trimestre incluíram Plenitude Melo Alves, projeto residencial de altíssimo padrão em parceria com a RFM; Hub Perdizes, projeto comercial; e GO Madalena, focado em unidades compactas. Além disso, a companhia entregou um projeto no quarto trimestre, no valor de R$ 85 milhões. As entregas de 2025 somaram R$ 1,1 bilhão.
“Apesar da surpresa positiva em vendas, permanece cautela com o segmento médio/alto padrão diante de um cenário macro mais deteriorado e juros elevados”, escrevem os analistas em relatório.
O BTG reiterou a recomendação neutra para as ações da empresa. O preço-alvo é de R$ 9, o que representa uma valorização de cerca de 24% frente ao fechamento de ontem (15).
Cyrela (CYRE3)
Segundo o BTG, os resultados operacionais da Cyrela no quarto trimestre de 2025 foram fracos, principalmente em função da desaceleração da velocidade de vendas, mas amplamente em linha com as expectativas.
As vendas líquidas foram de R$ 3,33 bilhões, cerca de 32% a menos em relação ao número reportado no ano passado, mas 4% acima do que os analistas projetavam, com R$ 1,41 bilhão no alto padrão, R$ 802 milhões no médio padrão e R$ 1,12 bilhão no segmento de baixa renda (MCMV). No ano, as vendas atingiram R$ 13,1 bilhões, alta de 4% na base anual.
A velocidade de vendas (VSO) ficou em linha com o período entre outubro e dezembro do ano passado, em 17%. No trimestre, a companhia lançou 21 projetos, totalizando R$ 4,53 bilhões, 33% a menos do que em 2024, mas 17% acima da estimativa do BTG Pactual.
Os lançamentos somaram R$ 2,09 bilhões no alto padrão, R$ 860 milhões no médio padrão e R$ 1,59 bilhão no MCMV. A companhia vendeu 38% dos projetos lançados no quarto trimestre, ante 41% nos três meses imediatamente anteriores, indicando uma demanda ainda considerada saudável.
“O trimestre mais fraco já era esperado, com desaceleração da velocidade de vendas, enquanto os lançamentos seguiram com bom desempenho. As vendas de estoque ficaram aquém, contribuindo para o resultado mais fraco no período”, escreveram os analistas em relatório.
O banco reiterou a recomendação de compra, mesmo diante de um cenário macro desafiador, marcado por juros elevados. O preço-alvo é de R$ 32, avanço potencial de 28,3% em relação ao fechamento de ontem (15).
Cabe lembrar que a construtora tem avançado cada vez mais no segmento de habitação popular, que se protege dos juros por meio do MCMV, uma vez que o programa garante um teto à taxa.
Esse movimento tem feito gestores e analistas olharem com mais simpatia para os papéis, mesmo que a construtora seja enquadrada como de médio e alto padrão — segmento mais vulnerável à Selic.
Direcional (DIRR3)
As vendas líquidas da Direcional no quarto trimestre ficaram abaixo do esperado pelo banco, totalizando R$ 1,52 bilhão, 4% a menos em relação ao ano passado e 11% aquém da estimativa.
O desempenho foi composto por R$ 793 milhões no MCMV, com queda de 19% no ano, e R$ 724 milhões no segmento de média renda via marca Riva, que acelerou 21% na comparação anual. A velocidade de vendas encerrou o trimestre em 21%, ante 25% no quarto trimestre de 2024, desacelerando principalmente no MCMV.
“A desaceleração no MCMV foi atribuída ao fato de cerca de 40% dos lançamentos terem sido concentrados em dezembro. Ainda assim, o segmento de média renda apresentou performance considerada saudável”, escreve o time de análise em relatório. No ano, a companhia reportou R$ 6,2 bilhões em vendas líquidas, alta de 3% frente ao ano anterior, com participação de 83%.
Projetos lançados no fim do trimestre — especialmente em dezembro — têm poucas semanas para gerar vendas dentro do período. Isso reduz a conversão imediata e pressiona os números do trimestre, mesmo que a demanda exista.
No trimestre, a companhia lançou R$ 1,9 bilhão em Valor Geral de Vendas, alta de 4% ano a ano e 6% acima da estimativa. Os lançamentos foram de R$ 1,08 bilhão no MCMV, 6% a menos frente a 2024, e R$ 821 milhões na Riva, salto de 20% no ano.
No ano, os lançamentos bateram R$ 6,8 bilhões em VGV. Desse total, R$ 3,7 bilhões correspondem à Direcional, e o restante à Riva. O número representa avanço de 25% versus 2024.
A construtora encerrou o trimestre com R$ 5,7 bilhões em estoques, equivalentes a aproximadamente 11 meses de vendas.
“A leitura foi de vendas mais fracas do que o esperado, mas influenciadas pela concentração de lançamentos em dezembro, com expectativa de melhora no primeiro trimestre de 2026”, diz o BTG.
O banco manteve a recomendação de compra para os papéis DIRR3, com preço-alvo de R$ 20, alta potencial de 48% em relação ao fechamento de ontem (15).
Lavvi (LAVV3)
A Lavvi apresentou lançamentos fortes e boa velocidade de vendas, além de vendas líquidas sólidas, porém abaixo do esperado.
As vendas brutas totalizaram R$ 1,18 bilhão, 15% a menos do que no mesmo período do ano passado, enquanto os distratos somaram R$ 63 milhões, alta de 26% na base anual. Com isso, as vendas líquidas recuaram 16% no trimestre, para R$ 1,12 bilhão, ficando 16% abaixo da estimativa. No ano, as vendas líquidas somaram R$ 3,1 bilhões, queda de 15% em relação a 2024.
A velocidade de vendas encerrou o trimestre em 28%, ante 37% no quarto trimestre de 2024. A companhia lançou quatro projetos, totalizando R$ 1,43 bilhão em VGV, recuo de 8% no comparativo anual, todos com velocidade de vendas considerada saudável.
O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 40 milhões no trimestre, principalmente por aquisições de landbank (estoque de terrenos), com desembolso de R$ 98 milhões. A Lavvi entregou dois projetos no trimestre, totalizando R$ 522 milhões, e as entregas de 2025 somaram R$ 1,6 bilhão, ante R$ 511 milhões em 2024.
“O trimestre foi sólido, com aceleração de lançamentos e boa performance de vendas, apesar de aquém do esperado e de um cenário de cautela no segmento médio/alto devido aos juros elevados”, escreve o BTG Pactual.
FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?