Da Petrobras (PETR4) ao BTG (BPAC11) e Embraer (EMBJ3): as ações que o Citi escolheu para enfrentar a montanha-russa das eleições
Citi elege ações para carteira com menor volatilidade, impulsionada pela disputa eleitoral cada vez mais acirrada

A disputa eleitoral está acirradíssima, e a instabilidade política tem provocado um intenso sobe e desce das ações na bolsa. Para quem não quer arriscar um enjoo nessa montanha-russa, mas ainda busca papéis capazes de atravessar diferentes cenários, o Citi atualizou sua carteira de ações voltada ao longo prazo.
A seleção é chamada de MVP. A sigla poderia remeter a Most Valuable Players, ou os jogadores mais valiosos, mas, neste caso, significa Minimum Volatility Portfolio — uma carteira de mínima volatilidade.
É claro que investir em renda variável sempre envolve riscos. A proposta da estratégia, porém, é justamente reduzir a exposição às oscilações mais intensas do mercado sem abrir mão do potencial de valorização das ações.
Quais ações compõem a carteira do Citi
Em relação à última atualização da carteira MVP, o banco fez diversas mudanças.
Saem da seleção Smart Fit (SMFT3), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradsaúde (SAUD3), Motiva (MOTV3), Eneva (ENEV3) e Cury (CURY3).
Entram XP — negociada na Nasdaq e disponível no Brasil por meio do BDR XPBR31 —, BTG Pactual (BPAC11), Hypera (HYPE3), Ecorodovias (ECOR3) e Sabesp (SBSP3).
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Com as mudanças, a carteira passa a ser composta por XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11), Prio (PRIO3), Rede D'Or (RDOR3), Hypera (HYPE3) e Ecorodovias (ECOR3), com peso de 5% cada.
Multiplan (MULT3), Embraer (EMBJ3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3), Axia (AXIA3), Sabesp (SBSP3) e Vivara (VIVA3) recebem peso de 10% cada.
O principal ajuste de alocação ocorreu em Vivara, cuja participação na carteira dobrou de 5% para 10%.
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O que move as escolhas do Citi
Com a disputa eleitoral mais apertada, o Citi busca equilibrar a carteira entre empresas defensivas e papéis que podem se beneficiar de diferentes desfechos políticos e econômicos.
Em um dos cenários considerados pelo banco, ganham espaço ações defensivas e empresas expostas a programas governamentais, como o Minha Casa, Minha Vida. Em uma eventual vitória da oposição, por sua vez, a preferência recai sobre papéis de maior duração, que tendem a se beneficiar mais de uma queda dos juros no longo prazo.
Como cada novo fato político tem mexido com as intenções de voto e tornado a corrida eleitoral mais acirrada, os analistas afirmam que passaram a favorecer ações de maior duração.
Nesse contexto, “duração” não se refere simplesmente ao tempo pelo qual o investidor deve carregar a ação na carteira. Papéis de maior duração têm parcela mais relevante de seu valor associada a fluxos de caixa esperados no futuro e, por isso, tendem a apresentar maior sensibilidade às taxas de juros.
O Citi também enxerga uma vantagem do mercado acionário brasileiro em relação a outras bolsas emergentes. Na avaliação do banco, o país pode se beneficiar de um movimento “anti-IA”, graças à forte presença de empresas de setores mais tradicionais na bolsa, de commodities a bancos e outras instituições financeiras.
Assim, o Ibovespa e ações brasileiras mais resilientes podem funcionar como uma proteção para portfólios globais que ficaram cada vez mais concentrados em empresas relacionadas à tese de inteligência artificial.
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Como o Citi escolhe as ações MVP
A carteira MVP reúne entre 10 e 15 ações e busca superar o desempenho do Ibovespa em horizontes mais longos. Os papéis selecionados recebem pesos de 5%, 10% ou 15%.
“Nosso foco está na escolha de papéis por meio de uma abordagem bottom-up, levando em consideração fatores e pressões top-down”, explica o Citi.
Traduzindo: o banco parte dos fundamentos das companhias — analisando aspectos como balanços, gestão e vantagens competitivas —, mas também leva em consideração fatores macroeconômicos e seus efeitos sobre cada negócio, como inflação, juros e câmbio.
A estratégia, porém, não conseguiu superar o Ibovespa recentemente.
Nos últimos 30 dias, a carteira MVP avançou 8,6%, ante alta de 11,1% do índice. No acumulado do ano, a seleção sobe 7,4%, contra 15,2% do Ibovespa.
Desde sua criação, a carteira acumula valorização de 51,7%, também abaixo dos 61,7% registrados pelo Ibovespa no mesmo período.
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