Dasa (DASA3) é compra para o UBS BB, mas banco revela outras 2 favoritas — uma delas para dividendos
O banco defende que o mercado ainda não precificou a melhora operacional da Dasa e explica qual frente do negócio se destaca

Uma ação de saúde que tem passado o ano de 2026 na enfermaria da bolsa recebeu recomendação de compra pelo UBS BB: a Dasa (DASA3). A empresa dificilmente é o primeiro nome a ser lembrado no setor, mas o banco acredita que os remédios aplicados na operação estão dando efeito e o papel é uma boa tese de recuperação.
Após anos marcados por aquisições, dívida elevada e uma longa reestruturação, a Dasa começa a mostrar sinais de que o tratamento está funcionando.
Para os analistas do UBS BB, a melhora operacional já aparece nos números, mas ainda não foi devidamente reconhecida pelo mercado.
Desde o início do ano, a ação registra queda de 27%. Nos cálculos do banco, o preço justo do papel é R$ 3,90, o que, em relação ao fechamento desta terça-feira (22), representa espaço para uma alta de 19,2%.
Dasa: o que conquistou o banco
O principal fator que levou à recomendação de compra da ação é a divisão de diagnósticos da Dasa. Embora ainda esteja bastante alavancada e seja sensível ao cenário macroeconômico brasileiro, o UBS BB enxerga que a empresa tem entregado uma boa recuperação operacional.
No caso dos diagnósticos, a expectativa do banco é de que a Dasa tenha um crescimento médio da receita de cerca de 5,5% ao ano entre 2025 e 2030, acima da estimativa para o resto do setor.
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Essa projeção é baseada em três frentes:
- O avanço do B2B, que presta serviços para laboratórios terceiros;
- O ganho gradual de participação de mercado; e
- O fortalecimento de marcas premium, como a Alta, que vêm crescendo rapidamente e ajudam a melhorar o mix de receitas da companhia.
Para o UBS BB, outro sinal positivo é a redução de despesas administrativas, que deve contribuir para um aumento das margens nos próximos anos e para a redução da alavancagem.
Além disso, os analistas também têm no radar a Rede Américas, joint venture criada em 2025 com a Amil cujo foco é o segmento de hospitais. Essa frente pode gerar valor adicional à Dasa, já que também começa a apresentar melhora operacional.
Ainda assim, o UBS BB prefere não basear a tese de investimento nessa iniciativa porque ainda há um longo caminho para percorrer. O que vier de ganho dessa frente deve ser considerado um extra.
Mesmo com o otimismo em relação à Dasa, cabe destacar que a ação não é a favorita do banco. Embora tenha iniciado a cobertura com recomendação de compra para DASA3, são outros dois papéis que ocupam o posto de queridinhos no setor de saúde.
As top picks de saúde
As ações preferidas do UBS BB no setor de saúde são a Rede D'Or (RDOR3) e a Bradsaúde (SAUD3).
Para o banco, o setor entrou em uma nova fase pós-pandemia. Os níveis de sinistralidade já se normalizaram, as margens melhoraram e a rentabilidade se aproxima do padrão histórico.
Daqui para frente, para o UBS BB, existem três fatores que devem destacar as empresas vencedoras: a capacidade de atuar em procedimentos de maior complexidade; a eficiência operacional, com foco em controle de custos e ganho de produtividade; e a disciplina na alocação de capital.
É justamente de olho nessas características que a equipe de análise defende que RDOR3 e SAUD3 são as melhores para se ter em carteira neste momento.
Rede D’Or aposta na alta complexidade
No caso da Rede D'Or, os analistas enxergam a empresa como a mais bem posicionada para a tendência de aumento de procedimentos complexos, principalmente em áreas como oncologia e cirurgias de alta especialização.
Segundo o UBS BB, a empresa se destaca em escala, ampla rede hospitalar e capacidade clínica.
Além disso, a Rede D’Or também se beneficia da integração com a SulAmérica, incorporada em 2022, e da parceria com a Bradsaúde na operação da Atlântica D'Or.
A expectativa é que a ação RDOR3 alcance um preço-alvo de R$ 48, o que representa potencial de valorização de até 24,9% em relação à cotação desta terça (22).
Bradsaúde une dividendos e crescimento
Já a Bradsaúde aparece como a principal tese de dividendos do setor de saúde.
Segundo o banco, a empresa reúne características como boa geração de caixa, espaço para abocanhar beneficiários de operadoras de saúde menores e possibilidade de crescimento por meio da participação na Atlântica D'Or.
Os analistas estimam que o dividend yield da empresa salte de cerca de 4% neste ano para 7,5% em 2027.
Para a Bradsaúde, o preço-alvo definido pelo UBS BB é de R$ 19 por ação, com espaço para alta de 33,5%
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