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DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

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2 de março de 2026
19:35 - atualizado às 17:42
Montagem de uma pessoa segurando grãos de trigos com gráficos e números que representam as ações do setor do agronegócio e fiagros da bolsa
Fiagros são fundos que investem na cadeia do agronegócio - Imagem: iStock.com/Galeanu Mihai

O Grupo Ceres Investimentos lançou na B3 esta semana um novo Fiagro. Seu nome é ROCA11, mas pode chamar de roça. A ideia é criar uma ponte para produções rurais, que visa ampliar o acesso dos investidores de varejo a operações de crédito estruturado do agronegócio.

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O toque de campainha – cerimônia que marca o início das negociações – contou com a presença de Guilherme Cunha, o CEO do grupo.

O novo produto é listado na bolsa e tem seu portfólio concentrado em operações como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), estruturas via Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), operações estruturadas e crédito privado ligado ao setor.

A gestão ficará a cargo da Ceres, enquanto a BTG Pactual Serviços Financeiros atuará como administradora e o banco BTG Pactual será o custodiante.

Segundo Cunha, a proposta é democratizar o acesso a operações que estavam mais concentradas entre investidores institucionais. “O agronegócio brasileiro é altamente competitivo e globalizado, mas o acesso às melhores operações de crédito ainda era restrito. O ROCA11 conecta o investidor da cidade às oportunidades de geração de valor no interior do Brasil”, diz.

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O executivo destaca que o histórico da casa sempre foi o de estruturar oportunidades para investidores institucionais, especialmente no eixo financeiro da Faria Lima. “Agora, a missão é levar esse mesmo padrão de acesso ao mercado e controle de risco para o investidor de varejo, em uma estrutura listada e com eficiência tributária”, afirma.

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O nome do fundo também carrega simbolismo. De acordo com Cunha, a escolha por “ROCA” remete à origem da gestora, fundada fora dos grandes centros financeiros.

“Nossa jornada começou onde o Brasil real acontece. Para entender a lavoura, é preciso estar no campo, ouvir o produtor e compreender o ciclo da terra. Não enxergamos o agro apenas por planilhas — vivemos o setor”, afirma.

Mercado de capitais na roça

O lançamento do ROCA11 também reforça o movimento de interiorização do mercado de capitais. Fundada em 2019, em Uberaba (MG), a Ceres Asset construiu sua atuação com presença direta no campo, próxima aos produtores rurais.

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Desde a fundação, o grupo afirma ter originado mais de R$ 6 bilhões em ativos ligados ao agronegócio, mantendo níveis controlados de inadimplência.

Segundo o CEO, o diferencial competitivo está na estrutura própria de originação e na proximidade com o produtor, o que permite acessar operações antes de chegarem ao mercado mais amplo, além de realizar acompanhamento próximo e gestão ativa de risco.

Com informações do Money Times

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