Este FII vende imóvel alugado à Caixa Econômica e coloca R$ 3,6 milhões no bolso do cotista; saiba qual e entenda a operação
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que melhora a relação risco e retorno da carteira

O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) está com o pé no acelerador quando o assunto é a estratégia de redução de bancos na carteira de inquilinos. O FII anunciou mais uma venda de imóvel locado a uma instituição financeira e, dessa vez, o alvo foi a Caixa Econômica Federal.
Segundo fato relevante divulgado nesta manhã (13), a operação envolve o empreendimento Senador Queiroz, localizado na Av. Senador Queiroz, em São Paulo (SP).
O ativo é majoritariamente ocupado pelo banco, ocupando 80% da área do imóvel, mas divide o espaço com uma loja de conveniência, que utiliza os 20% restante.
Ainda de acordo com o RBVA11, o valor total da venda é de R$ 10,5 milhões, equivale a R$ 7.256,39 por metro quadrado. O pagamento foi realizado da seguinte forma:
- Entrada: R$ 5 milhões recebidos na data da escritura;
- Cinco parcelas fixas e mensais de R$ 1 milhão
- Uma parcela final de R$ 500 mil.
Como garantia do recebimento das parcelas, foi definido a venda fiduciária do imóvel ao FII.
Uma venda estratégica para o RVBA11
Segundo a gestora do FII, a Rio Bravo, a venda do imóvel teve um lucro líquido relevante de R$ 3,6 milhões. Considerando todas as entradas e saídas de caixa, a operação gerou uma taxa interna de retorno (TIR) de 15,4% ao ano para o FII, o que equivale a IPCA + 9% ou CDI + 6%.
Leia Também
Além disso, a transação gerou R$ 4,58 milhões em liquidez imediata para o RVBA11, assim como R$ 5,5 milhões a receber. Segundo a Rio Bravo, a venda "reforça o caixa para novas operações e/ou amortização de alavancagem", disse em relatório.
"Essa recomposição é estratégica para aumentar a flexibilidade e capacidade de investimento do FII", complementou.
Além dos bancos, FII busca diversificação
Vale lembrar que o RVBA11 vem reduzindo a participação de bancos em sua carteira de inquilinos, buscando uma maior diversificação.
O FII nasceu como um fundo imobiliário 100% de agências bancárias, porém, desde 2019, aposta na reciclagem do portfólio, com 32 imóveis vendidos até hoje. As operações totalizam R$ 309,6 milhões em vendas, com lucro acumulado de R$ 104 milhões.
"A reciclagem de portfólio é parte central da estratégia do fundo. O objetivo é desinvestir, de forma disciplinada, em ativos e regiões em que há menor potencial de geração de valor no longo prazo, ao mesmo tempo em que fortalecemos a geração de caixa para melhorar a estrutura de capital do RBVA11" afirma a Rio Bravo em documento.
Com a transação, o fundo passa a ter uma exposição de 21% do seu portfólio ao setor bancário, o que, segundo a gestora, melhora a relação risco e retorno da carteira.
Atualmente, 12% dos ativos ainda não foram alocados em nenhum imóvel. 20% estão em imóveis alugados pela Cogna. O varejo alimentar também aparece, com GPA e Assaí como locatários.
O varejo geral, com Centauro, Pernambucanas e Renner, também passou a fazer parte da estratégia de diversificação do FII.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO