Galípolo admite incômodo do BC: inflação segue acima da meta mesmo com Selic nas alturas
Em audiência no Senado, presidente do Banco Central do Brasil lembrou que a autoridade monetária descumpriu a meta de inflação em quatro dos últimos seis anos

O Brasil já se acostumou a conviver com uma das taxas de juros mais altas do mundo. O problema é que, mesmo com a Selic ainda em patamar elevado, a inflação continua escapando da meta com frequência. Foi esse diagnóstico que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, levou ao Senado nesta terça-feira (19).
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Galípolo afirmou que o país enfrenta um problema estrutural: precisa de um esforço monetário maior do que outras economias para tentar controlar a inflação.
“Quando a gente olha o resultado da política monetária, percebemos que só não houve uma carta aberta em 2020 e em 2023”, disse. A carta aberta é enviada ao Ministério da Fazenda quando o Banco Central descumpre a meta de inflação.
Em quatro dos últimos seis anos, a autoridade monetária não conseguiu manter a inflação dentro do objetivo estabelecido.
- Leia também: Quando a Selic deve parar de cair? Copom diz que pode ajustar ritmo de cortes com extensão da guerra no Oriente Médio
Galípolo afirmou que uma das discussões centrais nesse processo envolve os núcleos de inflação, indicadores que excluem itens mais voláteis para medir a tendência dos preços. Hoje, segundo ele, a média desses núcleos já roda próxima da inflação cheia.
Galípolo e peso da inflação no bolso
O presidente do Banco Central também comentou o chamado “misery index”, indicador que combina inflação e desemprego. Segundo Galípolo, o índice está no menor patamar da série histórica brasileira, mas os choques recentes de oferta mudaram a percepção da população sobre o custo de vida.
Leia Também
“Raramente alguém sabe qual foi a inflação do mês ou o núcleo de inflação, mas todo mundo sabe quanto custa a carne, o leite e o ovo”, afirmou.
- Leia também: Fim dos cortes à vista? Economistas projetam Selic e inflação ainda mais altas em 2026, segundo o Focus
Para ele, o avanço dos preços de itens essenciais alimenta um debate internacional sobre “affordability”, termo usado para descrever a dificuldade das famílias em lidar com o encarecimento do custo de vida.
Galípolo destacou que o papel dos bancos centrais é impedir que esses choques se transformem em uma espiral inflacionária mais persistente, contaminando salários e outros preços da economia.
Crédito ganhou força após a pandemia
Ao comentar os choques econômicos recentes, Galípolo relembrou que a pandemia de covid-19 provocou uma forte desaceleração da atividade econômica global em 2020, levando bancos centrais do mundo todo a reduzirem os juros para níveis historicamente baixos.
“Lá fora chegaram a patamares negativos e aqui no Brasil ficou próximo de 2%”, disse.
Segundo ele, a perda de renda das famílias durante esse período impulsionou a busca por crédito para sustentar o consumo.
O presidente do BC citou estudos internacionais que mostram aumento no número de cartões de crédito por pessoa desde a pandemia, movimento que ampliou o uso do crédito rotativo e o endividamento.
No Brasil, afirmou, esse fenômeno foi intensificado pelo avanço da bancarização e pela popularização do Pix.
*Com informações do Estadão Conteúdo
BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
2 de outubro de 2026 - 5:07O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR
Esta fabricante de chips já subiu 476% no ano, e ainda está barata em meio à corrida da IA; veja o que dizem Empiricus e XP sobre a empresa
1 de outubro de 2026 - 16:40O DESAFIO DO PRESIDENTE
Lula ou Flávio? Para Kinea, ambos terão o mesmo desafio e precisarão correr contra o tempo para evitar uma crise
1 de outubro de 2026 - 15:01SEM TETO
Pix por aproximação muda hoje: a nova regra que todo usuário precisa conhecer
1 de outubro de 2026 - 11:01SÓ MUDA O MÉTODO
Entre a simplicidade e a teimosia, Lotofácil 3793 fecha setembro com 2 meio-milionários; +Milionária acumula e prêmio chega a R$ 100 milhões
1 de outubro de 2026 - 7:05A VISÃO DO DONO
Inquilino não paga o aluguel? Veja o que você pode ou não fazer e como evitar que a dívida se torne problema seu
1 de outubro de 2026 - 6:34OS ENDIVIDADOS
Não conseguiu pagar o aluguel? Entenda os riscos que você corre e como não deixar a dívida virar uma bola de neve
1 de outubro de 2026 - 6:02BENEFÍCIO NA CONTA
Bolsa Família será maior em outubro de 2026: veja quando reajuste começa a ser pago e quem poderá se beneficiar
1 de outubro de 2026 - 5:06DESTAQUES DA BOLSA
Tenda (TEND3) vai na contramão do Ibovespa e fecha em queda, mas Itaú BBA ainda tem motivos para considerar a ação atrativa
30 de setembro de 2026 - 18:45COMEÇOU A TRANSIÇÃO
‘Pense em um mundo sem imposto’: o recado de Bernard Appy para as empresas na reta final da reforma tributária
30 de setembro de 2026 - 13:50OLHO NO PIX
IRPF 2026: dinheiro de lote de restituição da malha fina do imposto de renda cai hoje na conta
30 de setembro de 2026 - 8:42SEM DESCONTO
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho toma decisão e banco anuncia quando as agências reabrem
30 de setembro de 2026 - 7:55BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3792 tem 37 ganhadores, mas só dois ficam a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3064 acumula e prêmio vai a R$ 75 milhões
30 de setembro de 2026 - 6:49ATENÇÃO, BENEFICIÁRIOS!
Bolsa Família com novo valor, Gás do Povo, Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para outubro de 2026
30 de setembro de 2026 - 5:05DESTAQUES DA BOLSA
Ação da Tupy (TUPY3) atinge máxima nesta terça-feira (29) e fecha com alta de mais de 3%. O que animou os investidores?
29 de setembro de 2026 - 18:30TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?