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O Vinci Logística (VILG11) informou que acompanha os desdobramentos do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky (TOKY3), mas que até agora está tudo sob controle

A recuperação judicial bilionária do Grupo Toky (TOKY3), controlador da Tok&Stok e da Mobly, já começa a espalhar seus efeitos para além da própria empresa. Entre os nomes que acompanham a crise de perto, está o fundo imobiliário Vinci Logística (VILG11), que tem exposição direta ao caso.
Isso porque a companhia em recuperação aluga dois galpões logísticos que fazem parte da carteira do fundo — os módulos G1 e G2 do Extrema Business Park, em Minas Gerais (MG).
O aluguel pago pela holding representa cerca de 4,5% de toda a receita bruta gerada pelo FII, o que coloca os investidores atentos a possíveis impactos da recuperação judicial sobre os pagamentos e contratos.
Até o fim do ano passado, o grupo Toky era o principal cliente do fundo. Segundo o VILG11, depois de um reposicionamento comercial do empreendimento Extrema Business Park feito em dezembro, a dependência do fundo em relação ao Grupo Toky foi reduzida de 15% para os atuais 4,5% da receita bruta de locação.
Antes responsável por oito módulos do condomínio, a holding passou a ocupar apenas dois, após a realocação dos demais espaços para novos inquilinos como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL.
Com isso, a exposição financeira também recuou de R$ 0,14 por cota para R$ 0,04, além de o grupo ter deixado de ser a principal fonte de receita do portfólio, passando da 1ª para a 7ª posição.
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Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (14), no entanto, a gestora do VILG11 afirmou que, até o momento, não há qualquer descumprimento no pagamento de obrigações locatícias por parte da inquilina.
Além disso, destacou que não foi oficialmente comunicada sobre o pedido de recuperação judicial e que não há tratativas formais em andamento com o grupo.
O contrato de locação vigente do fundo com a empresa conta com garantia na modalidade de seguro-fiança, com cobertura no valor de 12 aluguéis, e, segundo a gestora, “poderá ser acionado em caso de necessidade”.
Ainda de acordo com o comunicado, uma eventual inadimplência não impactaria o guidance de distribuição de rendimentos do FII, que se situa, para o primeiro semestre de 2026, entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota ao mês.
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