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O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubam o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexe com as bolsas aqui e lá fora
Se você acordou esperando os 200 mil pontos do Ibovespa, é bom ajustar as expectativas: as petroleiras estão testando o sangue frio dos investidores nesta sexta-feira (17).
O dia até começou em clima de euforia, com o principal índice da bolsa brasileira renovando máxima intradia, e o dólar à vista na mínima da sessão, mas durou pouco.
O motivo do estresse — ou do alívio, a depender de onde você olha — vem do Oriente Médio. O anúncio de um cessar-fogo no Líbano e a reabertura total do Estreito de Ormuz pelo Irã provocam um verdadeiro sell-off nas commodities energéticas.
As petroleiras caem em bloco, puxadas pela Petrobras. No início da tarde, as ações ordinárias PETR3 recuavam 7,51% e as preferenciais PETR4 baixavam 7,25%. Completavam o pódio Prio (PRIO3), com baixa de 7,32%, Brava (BRAV3), com recuo de 6,04%; e PetroReconcavo (RECV3), com queda de 4,79%.
Lá fora, o petróleo mergulha em um mar vermelho. O Brent — usado como referência internacional, inclusive pela Petrobras — cai 12%, cotado a US$ 87,27. O WTI — referência do mercado norte-americano — baixa 13%, cotado a US$ 82,06.
Para a StoneX, a reabertura de Ormuz pelo Irã eleva as chances de normalização dos fluxos de petróleo para o restante do mundo, o que pressiona as negociações da commodity nesta sexta-feira (17).
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A expectativa, segundo a análise, é de uma retomada gradual do número de embarcações pelo estreito, o que deve contribuir para a recuperação das exportações de commodities energéticas por importantes países produtores, entre eles, a Arábia Saudita.
O Ibovespa, que chegou a bater a máxima de 198.665,65 pontos no início da manhã, reduziu drasticamente a velocidade. Próximo às 12h45, o índice lutava para manter os 196 mil pontos, operando em queda de 0,30%.
Além da Petrobras, o peso de gigantes como a Vale (VALE3) e os grandes bancos, que também perdiam tração, colaborando para esse pé no freio.
Na contramão, as bolsas europeias e de Nova York ampliavam ganhos, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes intradia, em meio ao alívio dos preços do petróleo e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Acompanhando a forte queda do petróleo, as ações de petroleiras caem no exterior. ExxonMobil e Chevron cediam até 5% no início da tarde, enquanto as britânicas BP e Shell chegaram a baixar 6%.
Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, Israel não voltará a bombardear o Líbano e Teerã vai remover todas as minas do estreito.
"O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como uma arma contra o mundo", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
Em seguida, o republicano classificou o anúncio como um marco positivo. "Um dia grande e brilhante para o mundo".
Em paralelo, Trump disse à NewsNation que o Irã também concordou em interromper o enriquecimento de urânio.
Apesar das movimentações de Terrã, o presidente norte-americano já indicou que os EUA manterão o bloqueio a portos iranianos até a conclusão de um acordo mais amplo.
Mas nem só de perdas vive o Ibovespa neste início de tarde. Do lado positivo do principal índice da bolsa brasileira, as ações do setor de mineração e siderurgia operam em alta.
Usiminas (USIM5) puxa a fila, com alta de 5,15%. Gerdau (GGBR4) avança 1,72%, enquanto CSN (CSNA3) sobe 3,63%.
Além de Usiminas, Vamos (VAMO3) e Direcional (DIRR3) completam o pódio de ganhos do Ibovespa, com avanço de 5% cada uma.
Quem precisou comprar dólar nesta sexta-feira (17), comemorou — mas não por muito tempo assim como aconteceu com o Ibovespa.
A moeda norte-americana acentuou a queda na manhã de hoje e renovou as mínimas, sendo cotado a R$ 4,9543 (queda de 0,77%). No entanto, voltou a ganhar tração perto do 12h, operando praticamente estável e voltando a flertar com a barreira de R$ 5,00.
De acordo com operadores de câmbio, o real ainda se apoia no carry trade — operação na qual os investidores pegam moeda forte emprestada a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil — favorável e por dados de atividade locais resilientes, além da postura de cautela sinalizada pelo Banco Central.
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