Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

Se você acordou esperando os 200 mil pontos do Ibovespa, certamente você teve que ajustar as expectativas: as petroleiras testaram o sangue frio dos investidores nesta sexta-feira (17).
O dia até começou em clima de euforia, com o principal índice da bolsa brasileira renovando máxima intradia, e o dólar à vista na mínima da sessão, mas durou pouco.
O motivo do estresse — ou do alívio, a depender de onde você olha — vem do Oriente Médio. O anúncio de um cessar-fogo no Líbano e a reabertura total do Estreito de Ormuz pelo Irã provocam um verdadeiro sell-off nas commodities energéticas.
As petroleiras caíram em bloco, puxadas pela Brava (BRAV3), que caiu 6,28%. Na sequência veio Petrobras: as ações PETR3 caíram 5,31%, enquanto PETR4 baixou 4,86%. PetroReconcavo (RECV3) teve queda de 4,12 e Prio (PRIO3), recuou 4,03%.
Lá fora, o petróleo mergulhou em um mar vermelho. O Brent — usado como referência internacional, inclusive pela Petrobras — cedeu 9,06%, cotado a US$ 90,38. O WTI — referência do mercado norte-americano — baixou 9,41%, cotado a US$ 82,59.
Para a StoneX, a reabertura de Ormuz pelo Irã eleva as chances de normalização dos fluxos de petróleo para o restante do mundo, o que pressionou as negociações da commodity nesta sexta-feira (17).
Leia Também
A expectativa, segundo a análise, é de uma retomada gradual do número de embarcações pelo estreito, o que deve contribuir para a recuperação das exportações de commodities energéticas por importantes países produtores, entre eles, a Arábia Saudita.
Ibovespa e as bolsas gringas
O Ibovespa, que chegou a bater a máxima de 198.665,65 pontos no início da manhã, reduziu drasticamente a velocidade e fechou em queda de 0,55%, aos 195.733,51 pontos. Na semana, o índice fechou com queda de 0,81%.
Além da Petrobras, o peso de gigantes como a Vale (VALE3) e os grandes bancos, que também perdiam tração, colaborando para esse pé no freio.
Na contramão, as bolsas europeias e de Nova York ampliaram ganhos, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes intradia, em meio ao alívio dos preços do petróleo e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Acompanhando a forte queda do petróleo, as ações de petroleiras caíram no exterior. ExxonMobil e Chevron chegaram a ceder 5%, enquanto as britânicas BP e Shell chegaram a baixar 6%.
Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, Israel não voltará a bombardear o Líbano e Teerã vai remover todas as minas do estreito.
"O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como uma arma contra o mundo", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
Em seguida, o republicano classificou o anúncio como um marco positivo. "Um dia grande e brilhante para o mundo".
Em paralelo, Trump disse à NewsNation que o Irã também concordou em interromper o enriquecimento de urânio.
Apesar das movimentações de Terrã, o presidente norte-americano já indicou que os EUA manterão o bloqueio a portos iranianos até a conclusão de um acordo mais amplo.
Economia no azul, brasileiro no vermelho: por que os dados não batem com a realidade?
O lado positivo do Ibovespa
Mas nem só de perdas viveu o Ibovespa nesta sexta-feira (17). Do lado positivo do principal índice da bolsa brasileira, as ações do setor de mineração e siderurgia operaram em alta.
Usiminas (USIM5) puxou a fila, com alta de 3,15%, enquanto a Vale subiu 2,64% e CSN (CSNA3), 2,57%.
Além de Usiminas, Vamos (VAMO3) e Direcional (DIRR3) completam o pódio de ganhos, com avanço 6,27% e 4,48% — as duas maiores altas do Ibovespa.
Dólar flerta com os R$ 5,00
Quem precisou comprar dólar nesta sexta-feira (17), comemorou — mas não por muito tempo assim como aconteceu com o Ibovespa.
A moeda norte-americana acentuou a queda na manhã de hoje e renovou as mínimas, sendo cotado a R$ 4,9508 no piso da sessão. No entanto, voltou a ganhar tração perto do 12h, operando praticamente estável e fechando o dia a R$ 4,9833 (-0,19%). Na semana, a queda foi de 0,56%.
De acordo com operadores de câmbio, o real ainda se apoiou no carry trade — operação na qual os investidores pegam moeda forte emprestada a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil — favorável e por dados de atividade locais resilientes, além da postura de cautela sinalizada pelo Banco Central.
ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO