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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

Bia Azevedo
Bia Azevedo
14 de janeiro de 2026
10:52
Foto da sede da MRV (MRVE3) em Minas Gerais
Imagem: Rodrigo Gomes/Divulgação

A maior construtora do Brasil mostra por que ganhou esse título. Mesmo com quedas em vendas e lançamentos, a MRV (MRVE3) teve uma boa geração de caixa, principalmente com as operações voltadas para baixa renda, o que chama a atenção dos investidores. Com isso, as ações estão em alta nesta manhã.

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Por volta das 10h40, os papéis MRVE3 sobem 4,72%, na maior alta do Ibovespa, que avançava 0,83% no mesmo horário, em 163.325 pontos.

A construtora divulgou, na noite de ontem (13), a prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25). Os números vieram sólidos na avaliação do BTG Pactual, apesar de algumas linhas terem vindo levemente abaixo das projeções.

Os lançamentos da divisão de incorporação, que envolve MRV e Sensia, somaram R$ 2,8 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado, uma queda de 3% no ano, mas avanço de quase 21% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Esse resultado veio 8% abaixo do esperado pelo BTG Pactual.

Do total, o Minha Casa Minha Vida representou R$ 2,79 bilhões, retração de 3% na base anual e levemente abaixo do que o banco estimou.

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As vendas líquidas da MRV Incorporação chegaram a R$ 2,79 bilhões, queda de 3% ano a ano e 2% aquém do projetado pelos analistas. Já a velocidade de vendas, descrita como sólida pelos analistas, ficou em 23%, estável em relação ao ano anterior.

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Geração de caixa: ponto de destaque

Nos últimos três meses do ano a incorporadora gerou R$ 145 milhões, apoiada pelas operações de baixa renda, que teve geração de R$ 175 milhões. Houve consumo de caixa de R$ 12 milhões na Luggo, focada em aluguel, e R$ 12 milhões na Urba, unidade de loteamento.

“O fluxo de caixa do 4T25 ficou acima de nossa expectativa, de geração positiva de R$ 100 milhões, impulsionado por transferências mais fortes de clientes para bancos (9.865 transferências de hipotecas no quarto trimestre), melhoria nas margens e alguma ‘normalização’ dos programas regionais”, escreveram os analistas em relatório.

A Resia

A operação norte-americana da MRV registrou um consumo de caixa de US$ 26 milhões na Resia, sem vendas de ativos no trimestre. mesmo com avanços operacionais em seus empreendimentos, a empresa reforçou o plano de desinvestimento de US$ 800 milhões.

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Entre os destaques, o projeto Tributary já está totalmente estabilizado, com ocupação madura e pronto para ser colocado à venda.

Já o Razor Ranch apresentou melhora relevante, com a taxa de ocupação subindo 11 pontos percentuais no trimestre, para 76%.

Vale lembrar que a subsidiária está em processo de desinvestimentos nos Estados Unidos como parte da estratégia para reduzir a alavancagem, após anos de crise severa que pressionaram os resultados consolidados da companhia como um todo.

O que fazer com as ações da MRV?

“Em nossa opinião, os resultados operacionais do quarto trimestre trouxeram mais aspectos positivos do que negativos”, escreveram os analistas do BTG Pactual. Para o banco, os números operacionais no Brasil foram sólidos e geração de caixa por aqui foi positiva.

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A recomendação de compra para os papéis foi mantida. O preço-alvo para os papéis é de R$ 12, um avanço potencial de quase 50% em relação ao fechamento da última terça-feira (13).

“Acreditamos que o caminho para uma desalavancagem mais significativa será difícil, mas o potencial de valorização pode ser significativo quando se concretizar, e a MRV está começando a mostrar sinais de recuperação”, dizem os analistas.

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