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Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

A Super Quarta fez jus ao nome. Além das decisões de juros nos EUA e no Brasil, esta quarta-feira (28) também foi marcada por novos recordes do Ibovespa, do ouro e da prata.
O principal índice da bolsa brasileira (B3) acumulou quase 3 mil pontos ao longo da sessão, cravando um duplo recorde: ultrapassou os 185 mil pontos durante a sessão e encerrou o dia em nova máxima, com alta de 1,52%, aos 184.691 pontos.
E não foi o único ao fazer história nesta quarta-feira (28). O ouro fechou o dia cotado em US$ 5.303,60 a onça-troy pela primeira vez, uma alta de 4,35%, e foi acompanhado pela prata, que subiu 7,15%, a US$ 113,53.
Mas o melhor ainda estava por vir para os metais preciosos, em um desempenho digno de uma Super Quarta. No pregão eletrônico, o ouro subiu 6,5% e chegou à marca inédita de US$ 5.400 a onça-troy, enquanto a prata avançou 11%, aos US$ 117,490.
No mercado de câmbio, o que se viu foi estabilidade. O dólar à vista encerrou o dia cotada em R$ 5,2066, permanecendo no menor nível desde maio de 2024.
Esse desempenho foi marcado pela manutenção de juros nos EUA, com o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) fugindo de sinais sobre os próximos passos, enquanto por aqui, os estavam de olho na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).
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Após o fechamento do pregão de hoje, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas o comunicado trouxe uma indicação de que o ciclo de afrouxamento monetário deve começar em março.
O Ibovespa estendeu o ritmo de recordes com a forte entrada de capital estrangeiro. Segundo dados da B3, o investidor estrangeiro já aportou US$ 17,7 bilhões no mercado brasileiro neste ano, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira (23).
O fluxo de dólares tem impulsionado os pesos-pesados do índice. A Vale (VALE3), por exemplo, subiu 2,44% e figurou como a ação mais negociada da B3, com mais de 62,8 mil negócios e giro financeiro de 2,25 bilhões.
Além do aporte dos gringos, o mercado reagiu à prévia operacional da mineradora referente ao quarto trimestre (4T25) e do consolidado do ano, que colocou a Vale na liderança da produção mundial de minério de ferro.
Ainda entre os pesos-pesados, a Petrobras (PETR4) engatou o 9º dia de ganhos consecutivos, subindo 3,35%, com apoio do desempenho do petróleo. O contrato futuro do Brent, referência para o mercado mundial, para março encerrou as negociações com alta de 1,17%, a US$ 67,37 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva, porém, foi liderada pela Raízen (RAIZ4), que fechou o dia com alta de 20% e voltou a ser cotada acima de R$ 1,00, em meio a expectativa de reestruturação financeira da companhia.
Entre as perdas, a Embraer (EMBJ3) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com baixa de 3,53%, mesmo após atingir mais um recorde em sua carteira de pedidos firmes.
Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street encerraram próximos da estabilidade, porém sem uma direção definida.
O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado.
A decisão, no entanto, não foi unânime. Os diretores Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica norte-americana. Ambos são cotados para substituir Jerome Powell no comando do Fed depois de maio.
Confira o fechamento dos índices:
Na Europa, os principais índices terminaram em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve recuo de 0,75%, aos 608,51 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam em alta, ainda com especulações sobre intervenção no câmbio japonês. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,05%, aos 53.358,71 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 2,58%, aos 27.826,91 pontos.
*Com informações do Money Times
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