Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

As ações da Raízen (RAIZ4) foram destaque no pregão desta quarta-feira (28), figurando entre as maiores altas do Ibovespa e da B3. O papel encerrou o dia com alta de 20%, cotados a R$ 1,08. Com esse desempenho, em janeiro até aqui, o ativo acumula ganho de 33,3%.
Essa é a maior cotação para as ações da Raízen desde 6 de outubro do ano passado, quando os papéis caíram para um valor abaixo de R$ 1 — e se tornaram penny stock, como são chamadas as ações negociadas na casa dos centavos.
Vale lembrar que a B3 exige que empresas nessa situação tomem providências para elevar o preço unitário dos seus papéis, dado que penny stocks são extremamente voláteis. Afinal, qualquer pequena alta ou queda já resulta em uma variação percentual enorme.
A forte valorização desta quarta-feira, na verdade, se iniciou ontem (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira. O mercado repercute notícias de que a empresa estaria negociando um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
“Desde ontem, há a expectativa de uma reorganização estrutural da companhia, que vem passando por um momento mais delicado com o alto nível de alavancagem e venda de alguns ativos”, diz Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.
A Raízen já anunciou anteriormente que pode receber um aporte de capital de seus acionistas controladores: a Cosan (CSAN3) e a Shell.
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Gatilhos para a Raízen
As ações RAIZ4 também se beneficiam do movimento de queda nas expectativas para os juros futuros. Ao precificar um juro menor no futuro, o mercado ajuda a diminuir o nível de endividamento da Raízen.
No último balanço, referente ao segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26), a companhia reportou uma relação dívida líquida/Ebitda de 5,1 vezes. Em valor nominais, a dívida líquida era de R$ 53,44 bilhões, 48% maior do que o reportado um ano antes.
Outra notícia positiva veio da Bioenergia Barra, uma empresa controlada indiretamente pela Raízen. A empresa recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para vender a Bio Polares, companhia que detém uma central de minigeração de eletricidade movida a biogás oriundo do Aterro Sanitário Dois Arcos, localizado em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.
A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás (GDA), que atua na produção de biometano a partir do biogás gerado no mesmo aterro para comercialização posterior. O valor do negócio não foi informado.
*Com informações do Money Times.
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