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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

Carolina Gama
28 de abril de 2026
17:08 - atualizado às 16:06
Dólar forte contra o real.
Dólar forte contra o real. - Imagem: iStock

Enquanto o investidor comum costuma puxar o freio de mão em ano de eleição, o Citi resolveu pisar no acelerador. O banco norte-americano aditivou a estratégia para a América Latina com uma tese contundente: a corrida presidencial acirrada no Brasil está servindo de combustível para o real, garantindo à nossa moeda um desempenho de Fórmula 1 entre os pares emergentes. 

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De olho nisso, o Citi adicionou posições favoráveis à apreciação do real frente ao dólar na estratégia voltada para ativos latino-americanos. Para capturar esse movimento, o banco montou uma operação estruturada com opções de venda da moeda norte-americana, as chamadas puts

A política como aliada do real

Diferente do pânico que muitas vezes acompanha as incertezas eleitorais, o Citi observa que o real tem mostrado resiliência e força.  

Em relatório enviado a clientes nesta terça-feira (28), o banco afirma que, em um cenário de redução da aversão ao risco, o real tem apresentado o melhor desempenho entre seus pares, impulsionado por sinais de que a corrida presidencial será acirrada. 

O ambiente doméstico surpreendeu as projeções do banco. As pesquisas eleitorais mais recentes apontam para eleições muito mais apertadas do que as próprias expectativas da instituição. 

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"Estávamos antecipando uma recuperação de Lula neste estágio (após uma desaceleração nas pesquisas antes do início do conflito no Oriente Médio), o que até agora não se concretizou", diz o Citi.  

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O banco ressalta, inclusive, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já aparece numericamente à frente do petista em alguns levantamentos, o que sinaliza uma disputa voto a voto. 

O fator global: o peso do Oriente Médio 

Além do componente local, o otimismo do Citi também bebe da fonte do alívio externo.  

Segundo o banco, o mercado parece estar aprendendo a conviver com as tensões geopolíticas. 

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"O sentimento de risco global tem melhorado. As manchetes em torno do conflito no Oriente Médio têm tido um impacto progressivamente menor nos preços globalmente e na América Latina", afirma o Citi. 

Essa percepção de melhora levou o banco a reforçar o portfólio não só com o real, mas também com apostas a favor do peso mexicano.  

No entanto, o investidor deve manter o radar ligado: em ambos os casos, o principal risco para o sucesso da estratégia é um agravamento da guerra, o que poderia trazer de volta a busca desenfreada pela segurança do dólar.

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