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Mais uma vez, a decisão de não mexer na taxa não foi um consenso entre os membros do Fomc; Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 25 pontos

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) seguiu o script esperado pelo mercado e manteve os juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano.
Apesar de uma decisão amplamente sinalizada pelo membros do Fomc e esperada pelos investidores, a reação inicial das bolsas em Nova York foi acelerar as perdas. Por aqui, o Ibovespa seguiu subindo, mantendo os 183 mil pontos, enquanto o dólar à vista desacelerou os ganhos para a casa de R$ 5,21.
Os membros do comitê optaram por pausar a flexibilização da política monetária iniciada em setembro, devido às condições da economia norte-americana, que apontam para uma inflação resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força.
A surpresa, no entanto, veio mais uma vez do fato de a decisão não ter sido unânime: Stephen Miran e Christopher Waller divergiram da manutenção dos juros.
Miran, que também ocupa a presidência do Conselho de Assessores Econômicos Casa Branca e já criticou diversas vezes o nível elevado dos juros nos EUA, votou por uma redução de 25 pontos-base (pb).
Waller, um dos cotados a substituir Jerome Powell na presidência do Fed, também votou pela redução nos juros no mesmo grau.
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Segundo o comunicado, os indicadores econômicos disponíveis sugerem que a atividade tem se expandido em ritmo sólido. A criação de empregos permaneceu baixa, sendo que a taxa de desemprego mostrou alguns sinais de estabilização. Já a inflação permanece um pouco elevada.
“O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação na taxa de 2% ao longo do prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, destaca o texto.
O Fed afirma que avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos. Além disso, o banco central norte-americano estaria preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance dos objetivos do Comitê.
*Com informações do Money Times
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