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A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

A MBRF (MBRF3) concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para a criação da Sadia Halal, uma joint venture entre as partes que já caminha para estrear na bolsa de valores de Riade com um valor de mercado de mais de US$ 2 bilhões, segundo comunicado.
A empresa será controlada por uma subsidiária da MBRF, com 90% do capital. Os 10% restantes ficam com um braço do fundo saudita, o HPDC, que se comprometeu a fazer um investimento inicial de US$ 24,3 milhões e uma contribuição complementar de US$ 73,1 milhões em transação primária até o fim do ano.
A Sadia Halal reúne fábricas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, além de operações de distribuição em países estratégicos como Catar, Kuwait e Omã. A empresa também incorpora o negócio de exportações para toda a região do Oriente Médio e Norte da África.
Além disso, foi firmado um acordo de fornecimento pelo qual a MBRF abastecerá a Sadia Halal com produtos a partir de suas plantas no Brasil por 10 anos, com possibilidade de renovação.
Com a conclusão do negócio, a Sadia Halal agora caminha rumo ao IPO na bolsa da Arábia Saudita.
“Com um valor de mercado de US$ 2,07 bilhões, a Sadia Halal é constituída como uma das maiores plataformas de produção e distribuição de proteínas halal do mundo, com acesso a uma base de consumidores de mais de 350 milhões de pessoas em 14 países islâmicos”, escreve a MBRF em comunicado.
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O mercado halal é voltado à produção e comercialização de produtos que seguem as regras do islamismo. No caso dos alimentos, isso envolve uma série de critérios religiosos e sanitários que precisam ser respeitados para que o produto possa ser consumido por muçulmanos.
No setor de proteínas, por exemplo, o halal exige que o abate dos animais siga rituais islâmicos específicos, além da ausência de ingredientes proibidos, como álcool ou derivados suínos.
Também envolve rastreabilidade ao longo da cadeia e certificação por entidades reconhecidas, bem como a adoção de processos produtivos segregados, para evitar qualquer tipo de contaminação.
A joint venture entre o frigorífico brasileiro e o fundo saudita já existe desde 2022, e a expansão da parceria com a Sadia Halal foi anunciada em outubro do ano passado. Já a MBRF, que surgiu da fusão entre Marfrig e BRF, estreou na B3 em setembro.
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