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Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

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Imagem: Freepik/Montagem: Julia Shikota

O ano de 2026 não tem sido dos melhores para o roxinho. As ações do Nubank (ROXO34) acumulam queda de 19% desde o início do ano e levantam o questionamento: é hora de fugir ou trata-se de uma oportunidade de comprar os papéis? O Itaú BBA deu o veredito e defende que o melhor a se fazer é aproveitar o tombo para aumentar a exposição ao ativo.

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Na contramão da desvalorização do papel, os analistas reiteraram a recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20. Trata-se de um potencial de alta de 40% em relação ao preço da ação nesta terça-feira (17).

O banco explica que a projeção de lucro líquido para 2026 permanece estável — US$ 3,9 bilhões — e, em 2027, as estimativas aumentaram 10% — agora, no valor de R$ 4,6 bilhões.

Em relação ao resultado do Nubank em 2025, é esperado que o lucro tenha um salto de 32% e alcance um Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 29%.

Mesmo com estimativas positivas, o papel é negociado a cerca de 17 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, o que, segundo o banco, são “os menores múltiplos já registrados” e justificam a recomendação de compra em meio às quedas.

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O que levou o Nubank à queda de dois dígitos?

Três motivos principais fizeram as ações do Nubank recuarem neste ano, segundo o Itaú BBA. Os analistas explicam que, um deles é, em grande parte, culpa da própria empresa: os esforços de entrada nos Estados Unidos.

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Desde que o banco digital começou a investir na operação norte-americana, o mercado levanta questionamentos sobre a intensidade dos esforços e despesas administrativas da estratégia. Na visão do Itaú BBA, “somente o tempo e uma execução bem-sucedida vão aliviar essa preocupação.”

O segundo motivo paira não somente sobre o Nubank, mas também outras ações do setor de tecnologia.

Investidores têm se preocupado com a possibilidade de a inteligência artificial (IA) desestabilizar companhias do segmento, o que derrubou as ações de tecnologia e fintechs.

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No entanto, o Itaú BBA tem uma visão contrária: “discordamos desse ponto, pois consideramos o Nubank uma das empresas mais preparadas para aproveitar a IA a seu favor.”

Por último, a equipe de análise cita a perspectiva de aumento das despesas administrativas e de vendas e de redução da eficiência em 2026.

“Embora esses investimentos estejam sendo ‘financiados’ por meio de uma alíquota de imposto de renda menor, sem revisão do lucro, os investidores tendem a ver isso de forma desfavorável", explicam.

As perspectivas positivas do Itaú BBA para o Nubank são pautadas em:

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  • Rápido crescimento no curto prazo;
  • Excelentes estimativas de longo prazo;
  • Operações mais positivas no Brasil devido ao aumento dos limites de cartão de crédito, bem como fatores macroeconômicos favoráveis para empréstimos pessoais; e
  • Operação no México ganhando força no crédito após construir uma base sólida de clientes, dados e depósitos.

JP Morgan e BTG também têm perspectivas positivas

Outras duas instituições financeiras também têm bons olhos para o Nubank. É o caso do JP Morgan e o do BTG Pactual.

Assim como os do Itaú BBA, os analistas do JP Morgan também atualizaram as projeções para o roxinho e elevaram a estimativa de lucro em 2026 em 6%, para US$ 4 bilhões. Entre as preocupações, o banco menciona a estratégia de expansão nos EUA.

“Os investidores estão ansiosos para saber quanto custarão o retorno ao escritório, a IA e a tecnologia, além dos investimentos nos Estados Unidos. A maioria das perguntas se concentra em saber se a estratégia nos EUA será bem-sucedida ou simplesmente resultará em despesas com pouca ou nenhuma visibilidade de retorno”.

O BTG também tem recomendação de compra para os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) do Nubank, com preço alvo de R$ 20 e potencial de alta de 60%.

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Na visão do banco, o ano de 2026 deve ser interpretado como um ano de investimento calibrado para o roxinho, e não como deterioração estrutural na eficiência.

"A narrativa migra levemente de aceleração pura de alavancagem operacional para reforço estratégico. Isso não enfraquece a tese de longo prazo, mas sugere que a aceleração de lucros em 2026 pode ser mais moderada, com maior opcionalidade embutida em 2027 e além", explicam os analistas.

*Com informações do Money Times

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