Citi lista 3 motivos para comprar Brasil em meio ao caos global — e estas são as ações escolhidas pelo banco
Banco acredita que o país continua oferecendo uma das melhores relações entre risco e retorno entre os emergentes e reforça aposta em exportadoras e empresas defensivas

Mesmo em um cenário de juros elevados nos Estados Unidos, novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e incertezas na economia global, o Citi continua vendo o Brasil como uma das bolsas mais atrativas entre os mercados emergentes.
Em relatório, o banco afirma que a bolsa brasileira negocia com um dos maiores descontos em relação aos mercados desenvolvidos dos últimos anos, negociando a 8,6 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. O time de análise identifica três fatores que sustentam essa visão.
Os três motivos que explicam por que o Brasil ainda chama a atenção do Citi
O primeiro deles é a menor exposição da economia brasileira aos impactos da inteligência artificial — uma vez que a composição do mercado de trabalho tem menos participação de atividades altamente qualificadas. O segundo e terceiro motivos, respectivamente, são a distância dos principais focos de tensão geopolítica e a resiliência das exportações, mesmo diante da escalada protecionista dos Estados Unidos.
Na avaliação dos analistas, esse cenário reforça a atratividade do mercado brasileiro justamente quando o Banco Central se aproxima de iniciar um novo ciclo de cortes da Selic, o que tende a beneficiar os ativos de risco.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a expectativa é de que a inflação continue pressionada e obrigue o Federal Reserve (Fed) a manter os juros elevados por mais tempo. A consequência é um dólar mais forte, cenário que favorece empresas brasileiras exportadoras.
Por isso, o Citi segue privilegiando nomes como Embraer (EMBR3), Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), além de companhias domésticas menos dependentes do ritmo da atividade econômica. O banco também aumentou a participação de Multiplan (MULT3) em sua carteira de ações recomendadas para julho.
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A preferência do banco pela administradora de shopping centers está ligada à resiliência operacional da companhia em um cenário macroeconômico mais desafiador.
Embora espere uma desaceleração no crescimento das vendas do setor no segundo trimestre, o Citi avalia que a Multiplan segue bem posicionada para ampliar o custo de ocupação dos lojistas, capturar ganhos reais nas renovações de contratos de aluguel e entregar resultados mais consistentes que seus pares.
Por isso, o banco reiterou a Multiplan como sua principal escolha entre as empresas brasileiras de shopping centers.
Tarifas dos EUA pressionam algumas empresas — mas não todas
No último dia 15, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos manufaturados e bens de capital brasileiros.
Segundo o banco, a medida pesa principalmente sobre empresas com forte exposição às exportações para o mercado americano. A WEG (WEGE3) aparece entre as companhias mais vulneráveis, dada a relevância dos Estados Unidos para suas vendas.
Além disso, uma investigação paralela relacionada ao uso de trabalho forçado pode resultar em uma tarifa adicional de 12,5%, elevando a tributação total para até 37,5% em alguns produtos.
A exceção é a Embraer (EMBJ3), já que produtos da aviação civil ficaram de fora das novas medidas, o Citi afirma que a fabricante brasileira permanece protegida desse risco.
A carteira recomendada do banco para julho reúne empresas exportadoras, companhias defensivas e histórias domésticas consideradas resilientes. As principais mudanças do mês foram o aumento do peso de Petrobras (PETR4) e Multiplan (MULT3), que passaram de 5% para 10% da carteira.
Quais são as ações preferidas do Citi no Brasil?
Na composição atual da carteira, Petrobras (PETR4), Multiplan (MULT3), Cury (CURY3), Embraer (EMBR3), Equatorial (EQTL3) e RD Saúde (RADL3) têm peso de 10% cada.
Já Itaú Unibanco (ITUB4), Caixa Seguridade (CXSE3), Prio (PRIO3), Axia (AXIA3), Smart Fit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) representam 5% cada.
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