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O banco fez uma atualização das empresas de varejo e defende que a Smart Fit é a tese de maior convicção — mas não é a única

Enquanto o segmento fitness vive um “hype” entre os brasileiros cada vez mais preocupados com saúde e estética corporal, as ações do maior conglomerado de academias do país vão na contramão. Desde o início do ano, os papéis da Smart Fit (SMFT3) registram queda de 12,45% na bolsa, penalizados pela preocupação do mercado sobre o setor de varejo em um ambiente econômico ainda bastante incerto.
Os juros elevados, a desaceleração econômica e um mercado ainda seletivo têm pesado sobre companhias que dependem de uma melhora da economia brasileira, como é o caso do grupo de bem-estar.
Mas na contramão do pessimismo do mercado, os analistas do Santander defendem que a Smart Fit é a ação favorita para investir entre todas as varejistas.
O grupo é líder de mercado no segmento de academias, com 5,5 milhões de alunos e 2,1 mil unidades espalhadas por 15 países da América Latina, além de Portugal, na Europa, e Marrocos, na África.
Embora seja mais conhecida pela operação da academia de musculação low cost, a companhia também atua no segmento premium com a Bio Ritmo e os estúdios de nicho com atividades físicas variadas como bike indoor, pilates, yoga, funcional e corrida.
Mas é uma outra iniciativa da Smart Fit que, na visão dos analistas do Santander, gera ao banco uma “alta convicção sobre o potencial de lucratividade” para a ação: o TotalPass.
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A plataforma criada pelo grupo em 2016 funciona como um agregador de academias. Com valores para os clientes entre R$ 39,90 e R$ 699,90, é possível acessar até 36 mil redes — incluindo as marcas próprias.
Para a equipe de análise, o TotalPass é um vetor de crescimento para o negócio e, somado aos demais destaques da empresa, pode ajudar a ação chegar a um patamar de R$ 35 na bolsa até o fim de 2026.
Em relação ao último fechamento (23), o potencial lucrativo estimado pelo banco é de até 75%.
Em meio a um cenário macroeconômico ainda bastante difícil no Brasil e as incertezas sobre as eleições de outubro, os analistas do Santander reforçam a necessidade de investir em varejistas de alta qualidade com resultados financeiros resilientes, boa perspectiva de crescimento e alta liquidez das ações.
Para o banco, essas são características que fazem parte da tese da Smart Fit.
Na visão da equipe, o grupo fitness tem uma projeção de crescimento atraente no longo prazo graças a um ecossistema verticalizado. Ou seja, os alunos conseguem ter acesso a diferentes serviços do setor dentro de uma única rede.
Também há destaque para a diversificação geográfica e a variedade de frentes de expansão.
Dentro do ecossistema, o TotalPass funciona como um trunfo. O Santander defende que a plataforma atrai usuários adicionais para as academias do grupo, o que melhora a utilização da capacidade das unidades e ajuda a compensar uma eventual queda na adesão de novos alunos de balcão.
Para os investidores, o banco enxerga uma oportunidade de compra. A expectativa é de que em três anos até 2028, o lucro por ação da companhia cresça a uma média de 33% ao ano, “apoiada pela capacidade de consolidar um mercado que deve continuar em expansão”.
Já de olho na ação, a Smart Fit se destaca como um papel barato, negociado abaixo da média histórica de três anos.
A Smart Fit é a aposta de maior convicção do Santander no varejo, mas não é a única. O banco também destaca outras três ações entre suas favoritas na América Latina.
Entre elas, a única que também pode ser comprada na bolsa brasileira é a Lojas Renner (LREN3).
Para o banco, a Renner reúne uma boa combinação de qualidade operacional, preço atrativo e potencial de atrair capital estrangeiro.
“Qualquer movimento de recuperação das ações ligadas ao consumo doméstico pode gerar uma reprecificação relevante do papel, já que investidores estrangeiros costumam priorizar empresas com elevada liquidez”, afirmam os analistas.
Enquanto o papel segue com uma expectativa negativa na visão de boa parte do mercado, o banco defende que a ação está barata e pode ser impulsionada por uma mudança de percepção dos investidores após os resultados do 2º trimestre.
A expectativa é de que o papel LREN3 tenha espaço para valorizar até 42% até o fim do ano, além de pagar dividendos de 12%.
Fora do Brasil, o Santander mantém visão positiva para a mexicana Tiendas 3B e a chilena Falabella.
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