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BTLG11 capta R$ 1,8 bilhão em emissão sem troca de cotas; entenda por que isso dá vantagem ao FII na disputa por galpões logísticos

Os R$ 1,8 bilhão captados irão diretamente para o caixa do fundo, consolidando o BTLG11 como o maior FII de tijolo do país

Visão aérea do galpão logístico BTLG Hortolândia.
Galpão Logístico BTLG Hortolândia, localizado em São Paulo. - Imagem: Divulgação

BTG Pactual Logística (BTLG11) anunciou, na noite de ontem (16), o encerramento da sua 16ª emissão de cotas. Segundo o documento, o fundo de galpões logísticos conseguiu levantar mais de R$ 1,8 bilhão. Mas não é só o tamanho da captação que chama atenção. 

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Com a Selic a 14,25% ao ano, os FIIs passaram a apostar na compra de ativos por meio de pagamento em cotas. O resultado foi uma onda de emissões, mas todas voltadas para o investidor institucional. Só que não foi o caso do BTLG11.

O fundo imobiliário lançou a oferta aberta ao investidor pessoa física, que apareceu em peso na operação. 

O investidor pessoa física na emissão do BTLG11 

Segundo o documento, essa classe de participante respondeu pela maior parte da captação, representando 67% do total de cotas emitidas. Ao todo, 42.088 investidores pessoa física adquiriram 11.789.688 cotas. 

Inicialmente, a emissão poderia atingir até R$ 1,6 bilhão. Porém, de acordo com o BTG Pactual, gestor do FII, houve excesso de demanda, o que levou à emissão de um lote adicional de 2.020.152 de cotas. 

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Na visão de Caio Araújo, analista da Empiricus Research, a captação do fundo imobiliário “demonstra o apetite do investidor pelo setor logístico e reconhecimento do track record (histórico de gestão) do BTLG11”, disse ao Seu Dinheiro. 

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Além disso, o FII possui apenas uma classe de cotas, não admitindo qualquer tipo de preferência, prioridade ou subordinação entre os cotistas. Ou seja, toda a operação foi realizada com cotas primárias, fazendo com que todo o capital dos investidores vá direto para o caixa do FII. 

Essa característica permite que o BTLG11 realize novos investimentos em dinheiro, em vez de recorrer a aquisições por meio de troca de cotas. 

Vale lembrar que, quando anunciou a emissão, o fundo informou que os recursos captados serão destinados à aquisição de novos imóveis logísticos, à expansão dos ativos já presentes no portfólio e ao fortalecimento da estrutura de capital.  

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Na época da emissão, o diretor executivo do BTG Pactual Asset Management, Francisco Tavares, afirmou ao Seu Dinheiro que o poder de barganha de uma aquisição em dinheiro é muito maior do que a aquisição com pagamento em cotas. 

Com o encerramento da oferta, Araujo reiterou a visão do executivo. “A possibilidade de aquisição via caixa faz bastante diferença para a negociação dos ativos”, afirmou. 

Outros detalhes da operação 

A emissão teve o Banco BTG Pactual como coordenador líder e contou com a participação de 42.372 investidores no total, incluindo fundos de investimento, entidades de previdência privada, instituições financeiras e demais pessoas jurídicas. 

Confira os dados sobre os tipos de subscritores: 

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  • 19 fundos de investimento adquiriram 1.749.590 cotas; 
  • Cinco entidades de previdência privada compraram 825.632 cotas; 
  • 23 investidores estrangeiros subscreveram 650.975 cotas; 
  • Três subscritores classificados como demais instituições financeiras investiram em 355.536 cotas; 
  • 234 subscritores classificados como demais pessoas jurídicas adquiriram 2.258.488 cotas. 

O preço da oferta foi fixado em R$ 102,51 por papel. A gestão do BTLG11 arcou integralmente com os custos da taxa de distribuição, de 3,74%, prática pouco comum no mercado.  

Segundo Tavares, essa medida foi tomada como forma de incentivar a emissão. Porém, ressaltou que a iniciativa não deve se repetir.

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