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Apesar de ver uma oportunidade para os investidores, Alessandro Vedrossi, sócio-diretor da Valora Investimentos, faz um alerta

Com a taxa básica de juros a 14,25% ao ano, os investidores costumam perder o apetite por ativos de renda variável, como os fundos imobiliários, voltando-se para a renda fixa. Porém, para Alessandro Vedrossi, sócio-diretor da Valora Investimentos, há um investimento que também deveria entrar no radar do mercado: os FIIs de papel indexados ao CDI.
Durante a XP Expert, evento realizado nesta sexta-feira (24), o gestor ressaltou que a estratégia de exposição das carteiras deve variar conforme o cenário macroeconômico e, neste momento, “faz sentido ter uma parcela relevante da carteira nesses ativos”, disse.
Isso porque Vedrossi avalia que ficou "quase impossível" superar o desempenho dos FIIs de papel atrelados ao CDI, em um cenário em que o indexador rende cerca de 14% ao ano.
O gestor ainda ressaltou que esses fundos estão entregando um retorno maior e, ao mesmo tempo, uma oscilação menor de preço.
Além disso, argumentou que investir em um fundo imobiliário com carteira diversificada pode ser mais vantajoso do que aplicar diretamente em títulos de renda fixa, uma vez que reduz o risco de inadimplência.
Apesar de ver uma oportunidade para os investidores, Vedrossi faz um alerta: em um ambiente de juros altos, a originação de crédito em CDI para um ciclo imobiliário inteiro ficou mais difícil.
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“Não é simples para os tomadores de crédito carregarem taxas tão altas, com spreads tão grandes, por tanto tempo”, comentou o executivo.
Já em relação aos FIIs atrelados à inflação, Vedrossi avalia que a dificuldade é ainda maior. Para ele, os yields (rendimentos) dos papéis de inflação na marcação a mercado estão muito altos.
“Todo mundo quer IPCA+ 9%, e não dá para fazer IPCA+ 12% e manter a qualidade da carteira” afirmou.
Ainda assim, o gestor recomenda montar exposição em FIIs indexados à inflação, uma vez que diversos papéis de qualidade estão negociando com descontos.
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