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Em entrevista ao Seu Dinheiro, Rodrigo Abbud, gestor do PVBI11, avaliou que a qualidade do portfólio do fundo ainda não está refletida nas cotas

Quem investiu no fundo imobiliário VBI Prime Properties (PVBI11) em julho de 2020 viu o patrimônio cair mais de 28% até hoje. Apesar de o FII ter vivido momentos de bonança, as cotas experimentam uma forte queda desde o final de 2024, puxado pelo aumento da vacância.
Só neste ano, o fundo da gestora Pátria Investimentos já caiu mais de 12%. Mas, para a XP Investimentos, o desconto nas cotas é uma oportunidade. Com perspectiva de valorização de 20,3%, os analistas avaliam que é hora de colocar o FII na carteira e reiteraram a recomendação de compra.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Rodrigo Abbud, gestor do PVBI11 avaliou a trajetória das cotas na bolsa e comentou sobre as tratativas para reduzir a vacância.
“É um momento muito bom para quem é investidor, porque o PVBI11 vai entrar em um ciclo de recuperação no médio prazo. A demanda por locação voltou a ficar mais forte, e estamos com boas negociações em andamento”, disse o gestor.
Para Abbud, o mercado não está precificando corretamente a qualidade dos ativos presentes na carteira. Embora entenda que a distribuição de dividendos pese na conta do cotista, ele enxerga que a reação dos investidores foi imediatista.
O PVBI11 é visto como um dos carros-chefes do Patria Investimentos no segmento de escritórios, contando com um portfólio de altíssima qualidade. Mesmo assim, o preço do metro quadrado do FII é negociado na bolsa a valores excessivamente baixos, acredita o gestor.
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Por isso, a perspectiva da gestora é que essa tendência de queda se reverta no curto prazo, impulsionada por novas operações.
Para reduzir a vacância e atrair novos inquilinos, a estratégia de negociação do Patria Investimentos tem focado em superar entraves logísticos específicos.
Um dos principais obstáculos para aumentar a ocupação dos imóveis do PVBI11 não era propriamente o preço da locação, mas, sim, os custos de mudança dos novos locatários.
Dessa forma, o fundo tem realizado concessões focadas na cobertura desses custos iniciais para facilitar a entrada de inquilinos e aumentar a taxa de ocupação do portfólio.

O portfólio do fundo é composto por sete edifícios corporativos de alto padrão, localizados em regiões premium da cidade de São Paulo, como a avenida Faria Lima e seu entorno.
Mesmo assim, a vacância atual ainda pesa na avaliação dos analistas da XP. “Apesar da qualidade do portfólio e do cenário favorável para o segmento corporativo, o PVBI11 vem enfrentando desafios na ocupação dos espaços vagos”, afirmaram.
Além disso, avaliaram que a situação pode piorar. Isso porque, embora a vacância física e financeira tenha recuado recentemente, há perspectiva de elevação da desocupação de 17,1% para 24,9% em julho.
Por outro lado, a XP também ressaltou que a gestão tem adotado medidas para reduzir a vacância, como a oferta de locação de espaços prontos para ocupação.
Segundo a instituição, o FII apresenta um “funil de locação promissor”, com 6.514 metros quadrados em fase final de negociações e 5.134 metros quadrados em etapa de locação que, se confirmadas, poderão reduzir a vacância para 10,9%.
A perspectiva da XP é de que o PVBI11 ainda tem condições de sustentar o nível atual de dividendos por mais alguns meses, alinhado ao resultado recorrente.
Contudo, caso as negociações de locação em andamento não sejam concluídas, os proventos devem encolher.
O fundo está com desconto de 31% em relação à cota patrimonial, patamar próximo à mínima histórica. Além disso, atualmente, negocia a um múltiplo P/VP de 0,69 vezes, um patamar significativamente inferior à média histórica do ativo.
Na avaliação da XP, esse cenário faz com que o FII apresente um potencial de valorização de 20,3% em relação à estimativa da casa, de R$ 87,20 por cota. Atualmente, as cotas são negociadas em cerca de R$ 72.
“Embora reconheçamos os desafios operacionais enfrentados nos últimos semestres, entendemos que o preço atual incorpora um desconto excessivo", afirmaram os analistas.
O preço por metro quadrado do portfólio do PVBI11 negociado em bolsa, de aproximadamente R$ 23 mil por metro quadrado, também é considerado baixo quando comparado com operações semelhantes feitas recentemente.
Para os especialistas da casa, esses fatores reforçam a atratividade da cotação atual, apesar do dividend yield corrente de apenas 6,6% ao ano.
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