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Em meio a uma relação tensa com o republicano, o presidente do BC dos EUA fala abertamente sobre a possibilidade de renunciar ao cargo antes do final do mandato
Daqui não saio, daqui ninguém me tira. O carnaval ainda não chegou, mas o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, já está no ritmo da famosa marchinha — o que não deve agradar em nada o chefe da Casa Branca, Donald Trump.
Não, Powell não está pensando em jogar a política monetária para o alto e cair na folia. Muito pelo contrário. O presidente do banco central norte-americano quer terminar o trabalho dado pelo Congresso: manter o pleno emprego e fazer a inflação convergir para a meta de 2%.
Acontece que desde de 20 de janeiro deste ano, Powell tem uma pedra nesse caminho: Trump e as políticas do republicano que favorecem o reaquecimento de preços nos EUA.
Para entender a razão da marcinha de Powell, é preciso voltar um pouco no tempo. No primeiro mandato de Trump, a relação entre a Casa Branca e o Fed foi uma das piores.
O republicano ignorou a preservação da independência do BC dos EUA, rompeu com a tradição de não interferir no banco central norte-americano e passou a falar abertamente sobre as decisões ligadas aos juros.
Recorrentemente, Trump criticava Powell e o Fed por não manter os juros em níveis mínimos. Ele chegou até mesma a ameaçar trocar o comando do BC caso a autoridade monetária não fizesse a Casa Branca indicava.
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Powell resistiu, perseguindo o mandato duplo determinado pelo Congresso (pleno emprego e estabilidade de preços). Agora, o presidente do Fed revive os momentos de tensão com Trump.
O republicano já exigiu que os juros caiam imediatamente, acusou o próprio banco central norte-americano de gerar inflação com a política atual de manutenção de juros e sinalizou algumas vezes que poderia tirar Powell do comando do Fed.
Nesta quarta-feira (12), Powell finalmente respondeu ao presidente dos EUA.
Participando do segundo dia de depoimentos semestrais ao Congresso, Powell foi questionado sobre sua permanência no cargo diante das pressões de Trump.
Em uma das raras respostas diretas sobre o assunto, ele respondeu aos deputados que não renunciará se Trump pedir que ele abandone a presidência do Fed.
O mandato de Powell acaba em 2026 e a indicação para o posto é feita pelo chefe da Casa Branca, mas deve ser chancelada pelo Senado assim como acontece no Brasil.
Powell também falou mais claramente sobre as tarifas comerciais anunciadas por Trump e que tem potencial para acelerar a inflação junto com outras medidas como o endurecimento das regras de imigração e a isenção de impostos.
“É possível que teremos que agir com os juros de acordo [com tarifas], mas é preciso esperar. Adotaremos decisões sobre juros com base em dados, sem foco em uma política particular”, afirmou.
O presidente do Fed também não fugiu de outro assunto envolvendo Trump. Nesta semana, Elon Musk disse que o banco central norte-americano deveria passar por uma auditoria — você pode conferir os detalhes dessa história aqui.
Questionado hoje por deputados se Musk foi ao Federal Reserve para ter acesso a dados internos, Powell respondeu: “não”.
Na terça-feira (12), o presidente do Fed ressaltou que informará ao Senado caso Musk tente ter acesso a informações restritas ao banco central norte-americano.
Embora a relação entre Powell e Trump não tenha sido das mais fáceis no primeiro mandato do republicano, o presidente do Fed fez seu mea-culpa nesta quarta-feira (12) com relação à condução dos juros.
Perguntado se hoje ele considerava ter sido melhor subir os juros antes do último ciclo de aperto monetário, que começou em março de 2022, para combater os elevados preços ao consumidor, Powell reconheceu seu erro.
“Olhando para o passado, talvez teria sido melhor. Mas é preciso cuidado nesta análise. Não subimos juros antes porque pensamos que a inflação era transitória”, disse.
Vale lembrar que a leitura do Fed de que a inflação no período pós-pandemia seria transitória acabou levando o banco central norte-americano a realizar o aperto monetário mais agressivo em décadas para controlar os preços, que chegavam a 10%.
Muitos membros do próprio Fed e especialistas diziam na época que o Fed estava agindo com atraso ao não elevar os juros nos primeiros sinais de que a inflação não iria arrefecer naquele momento.
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