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Por meio do programa Artemis, a Nasa afirma ter a intenção de estabelecer uma presença de longo prazo na Lua para fins científicos e de exploração

Primeiro era para ter acontecido em fevereiro. Depois ficou para março. Agora a agência aeroespacial norte-americana (Nasa) assegura que o homem vai voltar à Lua pela primeira vez em mais de meio século em algum momento a partir de 1º de abril no âmbito da missão Artemis 2.
A chamada janela de lançamento de abril será aberta no dia 1º e poderá ser aproveitada até o dia 6. A nova data estimada para a viagem tripulada à Lua vem à tona depois de a Nasa informar que reparou um vazamento de combustível que colocaria em risco a vida dos astronautas envolvidos na missão.
A Artemis 2 tem duração prevista de aproximadamente 10 dias e contará com uma equipe de quatro astronautas: o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, a especialista em missão da Nasa Christina Koch e o especialista canadense Jeremy Hansen.
A espaçonave Orion, responsável por transportar a tripulação e oferecer suporte durante a missão, será lançada pelo Space Launch System (SLS), novo foguete de grande porte da Nasa, a partir do Complexo de Lançamento 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Esta será a primeira vez que astronautas se aproximarão da Lua desde o encerramento da missão Apollo 17, em 1972. Em 2022, a Nasa lançou a missão Artemis 1, sem tripulação, para coletar dados essenciais para a próxima fase do programa.
É bom deixar claro: os astronautas não vão pousar na Lua. Durante a missão, eles apenas voarão ao redor do satélite natural da Terra.
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Nos primeiros dois dias da Artemis 2, os astronautas verificarão os sistemas da Orion e realizarão um teste de demonstração de mira relativamente próximo à Terra, antes de seguirem em direção à Lua. A viagem até o satélite natural deve durar cerca de quatro dias e levará a tripulação ao redor do seu lado oculto.
“Durante esse período de três horas, os astronautas analisarão e fotografarão formações geológicas, como crateras de impacto e antigos fluxos de lava”, informou a Nasa por meio de nota.
“Eles se basearão no extenso treinamento em geologia que receberam em sala de aula e em locais semelhantes à Lua na Terra para descrever nuances em formas, texturas e cores - o tipo de informação que revela a história geológica de uma área. Essas habilidades serão cruciais para a exploração da região do Polo Sul da Lua em futuras missões”, acrescentou.
Em sua distância máxima, a tripulação voará 7,4 mil quilômetros além da Lua. No retorno à Terra, que também deve durar aproximadamente quatro dias, os astronautas continuarão a avaliar os sistemas da espaçonave.
“Em vez de exigir propulsão no retorno, essa trajetória com baixo consumo de combustível aproveita os campos gravitacionais da Terra e da Lua, garantindo que - após sua viagem ao redor do lado oculto da Lua - a Orion seja atraída de volta naturalmente pela gravidade da Terra para a parte de retorno livre da missão”, afirmou a Nasa.
A tripulação reentrará na atmosfera terrestre em alta velocidade e sob altas temperaturas, antes de amerissar no Oceano Pacífico, ao largo da costa de San Diego. Segundo a Nasa, os astronautas serão recebidos por uma equipe de resgate formada por profissionais da agência e do Departamento de Defesa dos EUA, que os levará de volta à costa.
Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteja falando bastante em aliens nos últimos tempos, a Artemis 2 não está em busca de extraterrestres na Lua — ao menos não oficialmente, podem dizer alguns.
De acordo com a Nasa, o programa Artemis tem como objetivo o estabelecimento de uma presença de longo prazo na Lua para fins científicos e de exploração. De acordo com a agência, a iniciativa pavimenta “o caminho para futuras missões de exploração humana de longa duração à Lua e, eventualmente, a Marte”.
“Pela primeira vez em mais de 50 anos, esses indivíduos - a tripulação da Artemis 2 - serão os primeiros humanos a voar para as proximidades da Lua. Entre os tripulantes estão a primeira mulher, a primeira pessoa não branca e o primeiro canadense em uma missão lunar”, disse a diretora do Centro Espacial Johnson da Nasa, Vanessa Wyche, em comunicado.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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