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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

VOLATILIDADE GERAL

Guerra, inflação e eleição nos EUA: por que os mercados globais vivem um “equilíbrio frágil”, segundo a Binance

Segundo o relatório, petróleo, ações e bitcoin estão reagindo quase em sincronia aos choques geopolíticos e às incertezas sobre juros nos EUA

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
14 de março de 2026
15:58 - atualizado às 11:20
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional
Wall Street - Imagem: Robb Miller/Unsplash

Os mercados globais atravessam um momento de forte volatilidade, marcado pela combinação rara de tensão geopolítica, pressão inflacionária e incerteza política. Segundo relatório semanal da Binance, esse cenário cria um “equilíbrio frágil” que pode tanto abrir oportunidades de compra quanto desencadear uma reprecificação mais profunda dos ativos.

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O estudo aponta que o ambiente atual ocorre em um momento sensível do ciclo político dos Estados Unidos: o ano de eleições de meio de mandato. Historicamente, esse período costuma ser o mais fraco do ciclo presidencial de quatro anos para o S&P 500, principal índice da bolsa norte-americana.

De acordo com a análise, o índice registra quedas médias de cerca de 16% entre o pico e o vale durante anos eleitorais de meio de mandato. Apesar disso, o histórico mostra um movimento oposto depois das eleições: nos 12 meses seguintes, o S&P 500 nunca teve retorno negativo desde 1939 e apresenta uma alta média de 19%.

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No mercado de criptomoedas, o padrão também é positivo no pós-eleição. O bitcoin avançou, em média, 54% nos três ciclos completos registrados após eleições de meio de mandato.

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Petróleo dispara e amplia turbulência nos mercados

O relatório destaca que a volatilidade recente foi amplificada pelo conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocou oscilações bruscas no preço do petróleo.

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Em apenas sete dias, o petróleo bruto WTI passou por uma sequência dramática de movimentos: de US$ 119 para US$ 81 e depois para US$ 87. Em 10 de março, a amplitude intradiária chegou a US$ 38 — cerca de 47% — marcando um nível histórico de volatilidade.

Embora em menor escala, o bitcoin acompanhou os movimentos do petróleo e as manchetes geopolíticas quase em sincronia.

Inicialmente, os mercados reagiram de forma positiva às declarações do presidente norte-americano Donald Trump de que “a guerra terminará em breve”. Com isso, o petróleo chegou a cair 30% e o bitcoin saltou para US$ 71.800.

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O sentimento, porém, mudou rapidamente após relatos sobre a instalação de minas navais e o aumento das baixas militares norte-americanas.

O próprio S&P 500 ilustra esse ambiente de narrativas conflitantes: o índice chegou a subir 1,5% em 10 de março, mas acabou fechando o dia com queda de 0,2%.

Volatilidade recua, mas riscos seguem no radar

Outro indicador acompanhado de perto pelo mercado, o CBOE Volatility Index (VIX), também apresentou movimentos expressivos.

O índice caiu de 35 na semana passada para uma mínima de 23 — uma retração superior a 50%. Historicamente, quando o VIX recua após níveis acima de 35, o desempenho das bolsas tende a ser positivo no curto prazo.

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Ainda assim, a Binance alerta que, desta vez, os riscos macroeconômicos permanecem sem solução clara, o que sugere que a queda recente pode refletir mais uma reação exagerada às notícias.

Além disso, os mercados de bitcoin e de ações dos EUA entraram em território de “gama negativa”, um cenário em que os movimentos de preços se tornam mais sensíveis a choques externos.

Na prática, isso significa que eventos geopolíticos podem gerar reações amplificadas nos ativos, exigindo maior cautela na gestão de risco.

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Capital americano volta ao mercado de bitcoin

O relatório também aponta um aumento recente da participação de capital norte-americano nas negociações de bitcoin.

Segundo o levantamento, o volume de negociações originado nos ETFs dos Estados Unidos voltou a crescer na última semana, sinalizando o retorno do interesse de investidores do país.

Mesmo assim, os ETFs à vista ainda representam cerca de 9% do volume total de negociação de bitcoin no mercado à vista.

Nos mercados acionários americanos, em comparação, o volume negociado por meio de ETFs costuma representar entre 30% e 40% do total. Isso indica, segundo o estudo, que a participação do capital institucional ainda tem espaço significativo para crescer ao longo do tempo.

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Inflação e juros podem aumentar pressão

No curto prazo, os dados de inflação dos Estados Unidos estão entre os principais catalisadores para os mercados.

O relatório destaca que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de fevereiro e o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) serão determinantes para as expectativas sobre política monetária.

Como a recente alta do petróleo ainda não apareceu nos indicadores de inflação, uma surpresa positiva poderia adiar ainda mais os cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).

Esse cenário poderia se combinar com os choques de oferta provocados pela guerra e criar um ambiente de preços mais próximo da estagflação.

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Guerra pode determinar o rumo dos mercados

Para os analistas da Binance, a trajetória do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve ser o principal fator a determinar a direção dos mercados no curto prazo.

Caso as tensões se prolonguem — ou se a remoção de minas navais demorar mais do que o esperado — o petróleo pode voltar a ultrapassar US$ 100.

Esse nível é considerado compatível com um bloqueio do Estreito de Ormuz por mais de um mês e manteria ativos de risco sob pressão.

Da taxa de juros ao preço da gasolina: como a guerra no Irã mexe com seu bolso?

Avaliações elevadas aumentam sensibilidade das bolsas

Outro fator de preocupação é o nível de avaliação das ações, especialmente no setor de tecnologia.

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Segundo o relatório, as valuations atuais — tanto em termos regionais quanto setoriais — ainda estão na metade superior da distribuição histórica dos últimos 20 anos.

Isso significa que o mercado tem pouca margem para erros, algo que já ficou evidente nas duas últimas temporadas de resultados, quando até pequenas decepções nos balanços desencadearam vendas significativas.

Além disso, os níveis de alavancagem entre investidores permanecem elevados. Fundos de hedge nos Estados Unidos seguem operando com índices altos de alavancagem bruta e líquida, o que representa um risco adicional em caso de novos choques de mercado.

Risco no curto prazo, oportunidade no longo

Apesar do cenário desafiador, o relatório destaca que períodos de elevada incerteza costumam ser seguidos por oportunidades relevantes de investimento.

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Historicamente, anos de eleições de meio de mandato tendem a trazer correções relevantes nas bolsas — em sete dos últimos dez ciclos, o S&P 500 registrou quedas superiores a 10%.

No caso do bitcoin, os três ciclos completos analisados também mostram correções expressivas durante esses anos, com queda média de 56%.

Por outro lado, uma vez que os resultados eleitorais são definidos e as incertezas diminuem, os mercados costumam iniciar ciclos de recuperação.

Nos 12 meses após eleições de meio de mandato, o S&P 500 apresentou retorno médio de 19% e nunca registrou desempenho negativo desde 1939. Já o bitcoin avançou, em média, 54% nos três anos posteriores às eleições analisadas.

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Segundo a Binance, o desafio para os investidores agora é entender se o atual ambiente de instabilidade representa apenas mais um momento de correção — ou o início de um ajuste mais profundo nos preços dos ativos.

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