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Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações
Os principais diplomatas de potências do Oriente Médio estão reunidos no Paquistão neste domingo para discutir o fim do conflito na região. Mas há poucos sinais de progresso, já que Israel e os Estados Unidos não participam das negociações. Além disso, as nações continuam com os ataques contra o Irã, que responde lançando mísseis e drones por toda a região.
Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações.
O Paquistão informou que os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Faisal Bin Farhan, Hakan Fidan da Turquia e Badr Abdelatty do Egito estavam participando das negociações em Islamabad.
Abdelatty afirmou que os encontros visavam abrir um "diálogo direto" entre os EUA e o Irã, que se comunicaram principalmente por meio de mediadores durante a guerra.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que ele e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mantiveram "extensas discussões" sobre as hostilidades regionais, segundo a Associated Press.
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Mais de 3.000 pessoas foram mortas ao longo do mês de guerra que começou com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, desencadeando ataques iranianos contra Israel e os países árabes vizinhos do Golfo.
A guerra também ameaçou o fornecimento de petróleo e gás, com o controle do Irã sobre o estratégico Estreito de Ormuz, abalando os mercados e levando o preço do combustível a disparar acima de US$ 100.
Os EUA e Israel não participam das negociações no Paquistão. Donald Trump enviou tropas adicionais para o Oriente Médio, enquanto os rebeldes houthis do Iêmen entraram nos combates durante o fim de semana, ameaçando ampliar a guerra e prejudicar ainda mais o transporte marítimo global.
Israel anunciou ondas de ataques aéreos vindos do Irã no domingo, e explosões puderam ser ouvidas em toda Teerã.
Os EUA ofereceram ao Irã uma "lista de ações" de 15 pontos, entregue por meio do Paquistão, como estrutura para um possível acordo de paz.
Autoridades iranianas rejeitaram publicamente a proposta dos EUA e descartaram a ideia de negociar sob pressão.
Mesmo assim, a Press TV, emissora estatal iraniana em inglês, noticiou que Teerã elaborou sua própria proposta de cinco pontos, citando uma fonte anônima.
O plano, segundo relatos, prevê o fim dos assassinatos de autoridades iranianas, garantias contra futuros ataques, reparações pela guerra, o fim das hostilidades e o "exercício da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz".
Com Broadcast e The Associated Press
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