O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os diretores do Fed optaram por seguir a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia norte-americana pontam para uma inflação resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força
Como era amplamente esperado, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Mais uma vez, a decisão era coadjuvante nesta quarta-feira (18): o que realmente interessa são os recados do banco central norte-americano sobre a inflação, depois que a guerra entre Irã e EUA colocou fogo nos preços do petróleo.
E não foi preciso esperar Jerome Powell, o presidente do Fed, iniciar a coletiva para receber o primeiro sinal sobre os efeitos do conflito na política monetária norte-americana.
“O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação na taxa de 2% ao longo do prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos Estados Unidos são incertas. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, diz o comunicado com a decisão.
O Fed é um dos primeiros grandes bancos centrais a lidar com a guerra entre Irã e EUA, e avaliar os efeitos do barril de petróleo acima de US$ 100.
Por essa razão, os diretores do Fed optaram por seguir a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia dos EUA pontam para uma inflação ainda resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força.
Segundo o comunicado, os indicadores econômicos disponíveis sugerem que a atividade tem se expandido em ritmo sólido. O aumento de empregos permaneceu baixo, sendo que a taxa de desemprego mostrou alguns sinais de estabilização. Já a inflação permanece um pouco elevada.
Leia Também
“O Comitê busca alcançar o máximo de emprego e inflação na taxa de 2% ao longo do prazo. A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato”, destaca o texto.
O Fed afirma que avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos. Além disso, o banco central norte-americano estaria preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam dificultar o alcance dos objetivos do Comitê.
Embora esperada, a decisão de hoje não foi unânime. Stephen Miran defendeu reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual (pp).
A cada três meses, o comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) apresenta projeções para a economia e para os juros nos EUA — e, embora não siga uma trajetória predeterminada, o mercado monitora essas estimativas de perto em busca de alguma previsibilidade.
As projeções de hoje, que mostram a taxa em 3,4% ao final de 2026, mandam um recado claro aos investidores: os juros nos EUA devem cair apenas uma vez neste ano.
Segundo o famoso dot plot, ou gráfico de pontos do Fed, há uma divisão nas estimativas para 2026. Sete dirigentes enxergam os juros entre 3,50% e 3,75% — portanto, sem cortes —, outros sete situam a taxa entre 3,25% e 3,50%, e mais dois projetam um intervalo de 3% a 3,25%.
Dois membros ainda preveem uma redução de 0,75 ponto percentual no fim de 2026, levando a taxa para 2,75% a 3%. Apenas um dirigente trabalha com um corte de juros de 1 pp, entre 2,50% e 2,75% no próximo ano.
Para o Goldman Sachs Asset Management, o Fed está em modo de "esperar para ver", aguardando clareza sobre os acontecimentos da guerra no Irã, mas ainda pode ter capacidade para mais dois cortes nas taxas neste ano.
"Apesar das previsões de inflação mais elevadas, o Fomc mantém um viés de alívio, com uma maioria estreita no comitê esperando que os cortes sejam retomados este ano" diz. "Ainda vemos espaço para dois cortes de 'normalização' em 2026, embora o momento continue dependendo da duração do conflito", acrescentou.
A projeção de inflação medida pelo índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do Fed — subiu de 2,4% para 2,7% em 2026. Para 2027, a estimativa também foi elevada, passando de 2,1% para 2,2%.
Na atividade econômica, a mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2026 subiu de 2,3% para 2,4%, enquanto, para 2027, avançou de 2% para 2,3%. A estimativa também foi elevada para 2028, passando de 1,9% para 2,1%.
Já a mediana das estimativas para a taxa de desemprego em 2027 subiu de 4,2% na reunião de dezembro para 4,3% hoje. A taxa para 2026 foi mantida em 4,4%.
Depois da decisão, como tradicionalmente acontece, Powell falou com os jornalistas para explicar a política monetária norte-americana.
E a reação do mercado não foi das melhores: as bolsas em Nova York foram às mínimas da sessão, com o Dow Jones caindo mais de 600 pontos, depois que o chefe do Fed disse que "não estavam fazendo tanto progresso como o esperado".
"A previsão é de que estaremos avançando na inflação, não tanto quanto esperávamos, mas algum progresso na inflação", disse.
Embora as projeções do Fed considerem corte de juros este ano, Powell reconheceu que isso pode mudar se a inflação continuar teimosa nos EUA.
"A previsão de corte de juros é condicional ao desempenho da economia, então, se não virmos esse progresso, não veremos o corte da taxa", afirmou.
Uma das fontes de incerteza para a política monetária do Fed está ligada aos preços do petróleo em meio à guerra entre EUA e Irã.
"A economia dos EUA está indo muito bem", disse Powell. "Mas não sabemos quais serão os efeitos da guerra; ninguém sabe", acrescentou.
Ele indicou ainda que a disparada dos preços do petróleo deve acelerar a inflação no curto prazo.
"As medidas de curto prazo das expectativas de inflação aumentaram nas últimas semanas, provavelmente refletindo a elevação substancial dos preços do petróleo causada pelas interrupções no fornecimento no Oriente Médio", disse.
"No curto prazo, preços mais altos da energia vão acelerar a inflação geral, mas ainda é cedo para saber o alcance e a duração dos possíveis efeitos na economia", afirmou.
Mas ele acrescentou que esses choques podem ser compensados por uma maior produção de energia nos EUA.
"Somos exportadores líquidos de energia, certo? Portanto, quaisquer efeitos sobre emprego, atividade econômica e gastos seriam compensados em certa medida pelo fato de que nossas petrolíferas serão mais lucrativas e podem até fazer mais perfurações", disse.
Powell afirmou ainda que o Fed precisa equilibrar o que está acontecendo no mercado de trabalho com os riscos de inflação, o que pode dificultar a tomada de decisões sobre cortes de juros.
"Estamos equilibrando esses dois objetivos em uma situação em que os riscos para o mercado de trabalho são para baixo, o que exigiria juros menores, e os riscos para a inflação são para cima, o que exigiria não cortar ou juros mais altos", disse.
"Então, estamos em uma situação difícil. Nosso arcabouço exige que equilibremos os riscos, e sentimos que onde estamos agora é justamente nesse limite, o limite mais alto entre restritivo versus não restritivo", acrescentou.
*Com informações do Money Times
Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir
Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão
O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano
Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos
Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas
Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump
O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa
Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã
Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo
A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados
Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste
Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”
Missão Artemis 2 vai levar o homem de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, mas um em cada três brasileiros jura que ele nunca esteve lá antes.
Participando de evento na universidade nesta segunda-feira (30), ele avalia falou sobre o futuro da política monetária com a guerra e a inflação batendo na porta do banco central norte-americano
Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações
A crise de combustíveis arrombou a porta na Ásia e agora ameaça entrar pela janela da Europa; confira as medidas de emergência que estão sendo tomadas para conter a disparada do petróleo e do gás no mundo
A prata não ficou atrás no movimento de correção, caindo 2,18% na sessão desta sexta-feira (20) e acumulando uma perda semanal ainda mais expressiva que a do ouro: 14,36%
Ator e campeão esportivo faleceu aos 86 anos após ser internado no Havaí; Chuck Norris deixa cinco filhos, incluindo o ator Mike Norris, e a esposa Gena O’Kelley
Em dia de forte aversão ao risco, o manual de sobrevivência do mercado mudou. Entenda por que os metais chegaram a cair 10% nesta quinta-feira (19), arrastando as ações das mineradoras