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No cassino abandonado que funcionava como casa de golpes, os golpistas também simularam delegacias de países como Austrália, Índia e Canadá

Uma rede internacional de crimes digitais montou até uma falsa delegacia da Polícia Federal do Brasil dentro de um complexo ligado a cassinos na fronteira entre Camboja e Tailândia. O cenário era usado em chamadas de vídeo para convencer vítimas de que estavam sendo investigadas por autoridades brasileiras.
Os criminosos utilizavam diferentes salas e cenários para simular instituições policiais e governamentais de vários países, estratégia usada para intimidar ou convencer vítimas de diferentes nacionalidades. Os golpistas também simularam delegacias de países como Austrália, Índia e Canadá.
No local, investigadores encontraram salas montadas como delegacias, uniformes falsos, documentos forjados e roteiros detalhando como abordar vítimas em diferentes países.
Esses complexos funcionavam como verdadeiras “fábricas de golpes”, com equipes treinadas para aplicar fraudes como falsos investimentos, romances virtuais e extorsões digitais. Muitos deles operam em prédios ligados a cassinos ou zonas econômicas especiais e são controlados por redes criminosas transnacionais.
Autoridades tailandesas descobriram o esquema após operações militares e policiais na fronteira. A ofensiva revelou documentos, equipamentos e listas de possíveis vítimas espalhadas por vários países, evidenciando o alcance global das quadrilhas.
Nos últimos anos, o Sudeste Asiático se tornou um dos principais polos mundiais de fraudes digitais, movimentando bilhões de dólares e envolvendo redes de tráfico de pessoas e trabalho forçado em centros de golpes.
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De acordo com militares da Tailândia, milhares de pessoas, vítimas de tráfico humano, foram forçadas a trabalhar em centros de golpes em O’Smach. Estimativas apontam que cerca de 20 mil pessoas passaram pelo complexo e durante a operação, foram encontrados documentos que detalhavam possíveis alvos e roteiros de conversas usados nos golpes.
A descoberta da falsa delegacia brasileira ocorreu após confrontos militares na área de fronteira, quando forças tailandesas passaram a controlar o complexo e permitiram que jornalistas visitassem o local. No interior do prédio, foram encontrados computadores, documentos e cenários usados nas fraudes — evidências de um esquema altamente organizado e voltado para vítimas em diferentes partes do mundo.
*Com informações da AFP
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