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MAIS UM ADEUS À B3

Serena Energia (SRNA3) está mais perto de se unir à lista de empresas que deram adeus à bolsa, após Ventos Alísios comprar 65% da empresa

A operação é resultado do leilão realizado no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) para fechamento de capital e saída da Serena do segmento Novo Mercado da B3

Estátua do touro da B3 em frente à Bolsa de Valores de São Paulo, com expressão triste e lágrimas escorrendo dos olhos, acenando em gesto de despedida.
Empresas se despedindo da B3 - Imagem: Imagem gerada por IA

Se, no início do ano, o mercado vinha se perguntando quando a seca de IPOs da bolsa chegaria ao fim, agora o que os investidores querem saber é quando a debandada da bolsa vai acabar. Mas, ao que parece, o efeito manada de companhias dando adeus à B3 chegou para ficar e, nesta quarta-feira (5), foi a vez da Serena Energia (SRNA3) ficar mais perto de se despedir.

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A companhia anunciou hoje, 5, que a Ventos Alísios Participações Societárias adquiriu 403 milhões de ações ordinárias da companhia, correspondentes a 64,8% do capital social.

Segundo o fato relevante, a operação é resultado do leilão realizado no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) para fechamento de capital e saída da Serena do segmento Novo Mercado da B3.

A empresa de geração de energia renovável informou ainda que a compra das ações foi feita ao preço de R$ 12,63 cada, totalizando R$ 5,10 bilhões. Os papéis SRNA3 encerraram o pregão de terça-feira (4) negociados a R$ 12,50.

O que acontece agora?

Após a conclusão das operações do leilão, a Ventos Alísios passará a deter 96,1% da companhia, disse a Serena. Contudo, ainda permanecerão em circulação 24 milhões de ações, o equivalente a 3,9% do capital social.

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Com isso, a Serena deixará o Novo Mercado e converterá seu registro de empresa aberta da categoria “A” para a categoria “B”, o que altera obrigações de governança e direitos vinculados ao segmento especial de listagem.

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Como menos de 5% das ações permanecerão em circulação, a companhia prevê convocar uma assembleia para aprovar o resgate compulsório dos papéis que se mantiverem no mercado.

Os acionistas que não venderam suas ações no leilão poderão negociá-las no chamado período de aquisição superveniente, ao preço atualizado da OPA: o valor-base partiu de R$ 11,74 por papel, corrigido pela taxa DI até a data de liquidação, resultando em R$ 12,63.

Como chegamos aqui: a trajetória da Serena até a OPA

A companhia elétrica, que desenvolve e opera ativos de energia renovável, estreou na bolsa brasileira em 2017, sob o nome de Omega Energia (MEGA3). Já em 2021, a empresa se uniu à Omega Desenvolvimento e, em dezembro de 2023, passou a se chamar Serena Energia, com o ticker SRNA3.

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Porém, a partir de 2024, a companhia viu o valor dos papéis despencar na bolsa, em meio ao processo de redução de dívidas da empresa, após alcançar uma alavancagem de 6,8 vezes a dívida líquida/Ebitda em 2023. No fim do ano passado, a companhia conseguiu reduzir a relação para 4,38 vezes.

Para sustentar a trajetória de redução de dívida, a Serena optou por não usar recursos próprios para novas expansões de projetos eólicos nos Estados Unidos, como o Goodnight 2. Segundo informações do Brazil Journal na época do anúncio da OPA, a empresa chegou a cogitar a venda das operações no país norte-americano.

Com a queda no preço das ações, a Serena e seus principais acionistas passaram a ser abordados com maior frequência por investidores interessados em investir na companhia, segundo informou a própria empresa em fevereiro deste ano. Desde então, conversas sobre o fechamento do capital da Serena começaram a surgir no mercado.

Já em maio deste ano, quando confirmou a operação, a empresa informou que a transação visa a “simplificar a estrutura corporativa e organizacional, conferindo maior flexibilidade na gestão financeira e operacional, aumentando sua capacidade de realizar novos investimentos, incluindo projetos no Brasil e nos Estados Unidos”.

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A debandada da B3

A Serena vem acompanhando um movimento que aparentemente virou tendência no mercado brasileiro: sair da bolsa local.

No fim de outubro, uma das empresas mais antigas da B3 também anunciou sua saída, com um leilão de oferta pública de aquisição de ações. Listada na B3 desde 2007, a Wilson Sons vendeu suas 130 milhões de ações por R$ 18,53 cada.

A Gol também anunciou no mês passado uma proposta reorganização societária que pode culminar no fechamento do capital da empresa, assim como a Santos Brasil, que se despediu da B3 no início de outubro.

Neste ano, empresas como Eletromídia, Carrefour, JBS e a Zamp também deixaram a bolsa. Vale ressaltar, porém, que a OPA da JBS fez parte do processo de dupla listagem na bolsa de Nova York.

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Além das empresas que optaram por fechar o capital, há ainda as companhias que realizaram fusões, resultando em apenas uma, como no caso da Marfrig e BRF, que passaram a se negociadas sob o mesmo ticker.

Ao ser questionada pelo Seu Dinheiro sobre o número de empresas listadas atualmente, a B3 informou que, em setembro, 369 companhias estavam listadas na bolsa.

*Com informações do Money Times.

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