Rede D’Or (RDOR3) tem uma das maiores quedas do Ibovespa nesta terça (3): o que está acontecendo com as ações?
As ações reagiram à atualização do plano de expansão da companhia, que revisou para baixo a projeção de criação de leitos até 2028

As ações da Rede D’Or (RDOR3) terminaram esta terça-feira (3) no segundo lugar entre as maiores quedas do Ibovespa, com uma desvalorização de 3,23%, aos R$ 36,23.
O recuo reflete a atualização do plano de expansão da companhia, apresentada no Formulário de Referência de 2025, publicado no último sábado (31). No novo documento, a empresa revisou para baixo suas metas de capacidade de longo prazo, reduzindo em 21% a projeção de novos leitos previstos até 2028.
Agora, a rede de hospitais espera criar 3.203 novas vagas hospitalares nos próximos três anos, ante às 4.036 projetadas anteriormente.
Para 2025, o plano revisado prevê 491 novos leitos — uma queda de quase 45% em relação aos 898 que antes eram esperados.
Para 2026, são 868 leitos, de 1.117 leitos anteriormente. Em 2027, a projeção é de 893 leitos, versus os 771 leitos estimados antes. Para 2028 a previsão é de 951 novos leitos, em relação aos 1.250 leitos do plano de 2024.
- E MAIS: Alta nas projeções para o IPCA em 2025 abre oportunidades para o investidor buscar retornos reais de 8,36% ao ano; confira recomendações
Os projetos brownfield — ampliações ou reformas em hospitais já existentes — foram os mais impactados, com uma revisão para baixo de 22%, para 2,6 mil leitos.
Leia Também
Já nos projetos greenfield (construções do zero, em locais onde ainda não há hospitais) houve uma redução de 14%, para 640 novos leitos.
A empresa também ajustou para baixo o custo de capital por leito: agora em R$ 1,4 milhão por leito, contra R$ 1,5 milhão anteriormente.
O que isso significa para a Rede D’Or
Na avaliação do Bradesco BBI, a redução do plano de expansão é amplamente negativa para a Rede D’Or, especialmente diante das projeções otimistas de crescimento de planos de saúde pela SulAmérica e de um ambiente competitivo mais favorável aos hospitais, considerando a exposição limitada da companhia a operadoras em dificuldades financeiras.
Além disso, o corte acentuado nos projetos brownfield — que normalmente são mais lucrativos e não exigem credenciamento de pagadores — também foi um sinal negativo, sugerindo perspectivas de crescimento mais fracas nos mercados existentes.
“No entanto, observamos que a orientação revisada de 3,2 mil leitos ainda implica um sólido aumento de 25% na capacidade e permanece bem acima de nossa estimativa de 1,5 mil leitos, pois excluímos conservadoramente qualquer expansão além de 2026”, escrevem os analistas da casa em relatório.
Já o Goldman Sachs considerou a mudança levemente negativa. “Esperávamos ver alguns ajustes na nova versão do plano de expansão, o que é um processo natural da empresa, reavaliando a demanda e desafios operacionais para a entrega de novos projetos”.
No entanto, a magnitude da revisão do plano foi notável, afirmou o analista Gustavo Miele.
Na visão do banco, a redução no custo tende a aliviar as despesas financeiras, enquanto o impacto no Ebitda (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) deve ser pequeno no curto prazo, já que os projetos levam tempo até começarem a gerar receita.
Para o BTG Pactual, alguns investidores já não levavam o plano anterior ao pé da letra. Ou seja: a revisão trouxe uma projeção mais crível.
De acordo com o time de análise, a empresa parece estar adotando uma abordagem mais cautelosa — provavelmente em resposta ao alto custo de capital no Brasil e a recentes exclusões de rede por parte de alguns planos de saúde em determinadas regiões.
Além disso, a revisão do custo por leito para baixo foi um ponto positivo, mas os analistas esperavam um aumento no pipeline de longo prazo, dada a recém-formada joint venture com o Bradesco.
“Ainda assim, acreditamos que a Rede D’Or continua bem posicionada para liderar a consolidação do mercado hospitalar privado no Brasil e potencialmente dobrar de tamanho na próxima década”, escrevem os analistas Samuel Alves e Maria Resende em relatório.
Para o banco, a ambição de longo prazo da empresa permanece inalterada — muitos projetos ainda estão na fase de “a definir”.
O que fazer com as ações?
Diante desse cenário, o Goldman Sachs manteve sua recomendação de compra para as ações RDOR3, com preço-alvo de R$ 41 em 12 meses — o que implica uma valorização potencial de 9,5% sobre o fechamento mais recente.
O BTG Pactual também reiterou sua visão positiva para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 44 e potencial de alta de 17,5% até o fim de 2025. “Seguimos vendo a Rede D’Or como a principal consolidadora do setor e com capacidade de dobrar de tamanho em uma década. É a nossa principal escolha entre as empresas de saúde”, afirmou o BTG.
Com informações do Money Times
APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR