Nos holofotes dos investidores: Brava Energia (BRAV3) avança na estratégia de desinvestimento e anuncia novos interessados nos ativos onshore
Segundo o fato relevante enviado à CVM, a companhia deve analisar as propostas “dentro do seu fluxo de governança corporativa”

As ações da Brava Energia (BRAV3) estão sob os holofotes dos investidores nesta sexta-feira (10) após a empresa receber novas propostas de interessados na aquisição de ativos do portfólio onshore e de águas rasas da petroleira.
A Brava não deu mais informações sobre as companhias interessadas e valores no fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A companhia, resultado da fusão entre Enauta e 3R Petroleum, deve analisar as propostas “dentro do seu fluxo de governança corporativa”.
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Desde dezembro, a Brava já estava em negociações com dois bancos para assessorar na avaliação de potenciais transações de parceria ou venda de ativos.
A data estipulada pelas instituições financeiras para o recebimento de propostas de potenciais interessados no portfólio da Brava Energia foi o dia 9 de janeiro de 2025.
No fim do mês passado, o Pipeline, site de negócios do jornal Valor Econômico, afirmou que havia pelo menos cinco interessados nos ativos da companhia.
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O objetivo da Brava Energia à época era avaliar oportunidades de otimização do portfólio e maximizar do retorno ao acionista, levantando capital e liberando o fluxo de caixa com os desinvestimentos.
Por volta das 12h25, as ações BRAV3 subiam 1,55% e figuravam entre as maiores altas do Ibovespa, negociadas a R$ 24,87.
Em um ano, os papéis ainda marcam queda da ordem de 12% na B3. A petroleira hoje é avaliada em aproximadamente R$ 11,64 bilhões.
A estratégia de desinvestimentos da Brava Energia (BRAV3)
Segundo o Pipeline, os acionistas e o conselho de administração há algum tempo buscam uma estrutura em que a Brava Energia (BRAV3) consiga garantir retorno aos investidores e fluxo de dividendos já no curto prazo.
A estratégia de otimização da petroleira júnior teve início oficialmente em meados de dezembro, com o anúncio de dois negócios no Rio Grande do Norte.
A companhia fechou em meados do mês passado um contrato de exclusividade com a Azevedo e Travassos (A&T) e a Petro-Victory Energy Corp (PVE) para a potencial venda de 11 concessões de óleo e gás no Rio Grande do Norte.
Pouco tempo depois, a empresa também anunciou um acordo de US$ 65 milhões com a PetroReconcavo (RECV3) para a aquisição de infraestrutura de gás no Rio Grande do Norte.
No entanto, de acordo com o Pipeline, isso seria apenas o começo. A ideia da companhia seria desinvestir de todos os ativos onshore — avaliados em até US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 11,49 bilhões no câmbio de hoje) pelos analistas do BTG Pactual.
Considerando que eventuais compradores desses ativos assumissem todas as dívidas relacionadas ao portfólio, uma transação de venda de toda a carteira onshore da Brava Energia representaria um valor de equity de US$ 700 milhões (R$ 4,23 bilhões) para os acionistas.
Na avaliação dos analistas do BTG, o progresso no fluxo de acordos onshore continuará sendo um catalisador importante para o desempenho das ações.
Os dados de produção de 2024
Nesta manhã, a Brava Energia (BRAV3) também anunciou os dados preliminares mais recentes de produção referentes a 2024.
A produção total bruta da companhia chegou a 38.591 barris equivalentes de óleo (boe/d) em dezembro. Com isso, a empresa encerrou o quarto trimestre com a produção de 39.496 boepd.
No ano, a produção total bruta da Brava atingiu a marca de 55.711 barris equivalentes de óleo por dia, sendo cerca de 43,7 mil barris de petróleo produzidos diariamente.
Vale destacar que, no fim do mês passado, a Brava Energia iniciou a produção na plataforma FPSO Atlanta em dois novos poços, que registraram produção aproximada de 26,8 mil barris de óleo equivalente nas últimas 24 horas.
Em dezembro, a petroleira também retomou a produção no campo de Papa-Terra após a autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo).
A reabertura dos poços foi realizada de forma gradual de cinco poços nos primeiros dias de janeiro, que produziram em torno de 14,3 mil barris de óleo equivalente nas últimas 24 horas. Um sexto poço deve ser reaberto ainda neste mês.
Ainda no fim do ano passado, a Brava Energia também concluiu a aquisição de uma participação de 23% no ativo antes detido pela QatarEnergy Brasil.
*Com informações do Pipeline.
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