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A compra do Hospital de Oncologia do Méier por R$ 5,3 milhões é boa na avaliação da Ágora Investimentos/Bradesco BBI e do Safra

A Hapvida (HAPV3) comprou o Hospital de Oncologia do Méier (Marco Moraes), da Oncoclínicas (ONCO3) por R$ 5,3 milhões — um negócio avaliado por bancos e corretoras como positivo, mas ainda assim as ações das duas empresas operaram em queda nesta terça-feira (26).
No pregão de hoje, HAPV3 recuou 0,41%, cotada a R$ 38,94, enquanto ONCO3 caiu 4%%, a R$ 2,88. No acumulado do ano, porém, os papéis ainda registram desempenho positivo: alta de 16% para Hapvida e de 24% para Oncoclínicas.
Na visão da Ágora, a operação é um ganha-ganha: a Oncoclínicas deixa de queimar caixa à frente e a Hapvida amplia o portfólio de hospitais no Rio de Janeiro para seis unidades — além de um novo hospital greenfield a ser concluído até 2026.
Os analistas Marcio Osako e Larissa Monte destacam, porém, que o impacto do negócio é “muito pequeno”.
Segundo a Oncoclínicas (ONCO3), o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do hospital ficou próximo de zero no segundo trimestre de 2025, com a expectativa de que entrasse em território negativo após a rescisão do contrato com a Unimed Ferj, responsável por cerca de 90% da receita da unidade.
“O fluxo de caixa do hospital também tem sido negativo nos últimos anos”, destacaram os analistas em relatório.
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Os analistas do Safra também avaliaram o negócio como vantajoso para as duas partes envolvidas.
“A Oncoclínicas melhorará seu posicionamento estratégico em oncologia e reduzirá a queima de caixa, e a Hapvida fortalecerá sua presença em um mercado de crescimento prioritário”, escreveram os analistas Ricardo Boiati, Thiago Marmo e Rafael Une.
O banco afirmou que o valor da transação implica em um preço por leito “substancialmente baixo” de R$ 70 mil — o que leva a concluir que a Hapvida fez uma boa alocação de capital.
Os analistas do Safra ainda destacam que a aquisição se alinha com a iniciativa da operadora de saúde de expandir a presença no Rio de Janeiro e aprofundar a integração vertical.
*Com informações do Money Times
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