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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

NO TOPO MAIS UMA VEZ

Do lado de Apple e Google: Itaú (ITUB4) é a marca brasileira mais valiosa do mundo pela 8ª vez seguida; apenas um outro banco nacional está no ranking

Estudo da Brand Finance aponta que apenas duas instituições da América do Sul estão entre as 500 marcas mais valiosas do mundo; ambas são brasileiras

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
21 de janeiro de 2025
16:17
Fachada de agência do Itaú
Fachada de agência do Itaú. - Imagem: Divulgação

Juntando-se a gigantes como Apple, Google e Microsoft, dois bancos brasileiros tradicionais ganharam espaço no prestigiado ranking de marcas mais valiosas do mundo, feito anualmente pela Brand Finance. 

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O Itaú (ITUB4) e o Banco do Brasil (BBAS3) ocupam, respectivamente, o 274º e o 467º lugar, consagrando-se como as únicas marcas da América do Sul a figurar na classificação.

O valor de marca do Itaú subiu 3% de um ano para o outro e atingiu US$ 8,6 bilhões. O BB viveu uma trajetória inversa: caiu 4%, a US$ 5,2 bilhões. 

No topo do ranking, estão as big techs. Mais uma vez, a Apple foi eleita a marca mais valiosa do planeta, seguida por Microsoft, Google, Amazon e Walmart.

ranking marcas mais valiosas do mundo
brand finance
Marcas mais valiosas do mundo. Fonte: Brand Finance.

Segundo a consultoria Brand Finance, as duas instituições solidificaram uma posição como “pedras angulares da economia brasileira”, ao adotarem uma gestão estratégica e inovarem em um cenário econômico complexo. 

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“O valor duradouro do Itaú e do Banco do Brasil decorre de sua capacidade de se adaptar às mudanças econômicas, alavancar sua importância histórica e se conectar com os consumidores em vários níveis”, disse a empresa em comunicado. 

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Apesar de representar em uma métrica numérica, a Brand Finance considera alguns fatores intangíveis para ranquear as empresas e entender a percepção dos consumidores sobre elas. 

"O ranking global das marcas mais valiosas reflete não apenas o sucesso financeiro, mas também a eficácia da gestão estratégica de marcas na navegação de mercados complexos e competitivos”, comenta Eduardo Chaves, diretor geral da Brand Finance no Brasil. 

Gênios do marketing?

O Itaú alcançou a posição de marca mais valiosa do Brasil pela oitava vez consecutiva. Tal avaliação positiva se deve, principalmente, à familiaridade muito alta que o banco tem com o público brasileiro.

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Outras iniciativas da instituição também ajudaram nessa boa percepção. A transformação digital empreendida pela companhia, por exemplo, ajudou a reter os clientes mais jovens. Campanhas de marketing bem-sucedidas e associações com grandes eventos (como o Carnaval e o Rock in Rio) fizeram bem à imagem da marca, posicionando-a como confiável e relacionável.

Ajuda também o fato de que o Itaú tem “garotos-propaganda” de peso, como Ronaldo Fenômeno, Madonna e Jorge Ben Jor, que fizeram parte da campanha “Feito de Futuro”. 

“O banco entrega consistentemente resultados robustos, sustentados por um portfólio diversificado de serviços, incluindo banco de varejo, banco de investimento e gestão de patrimônio. Essa estabilidade financeira reforça seu valor de marca”, comenta a Brand Finance.

Tradição no Brasil

O Banco do Brasil, uma das instituições financeiras mais antigas do país, tem a tradição jogando a seu favor. Além disso, por ser um banco estatal, também é visto como mais estável e confiável pelos consumidores.

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A alta capilaridade da empresa, que tem agências até nos lugares mais remotos do território brasileiro, também é um ponto bem positivo quando se fala de presença e valor de marca. 

“Como uma entidade estatal, o BB desempenha um papel crucial na implementação de políticas públicas, como financiamento agrícola e programas de crédito para pequenas empresas. Esse papel reforça sua relevância e valor aos olhos do público”, diz o relatório.

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