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Segundo o banco suíço, a produção da estatal deve crescer cerca de 20% entre 2024 e 2028, bem acima dos seus pares europeus e latino-americanos
A cifra de R$ 7,6 bilhões em dividendos é o que mantém as “esperanças” do UBS BB sobre a Petrobras (PETR4), apesar das dúvidas para 2026 em relação ao capex e os efeitos das eleições presidenciais na estatal.
O banco suíço projeta para este ano um dividend yield de cerca de 10% para a companhia. Para o ano seguinte, a cifra é ainda maior: US$ 9,6 bilhões, um rendimento de 14%, impulsionado pelo forte crescimento da produção da estatal.
Mesmo em um cenário mais conservador, o UBS BB calcula que o yield ficaria em torno de 8,5% em 2025, de acordo com relatório assinado por Tasso Vasconcellos e equipe.
Segundo o banco, a produção da companhia deve crescer cerca de 20% entre 2024 e 2028, bem acima das europeias e de concorrentes latino-americanos.
Para o UBS BB, a recomendação continua sendo de compra para as ações da Petrobras, com corte no preço-alvo para R$ 42 ante R$ 46.
Os números recentes confirmam a tendência da Petrobras para o UBS BB: a produção da estatal passou de 2,09 milhões de barris/dia no quarto trimestre de 2024 para 2,32 milhões no segundo trimestre de 2025, chegando a 2,47 milhões em julho.
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Além disso, há 13 novas plataformas previstas para os próximos anos, cinco delas entre o fim de 2025 e 2027, com destaque para unidades de grande porte de até 225 mil barris/dia de capacidade, disse o banco.
O UBS vê a companhia com boa capacidade de gerar caixa e sustentar dividendos, apesar das dúvidas do mercado sobre o tamanho do capex.
“Esperamos uma reprecificação com base na continuidade de operações sólidas e em um plano de negócios que não deve trazer grande impacto financeiro.”
Para o UBS BB, a ação da empresa é negociada a múltiplos de dívida líquida/ Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) muito abaixo dos pares — cerca de 4 vezes lucro, contra mais de 11 vezes dos concorrentes globais.
Em relação às eleições de 2026, o banco afirmou que ainda é cedo para operar com base nesse tema. Com cerca de 450 dias até o pleito, o cenário-base é de fundamentos estáveis, sem grandes impactos eleitorais no curto prazo, disse.
*Com informações do Money Times
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