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Como o novo imposto deve impactar a distribuição de dividendos pelas empresas? O analista da Empiricus, Ruy Hungria, responde no episódio desta semana do Touros e Ursos
O cenário para quem investe em ações com foco em renda está prestes a mudar. O governo sancionou a tributação de dividendos para pessoas físicas que recebam mais de R$ 50 mil de uma mesma empresa no mesmo mês, com uma alíquota de 10%.
A regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e gera duas situações: uma corrida contra o tempo para as empresas aprovarem tributos ainda isentos, já que os proventos ainda referentes a 2025 permanecem na regra antiga; e expectativas de bolsos cheios para os investidores no curto prazo.
Mas afinal, qual o limite para essa antecipação de dividendos? E como ficam os pagamentos depois que a lei entrar em vigor? Para responder a essas e outras perguntas, o podcast Touros e Ursos desta semana teve como convidado Ruy Hungria, colunista do Seu Dinheiro e analista da Empiricus especializado em dividendos.
Apesar da nova mordida do Leão, Hungria acredita que as empresas não vão abandonar os dividendos, embora as estratégias precisem ser recalibradas.
Outras formas de remunerar os acionistas podem ser priorizadas, mas, antes disso "as companhias estão olhando para uma maneira de otimizar essa distribuição de dividendos neste momento, para tentar fugir de alguma forma do novo imposto", diz o analista.
Para Hungria, a busca pela antecipação dos dividendos divide o mercado em dois grupos:
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Segundo o analista, o risco reside em companhias que cogitam tomar dívida para realizar esses pagamentos ainda isentos de imposto de renda. Num primeiro momento, o acionista pode ficar com o bolso cheio e feliz, mas no longo prazo, essa dívida pode se acumular e resultar em prejuízos relevantes.
Hungria chama o movimento de "ginásticas de balanço" e relembra históricos negativos de empresas que se endividaram excessivamente para manter proventos elevados.
"A gente já viu em outros momentos, e lá fora também, casos de empresas que faziam dívida elevada para pagar dividendo e depois não conseguiam sustentar os pagamentos e ficavam com o problema da dívida no balanço", diz o analista.
O perigo dessa estratégia é a imprevisibilidade da economia, especialmente em relação às taxas de juros. Se uma empresa se alavanca contando com a queda da Selic e o cenário para os juros se inverte, o resultado pode ser catastrófico, segundo Hungria.
Para o analista, a alíquota de 10% de imposto de renda não é tão significativa a ponto de inviabilizar a estratégia de ações para renda. Segundo Hungria, as empresas boas pagadoras de dividendos continuarão sendo bons investimentos.
"A tendência é que os dividendos continuem importantes. A gente está falando de uma tributação de 10%, que não é um grande absurdo", disse.
A expectativa para 2026 é de continuidade de pagamentos. Para o analista, as empresas que conseguiram entregar bons resultados e bons dividendos em 2025, tendem a manter o desempenho no próximo ano.
Hungria destaca que, para os negócios, 2025 foi extremamente difícil devido à taxa de juros em 15% ao ano. Em 2026, ano em que se espera corte nos juros, a expectativa é de resultados melhores para as empresas e para as ações.
Além disso, novas formas de remunerar o acionista podem ganhar força. Hungria destaca principalmente a recompra de ações, que possui uma eficiência tributária superior e é amplamente utilizada nos Estados Unidos.
No quadro Touros e Ursos, que dá nome ao podcast, Hungria escolheu a empresa norte-americana Strategy como Urso — destaque negativo. Diante da derrocada do bitcoin no ano (outro Urso escolhido), a companhia, que tem seu caixa alocado quase que exclusivamente na criptomoeda e é uma proxy de desempenho do ativo digital no mercado, amarga uma queda superior a 40% desde janeiro.
Segundo Hungria, "a alavancagem [em bitcoin] funciona para cima, mas também funciona para baixo", e o investidor deve se atentar.
Já entre os destaques positivos (Touros), a Estapar (ALPK3), do setor de estacionamentos, foi a escolha do analista.
Segundo Hungria, a empresa sofreu muito na pandemia, mas agora volta a ver a luz no fim do túnel. A empresa realizou uma reestruturação contábil para abater prejuízos acumulados naqueles anos e pode voltar a registrar lucros e pagar dividendos em um prazo menor do que o estimado pelo mercado inicialmente.
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