O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A euforia da sessão anterior deu lugar às incertezas provocadas pela guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo; Wall Street e B3 devolvem ganhos nesta quinta-feira (10)
A recuperação histórica de Wall Street já está no retrovisor do mercado. Um dia depois do terceiro maior ganho diário desde a Segunda Grande Guerra, a realidade das tarifas voltou a bater na bolsa de Nova York — e o Ibovespa acompanhou, amargando fortes perdas, enquanto o dólar avança.
Na quarta-feira (9), o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou uma redução temporária das tarifas para aquelas países que não retaliaram os EUA. Por 90 dias, taxas reduzidas de 10% vão estar em vigor.
A decisão fez o S&P 500 disparar mais de 9%, registrando seu terceiro maior ganho em um único dia desde a Segunda Guerra. O Dow Jones teve o maior avanço percentual desde março de 2020, enquanto o Nasdaq registrou o maior avanço diário desde janeiro de 2001 e o segundo melhor dia já registrado.
O volume de negociação também foi incomum: 30 bilhões de ações, o maior nível da história.
Mas nesta quinta-feira (10), tudo isso é passado. O Dow Jones perdeu mais de 1 mil pontos, ou 2,50%, enquanto o S&P 500 recuou de 3,46% e o Nasdaq, 4,31%.
Por aqui, o movimento de perdas foi o mesmo visto em Wall Street. O Ibovespa caiu 1,13%, aos 126.354 pontos, enquanto o dólar à vista avançou 0,88%, fechando o dia em R$ 5,8988. No pico do dia, a moeda voltou a ser negociada acima dos R$ 6, com a saída de capitais diante da incerteza da guerra comercial entre EUA e China.
Leia Também
Nem mesmo a deflação nos EUA em março ajuda no ânimo dos investidores. No mês passado, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA caiu 0,1% ante fevereiro. A previsão era de alta de 0,1%.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente outras moedas fortes, chegou a renovar mínimas com o CPI, enquanto os yields (retornos) dos títulos de dívida do governo norte-americano acompanharam a queda assim que o dado de inflação saiu.
No mercado de petróleo, os preços dos contratos futuros também afundaram: o Brent — referência no mercado internacional e também usado pela Petrobras (PETR4) — recuou 3,28%, enquanto o WTI — a referência do mercado norte-americano — caiu 3,66%.
Apesar do otimismo em resposta aos 90 dias anunciados por Trump, alguns analistas acreditam que o mercado está longe de estar fora de perigo — e muito disso tem a ver com a guerra comercial entre China e EUA.
Junto com a redução temporária das taxas para 10%, o presidente norte-americano anunciou o aumento das tarifas sobre produtos importados chineses de 104% para 125%.
O total de taxas sobre a China agora soma 145%, considerando os 20% sobre impostos relacionados ao fentanil, disse um membro do alto escalão da Casa Branca à CNBC.
A decisão de Trump veio em resposta a uma retaliação de Pequim apresentada horas antes: os produtos norte-americanos passaram a pagar um imposto de 84% e não mais de 34% para entrar na China.
“O aumento das tarifas sobre a China, mas o atraso em outras, deixa a alíquota efetiva em 23%, em máximas históricas”, diz Michael Gapen, economista-chefe do Morgan Stanley nos EUA, em nota. “Atrasos ajudam, mas não reduzem a incerteza.”
Na Ásia, as bolsas terminaram o dia em alta. O índice Nikkei da bolsa do Japão subiu 9%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 6,6%.
Na China, mesmo com o aumento das tarifas anunciado por Trump, as bolsas também subiram. O CSI 300, índice de referência por lá, teve alta de 1,31%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,06%.
Na Europa, as bolsas pegaram carona dos ganhos do dia anterior em Wall Street e terminaram o dia com ganhos expressivos — os maiores em três anos.
Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a União Europeia suspenderá a adoção de tarifas retaliatórias sobre uma série de produtos norte-americanos por 90 dias.
Na quarta-feira (9), os membros da UE votaram a favor do pacote, que foi elaborado em resposta às tarifas de 25% dos EUA sobre aço e alumínio, lançadas no mês passado.
As tarifas europeias deveriam ser finalizadas nos próximos dias, com uma parcela inicial prevista para entrar em vigor em 15 de abril.
A lista completa de itens visados ainda não foi publicada, mas a CNBC indica que abrange vestuário, aves, grãos e máquinas.
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro