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Para quem estiver disposto a desafiar o pessimismo macroeconômico, há quem veja 2025 como uma janela interessante para aproveitar ativos atraentes; veja as indicações
É comum ouvir na Faria Lima que o cenário de investimentos no Brasil degringolou por completo nos últimos meses. E não é para menos: a bolsa brasileira teve o segundo pior desempenho global no ano passado, com o Ibovespa superando em queda apenas o mercado mexicano.
Ainda assim, isso não significa que não haja boas oportunidades para investir em ações na B3 neste momento. Muito pelo contrário.
Para quem estiver disposto a desafiar o pessimismo macroeconômico, há quem veja 2025 como uma janela interessante para aproveitar ativos atraentes.
A queda do Ibovespa e do índice Small Caps — que reúne ações de menor capitalização — em 2024, aliada à saída de capital estrangeiro, colocou as ações brasileiras em um ponto de partida extremamente atrativo em termos de múltiplos, especialmente quando comparadas a outros mercados emergentes.
Mas será que os valuations baixos são suficientes agora? De nada adianta preços baratos, por si só, se não houver sinais de ponto de inflexão no horizonte. Além disso, não é por estar barata que a bolsa não pode ficar ainda mais em conta antes de começar a se recuperar.
É por isso que a pergunta continua a mesma: quais são as oportunidades em ações domésticas e onde investir na bolsa brasileira até o fim do ano para receber bons retornos e dividendos? Você confere essas respostas a seguir.
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O pessimismo em torno do mercado de ações brasileiro atingiu um nível tão intenso que criou uma evidente desconexão entre os fundamentos das empresas, que seguem relativamente saudáveis, e o cenário macroeconômico adverso.
Para Werner Roger, CIO da Trígono Capital, há um certo exagero nesse pessimismo, especialmente quando levamos em conta as imagens do retrovisor.
Ao analisar o EWZ, que é o ETF que representa a bolsa brasileira em dólar, nós estamos próximos dos níveis vistos em momentos críticos para os mercados financeiros brasileiros, como a época do impeachment da Dilma e a pandemia do novo coronavírus.
"Mesmo se voltarmos à crise do Subprime, estamos 35% abaixo dos patamares de 2008. Alguma coisa está errada e fora da curva. Os formadores de preço estão demasiadamente pessimistas, e isso não reflete a realidade do Brasil. Hoje, nós estamos precificando a nossa bolsa a preço de vidro por conta do problema fiscal — e tem vários diamantes sendo precificados como vidro. Existe muita oportunidade para quem realmente garimpar”, afirmou Roger.
Apesar do mau humor generalizado que paira sobre o Ibovespa, há espaço para otimismo com o mercado de ações brasileiro em 2025.
“Nós estamos começando o ano com uma expectativa muito mais baixa, e isso é bom. Iniciamos 2025 com o Ibovespa a 120 mil pontos, negociando a oito vezes [a relação] preço/lucro, excluindo Petrobras e Vale, um prêmio de risco de 4,5% acima do Tesouro IPCA+ de 10 anos, que é a base para formação de preço das ações. Então temos um retorno esperado muito alto”, avaliou Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.
Além disso, um dos fatores que poderiam destravar um rali na bolsa brasileira é técnico. A alocação de investimentos, tanto locais quanto estrangeiros, em renda variável no Brasil está em níveis historicamente baixos. Isso significa que qualquer mudança minimamente positiva no cenário tende a se refletir significativamente no preço de tela dos ativos.
É verdade que o consenso de mercado aponta para um ano desafiador, com revisão de lucros para baixo e uma desaceleração econômica que deve impactar principalmente os setores mais sensíveis da economia real, que sentem o efeito combinado dos juros, dólar e inflação mais pressionados.
É por isso que é preciso saber separar o joio do trigo e encontrar as reais oportunidades em cada setor específico da bolsa.
Com o custo de capital elevado, o horizonte de investimento encurta, e a prioridade passa a ser alocar recursos em empresas capazes de devolver o caixa da forma mais rápida possível.
A preferência entre os analistas e gestores para 2025 é clara: empresas com baixa alavancagem, crescimento sólido de lucros, receita dolarizada e inseridas em setores defensivos da B3, como bancos, seguradoras e exportadoras.
“Se você pagar esse valuation barato hoje, conseguirá travar um retorno muito interessante de longo prazo. Mas há uma diferença entre pagar barato e ser uma armadilha de valor e pagar barato e criar uma oportunidade real no horizonte dilatado”, disse Quaresma.
“É por isso que é necessário ser mais seletivo com as empresas e também esperar um período maior de tempo para reduzir o risco de perda permanente de capital. Vai ser necessário ter paciência e sangue frio para atravessar esse período, porque o gatilho para a bolsa voltar a andar não está à vista.”
Para Bruno Lima, analista do BTG Pactual, é preciso priorizar empresas com prazos médios de dívida mais longos. Afinal, o duration maior permite que as companhias carreguem os débitos por um bom tempo, até que os juros retornem para um patamar razoável.
“Nos últimos 18 meses, as empresas acessaram o mercado de capitais de forma antecipada e já fizeram um trabalho razoável de refinanciamento e rolamento de dívida. Então, por mais que realmente você tenha alta da Selic e isso realmente consuma uma parte do lucro líquido, uma gama maior de companhias está bem mais preparada para atravessar esse cenário”, explicou.
Além disso, combinações estratégicas entre empresas que oferecem bom retorno de dividendos (dividend yield) e potencial de ganho de capital são essenciais para a carteira em 2025. Segundo o BTG Pactual, algumas boas pedidas nesse sentido são o Itaú Unibanco (ITUB4), Tim (TIMS3), Copel (CPLE6) e Eletrobras (ELET3).
O lema da Empiricus para investimentos em ações em 2025 é manter empresas com alavancagem baixa ou em clara trajetória de desalavancagem, aumentar a exposição a empresas com receita dolarizada e buscar empresas menos cíclicas. Isso inclui ações como a Prio (PRIO3) e a Suzano (SUZB3).
A analista da Empiricus também recomenda como estratégia para ações em 2025 manter uma parcela menor da carteira alocada em empresas cíclicas, com bons fundamentos e motores de crescimento próprios.
“No patamar de valuation atual, a probabilidade é tão favorável para o investidor, e o setor de varejo cíclico está tão barato que vale a pena estar exposto para não perder uma alta, caso aconteça algo positivo.”
Na avaliação de Werner, existe uma oportunidade ainda mais interessante na bolsa brasileira atualmente: as ações de small caps, especialmente as que possuem caixa líquido e ganhos atrelados à Selic.
Para ele, as “pequenas notáveis” da bolsa brasileira não só atraem pelo potencial de valorização, como também por estarem fora do radar dos grandes tubarões de mercado.
O gestor destaca ainda as oportunidades promissoras em small caps dos setores industrial e de agronegócio, como a Tupy (TUPY3), que combina valuation atrativo com tendências de crescimento impulsionadas por iniciativas ESG, como descarbonização e inovação.
A Trígono Capital também tem apetite por ações de commodities, com fluxo de caixa “muito forte” e que pagam dividendos, como Suzano (SUZB3), Aura Minerals (AURA33) e PetroReconcavo (RECV3).
Se você está se perguntando por que as duas maiores empresas da B3 ficaram de fora da lista de oportunidades em commodities, a resposta é simples: para os analistas, os riscos associados às ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) superam as chances de ganhos neste momento.
No caso da gigante da mineração, os desafios vêm da economia chinesa em desaceleração e da oferta abundante de minério de ferro, fatores que limitam a recuperação nos preços da commodity metálica.
Além disso, desembolsos previstos para este ano, como os relacionados ao acordo de Mariana e às ferrovias, podem impactar negativamente a distribuição de dividendos da mineradora.
O BTG Pactual destaca que atualmente existem alternativas mais atraentes para quem busca altos dividend yields, deixando a Vale (VALE3) em uma posição menos favorável.
Já para a Petrobras (PETR4), a preocupação reside no risco institucional e de governança. A estatal enfrenta incertezas quanto a investimentos futuros, que podem se revelar pouco rentáveis e comprometer a distribuição de proventos no futuro.
“Para 2025, a Petrobras deve continuar sendo uma forte geradora de caixa e pagadora de dividendos, isso é indiscutível. Mas não adianta ganhar no dividendo e perder na marcação de preço da ação a mercado caso aconteça algum evento de cauda do ponto de vista de governança”, afirmou Larissa Quaresma, da Empiricus.
Diante disso, os analistas apontam outras opções que julgam mais interessantes no setor. Um exemplo é a Prio (PRIO3), que promete um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield) estimado em cerca de 90% nos próximos três anos, segundo o BTG Pactual.
A questão fiscal continua sendo a principal preocupação dos investidores para o ano. A falta de confiança na capacidade do governo em controlar a trajetória da dívida pública impacta diretamente as chances de uma recuperação consistente na bolsa brasileira.
O problema não é apenas o tamanho da dívida, mas o alto custo para financiá-la. O Brasil tem uma das taxas de juros reais mais altas do mundo, rivalizando apenas com a Rússia — um comparativo que dispensa mais explicações.
“Temos sim um fiscal frouxo e muitos desafios para equacionar de forma estrutural essa política fiscal. Mas o Brasil não tem um risco de ruptura institucional, que existe no México hoje, por exemplo. Então existe potencial bom para a bolsa neste ano para quem estiver disposto a ignorar esse pessimismo com o Brasil”, disse a analista da Empiricus.
Embora o arcabouço fiscal deva ser cumprido, isso não será suficiente para resolver o grande problema do Brasil, que é a estabilização da trajetória da dívida pública, segundo os analistas.
“O problema não é o cumprimento do arcabouço, mas sim que isso não é suficiente para estabilizar a trajetória da dívida, e o governo não tem uma preocupação em relação a isso”, disse Larissa Quaresma.
Ainda assim, o risco de um cenário extremo em direção ao precipício, em que o governo perde popularidade, a economia se deteriora e as apostas em gastos públicos aumentam, é visto como limitado.
Isso ocorre porque o cenário político dificulta a aprovação de medidas mais ousadas no Congresso, especialmente com o governo enfrentando pressão crescente e uma possível perda de influência com a reforma ministerial prometida para o primeiro semestre — que pode levar a uma menor influência no Senado e no Congresso.
Uma das melhores estratégias para enfrentar um cenário desafiador na bolsa em 2025 é focar em empresas que são verdadeiros portos-seguros para o investidor: as grandes “vacas leiteiras” da B3.
Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, essas companhias se destacam por sua capacidade de gerar caixa, baixo endividamento, múltiplos atrativos e um histórico consistente de pagamento de dividendos aos acionistas mesmo em cenários adversos como o atual.
“Os dividendos servem como um alento nesse período de maior dificuldade para o investidor lembrar que existe um ativo que é capaz de remunerá-lo durante o ano. Assim, ele tem um sentimento positivo no final de cada trimestre ou ano de que valeu a pena carregar esse investimento porque recebeu um bom rendimento por isso", disse Hungria.
É importante ressaltar que a distribuição de dividendos depende diretamente dos lucros das empresas. Assim, em um ambiente de juros elevados, caso a lucratividade das companhias seja pressionada, os proventos também tendem a encolher.
Ainda assim, Hungria destaca uma seleção de ações resilientes para quem busca consistência nos dividendos aos acionistas no início de 2025:
Em resumo, há oportunidades em ações, mas há de se ter cuidado, fundamento e apetite a risco para traçar a estratégia em 2025. Ou, como diz a música, canja de galinha não faz mal a ninguém.
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