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As ações AMBP3 protagonizam a lista de maiores altas da B3 desde o início do pregão, mas o motivo não é tão inspirador assim
A Ambipar tem dado o que falar na bolsa — mas, desta vez, por um motivo inesperado. Após uma sequência de quedas desde o fim de setembro, quem acompanha a tela de cotações da bolsa nesta quinta-feira (9) se espanta: as ações AMBP3 protagonizam a lista de maiores altas da B3 desde o início do pregão.
Por volta das 12h45, os papéis da empresa de soluções ambientais saltavam 38,24%, cotados a R$ 0,94. Desde o início do ano, porém, a desvalorização de AMBP3 supera os 90%.
Acontece que um dos principais motivos para a performance tão positiva nesta sessão não é tão inspirador assim, já que diz respeito justamente ao preço das ações.
Há poucos dias, a Ambipar — que outrora chegou a liderar a lista de ações que mais bombaram na B3 —, conquistou o status de penny stock, como são conhecidos os papéis que negociam a menos de 1 real.
Uma das principais características comuns e inerentes às penny stocks é a volatilidade. Afinal, com um preço tão baixo, qualquer variação, por menor que seja, pode resultar em grandes oscilações percentuais das ações na tela.
O vetor que impulsionou esta movimentação hoje — exacerbada pela condição de penny stock — foi o cancelamento de dois eventos importantes para a Ambipar.
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A Ambipar (AMBP3) aprovou o cancelamento de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para o dia 10 de outubro, que iria eleger um novo membro do conselho e sua designação como presidente.
O conselho também aprovou o cancelamento, ao menos por enquanto, da 7ª emissão de debêntures da companhia, assim como operações relacionadas. A emissão, no montante de R$ 3 bilhões, tinha sido anunciada no fim de setembro, com o objetivo de resgatar antecipadamente a terceira e a sexta emissões (EESG13 e AMBP16).
Essas mudanças ocorrem em meio a uma crescente pressão para a Ambipar. Segundo informações da Bloomberg, a empresa estaria preparando um pedido de recuperação judicial para a próxima semana.
Em setembro, a empresa entrou com um pedido de proteção contra credores, movimento que costuma preceder uma RJ, acendendo um alerta no mercado.
No entanto, a situação financeira da companhia parecia contraditória com um pedido de reestruturação. Ao mesmo tempo que reportou uma dívida de R$ 616 milhões, segundo a agência S&P Global, a companhia registrou uma posição de caixa de R$ 4,7 bilhões no fim do segundo trimestre, o que deveria ser mais que suficiente para cobrir as dívidas.
A Ambipar alega que o pedido de proteção judicial tem a ver com a necessidade de se proteger de um efeito cascata de vencimento das suas dívidas (cross-default), mas os credores começaram a tentar rastrear o caixa da empresa. Apenas US$ 80 milhões (cerca de R$ 400 milhões) foram encontrados, segundo fontes.
Enquanto a companhia tenta reestruturar suas finanças sem recorrer à recuperação judicial, cresce a pressão dos investidores. Muitos aumentaram suas apostas vendidas (short) contra as ações, refletindo o temor de que a crise se intensifique.
Os problemas na Ambipar já começaram a bater à porta de outros participantes do mercado. O BlueBank — banco de Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master — sofre pressão por ter uma parcela relevante dos seus ativos alocada nos papéis da Ambipar por meio de fundos.
Com a derrocada no preço dos papéis AMBP3, o banco agora estaria à procura de um comprador, segundo o Money Times. No entanto, a assessoria do BlueBank negou que o banco esteja à venda, afirmando que a posição em Ambipar foi liquidada antes da queda recente dos papéis, mas confirmou as demissões no banco.
Já do lado dos fundos imobiliários, o BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11) informou ao mercado que não recebeu o valor de aluguel da Ambipar referente a setembro — e o FII já sinalizou que os investidores vão sentir os impactos do calote no bolso.
*Com informações do Money Times
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