O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Ibovespa futuro passou a cair mais de 2,5% assim que a taxa de 50% foi anunciada pelo presidente norte-americano, enquanto o dólar para agosto renovou máxima, subindo mais de 2%
Entre mortos e feridos, salvaram-se poucos. Para ser mais precisa, apenas três ações conseguiram sobreviver ao anúncio da tarifa de 50% dos EUA aos produtos do Brasil no pós-mercado da B3 desta quarta-feira (9) — e o pior pode estar por vir quando as negociações regulares começarem nesta quinta-feira (10).
A bolsa brasileira encerrou o pregão estendido de quarta-feira com um giro financeiro de R$ 229,258 milhões e 36.412 negócios. No dia anterior, o volume financeiro do pós-mercado foi de R$ 50,040 milhões e 15.848 negócios.
O Ibovespa futuro passou a cair mais de 2,5% assim que a tarifa de 50% foi anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, enquanto o dólar para agosto renovou máxima a R$ 5,603, subindo mais de 2%. Os juros futuros de médio e longo prazo também renovaram máximas, abrindo mais de 20 pontos-base. Você pode conferir a reação do mercado brasileiro aqui.
Nesse cenário de guerra (comercial), apenas três ações apresentaram alta no after market da B3: Braskem (BRKM5), que avançou 4,73%; Vamos, que subiu 0,77%; e Totvs, que ganhou 0,50%.
O movimento pode dar uma pista do que pode pode acontecer na sessão regular desta quinta-feira (10), que deve ser tomada por uma aversão ao risco.
Para Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, diz que o anúncio de Trump sobre o Brasil tem tudo para elevar a incerteza sobre o cenário econômico com o consequente aumento de volatilidade nos mercados.
Leia Também
“Cenários com aceleração da inflação e perda de atividade devem voltar ao radar mas, de qualquer forma, o modo do compasso de espera deve permanecer ativado por mais um tempo”, afirma.
Igliori ressalta, no entanto, que dado o histórico, analistas e agentes econômicos deverão especular sobre a credibilidade dessas novas medidas.
“Será que dessa vez vai ser para valer ou é mais uma cartada [de Trump] para incentivar negociações que até o momento ficaram restritas a poucos países”, diz.
É difícil imaginar, embora não seja impossível de acontecer, que as ações brasileiras escapem dos efeitos do anúncio da tarifa de 50% de Trump sobre os produtos nacionais.
A tendência é de que os ativos brasileiros sejam penalizados de modo geral, mas, na linha de frente devem estar as grandes exportadoras brasileiras — petroleiras, frigoríficos, Embraer (EMBR3) e WEG (WEGE3) possivelmente aparecerão no pregão desta quinta entre as maiores quedas do mercado.
Basta ver o que aconteceu com os American Depositary Receipts (ADRs) da Embraer no after hours desta quarta-feira em Nova York.
A fabricante de aviões já foi penalizada no pregão regular, caindo 3,62% na B3 e 4,08% na bolsa de Nova York depois que Trump disse que poderia anunciar uma tarifa adicional ao Brasil em 24 horas.
Quando o anúncio se tornou oficial, o papel da Embraer acelerou as perdas no after hours e passou a ceder quase 7%.
Além da Embraer, as maiores perdas se concentravam na Vale, que recuava 1,83% e na Petrobras. O ADR equivalente às ações PN da petroleira baixavam 1,71% e os das ON tinham queda de 1,24%.
De acordo com Jorge Ferreira dos Santos Filho, economista e professor de administração da ESPM, a medida deve impactar diretamente setores estratégicos da economia brasileira.
“A indústria de base, especialmente a siderurgia, além do agronegócio e do setor têxtil, tendem a ser os mais atingidos”, afirma.
Santos alerta ainda para possíveis efeitos secundários sobre os juros e o câmbio. “A percepção de aumento do risco Brasil pode pressionar a curva de juros e dificultar o início da tão esperada queda da Selic no segundo semestre. Se esse cenário persistir, é possível que a taxa permaneça em torno de 15% por mais tempo do que o previsto.”
O economista também projeta uma desaceleração econômica provocada pela queda nas exportações e pelo aumento da aversão ao risco entre investidores internacionais.
“Com a fuga de capitais, o dólar tende a subir, já que os investidores passam a priorizar ativos mais seguros, como os títulos do Tesouro norte-americano, em vez de investir no Brasil.”
Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX
Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana
Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso
A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo
Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo
Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial
O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros
Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata
Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas