O pior dia é sempre o próximo? Petroleiras caem em bloco (de novo) — Brava (BRAV3) desaba 12%
As ações das petroleiras enfrentam mais um dia de queda forte no Ibovespa, com resposta da China às medidas tarifárias de Trump e anúncio da Opep+

Com o caos instaurado no mercado pelo presidente Donald Trump e suas tarifas, o pior dia para os investidores parece sempre ser o próximo. As petroleiras da B3 que o digam.
Se na quinta-feira (03) as ações do setor despencaram — com destaque para a Brava (BRAV3), que chegou a recuar 12% ao longo do dia e fechou o pregão com perdas de 7,18% —, nesta sexta-feira (04) o estrago continuou firme e forte. Acompanhe aqui nossa cobertura de mercados.
Os papéis BRAV3 fecharam o dia em queda de 12,92%, com a maior queda do Ibovespa. A Prio (PRIO3) aparece na sequência, com perdas de 7,96%, enquanto as ações ordinárias da Petrobras (PETR4) perderam 4,03% em valor, e as preferenciais (PETR3) desabaram 4,19%.
O Ibovespa fechou o dia em queda de 2,96%, aos 127.256 pontos, com apenas três ações se salvando do massacre.
O desempenho dos papéis das petroleiras acompanha o derretimento do petróleo no mercado global.
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência no mercado internacional, desabaram 5,95%, aos US$ 65,96 por barril. A commodity chegou a atingir o menor patamar desde agosto de 2021. Já os futuros do petróleo bruto dos EUA (WTI) registraram perdas de 4,61%, a US$ 62,34 por barril.
Leia Também
Na véspera, o Brent encerrou a sessão com baixa de 6%, a US$ 70,14 por barril.
- VEJA TAMBÉM: Momento pode ser de menos defensividade ao investir, segundo analista; conheça os ativos mais promissores para comprar em abril
O que derruba as petroleiras na bolsa hoje (de novo)?
Os mercados reagem à resposta chinesa às tarifas adicionais impostas por Donald Trump no que o presidente chamou de “Dia da Libertação”, na última quarta-feira (02). No acumulado, o gigante asiático será taxado em 34% a partir de amanhã.
Como retaliação, o Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA. A medida entrará em vigor a partir de 10 de abril, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.
A decisão chinesa foi adotar exatamente o mesmo percentual de impostos recém-anunciados por Donald Trump contra a segunda maior economia do mundo.
Os investidores temem a possibilidade de uma guerra comercial jogar a economia global em recessão, o que reduziria a demanda pela commodity.
Fora isso, a Opep+ decidiu, nesta quinta-feira (3), avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — o que aumentaria a oferta de petróleo no mercado.
Com o anúncio, a organização deve aumentar a produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd) durante o próximo mês. O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.
O que fazer com as ações?
Nesse cenário, o BTG Pactual recomenda as ações da Brava (BRAV3) como preferidas do setor.
Em relatório, o banco destaca os sólidos níveis de reservas da companhia, potencial para uma rápida desalavancagem e baixos custos de breakeven de caixa — ou seja, o preço mínimo do petróleo necessário para cobrir todos os custos operacionais e investimentos básicos, sem gerar prejuízo de caixa.
Já o Goldman Sachs vai na linha contrária, ao destacar que o cenário não favorece a Brava (BRAV3).
Entre os principais pontos levantados sobre a empresa está a sensibilidade ao preço do petróleo, já que a companhia é particularmente sensível a flutuações. Isso significa que, se os preços do petróleo caírem, ela provavelmente será mais afetada do que seus pares.
Os analistas também destacaram que a Brava deve ter pouco espaço para crescer em 2026. As projeções do Goldman Sachs para o Ebitda da companhia neste ano estão bem abaixo do consenso de mercado.
Essa diferença pode ser explicada, em parte, pelas expectativas distintas em relação ao preço do petróleo, mas o banco também aponta discrepâncias nas estimativas de produção.
Diante de um cenário de queda na cotação da commodity, os analistas do Goldman Sachs avaliam que os investidores devem ser mais criteriosos e priorizar ações com bom potencial de pagamento de dividendos e menor risco de execução — como é o caso da Petrobras (PETR4).
VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?