🔴 +30 RECOMENDAÇÕES DE ONDE INVESTIR EM DEZEMBRO – VEJA AQUI

Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

OS VERDADEIROS DUELOS

O “ano de Troia” dos mercados: por que 2026 pode redefinir investimentos no Brasil e nos EUA

De cortes de juros a risco fiscal, passando pela eleição brasileira: Kinea Investimentos revela os fatores que podem transformar o mercado no ano que vem

Camille Lima
Camille Lima
1 de dezembro de 2025
6:01 - atualizado às 21:09
Mercados - Bolsa nos Estados Unidos e no Brasil - B3 e Nova York - Ibovespa, NYSE, Nasdaq, S&P 500, Dow Jones, ações
Imagem gerada por inteligência artificial contrastando o mercado financeiro do Brasil e dos Estados Unidos, com as bandeiras dos dois países, gráficos de ações e símbolos icônicos da B3 e Wall Street. - Imagem: Sora / ChatGPT

A Kinea Investimentos batizou 2026 de “ano de Troia”: decisões políticas, muitas vezes tomadas em mesas fechadas, desencadeiam forças muito maiores do que seus autores são capazes de controlar. Para a gestora, é isso que deve marcar o próximo ano tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Kinea, este será um ano em que a disputa não acontecerá apenas entre economias desenvolvidas e emergentes, nem entre juros altos e ativos de risco, mas entre projetos de poder. 

Eleições presidenciais no Brasil e de meio de mandato (midterms) nos EUA são os eventos centrais dessa narrativa. Elas devem mexer com juros, moedas, fluxo de capital e o apetite global por risco. 

Nesse campo de batalha, a gestora afirma que não vencerá quem tiver mais força bruta, mas quem souber proteger o próprio calcanhar de Aquiles — sejam governos, bancos centrais ou investidores. 

O cerco prolongado: o que está em jogo para os mercados nos Estados Unidos 

Os EUA entram em 2026 sob o que a Kinea chama de “cerco fiscal longo e desgastante”. Há anos, o país opera com déficits volumosos para financiar políticas industriais, programas sociais e, mais recentemente, uma corrida bilionária por infraestrutura energética e inteligência artificial (IA).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse impulso fiscal sustentou o consumo e a popularidade política, mas criou um problema crescente: a dívida pública atingiu níveis não vistos desde a Segunda Guerra, e o custo de rolagem da dívida subiu de forma expressiva. 

Leia Também

É nesse ambiente que as eleições de meio de mandato de 2026 surgem como um novo campo de disputa.  

Manter o controle do Congresso é crucial para a continuidade da agenda econômica — e isso reabre a porta para cortes de impostos e até a ideia de devolver receitas de tarifas à população, o que poderia injetar o equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nas mãos dos consumidores, segundo a Kinea. 

Mas a gestora acende o alerta: repetir a fórmula da pandemia, em um cenário de inflação acima da meta e déficits persistentes, pode reacender a instabilidade justamente quando se tenta controlá-la. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A pressão cresce ainda mais devido à possibilidade de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais tolerante à inflação para viabilizar cortes de juros.  

Essa dinâmica simultânea — estímulos fiscais ampliados e política monetária mais branda — pressiona o dólar e também a parte mais longa da curva de juros. 

O debate deixa de ser apenas se o Fed vai cortar juros, e passa a ser a que custo — em inflação, dívida e credibilidade. 

IA: de motor para infraestrutura a motor para receita 

Há um outro elemento central no cenário norte-americano: o ciclo da inteligência artificial. Se 2025 foi o ano do investimento em data centerschips, modelos e infraestrutura, 2026 será o ano da cobrança.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado, segundo a Kinea, deixa de premiar quem investe e passa a exigir quem consegue transformar IA em receita recorrente e em aumento real de lucro. 

É a “batalha da receita” que definirá quem realmente sai vencedor dessa corrida tecnológica. 

Brasil: o duelo que definirá a narrativa dos mercados 

Enquanto os EUA lidam com um cerco prolongado, o Brasil caminha para uma eleição que, na leitura da Kinea, se parece com o duelo entre Aquiles e Heitor.  

A perspectiva da Kinea é de que a disputa fique entre Luiz Inácio Lula da Silva, o incumbente, e Tarcísio de Freitas, que emerge como o desafiante do atual presidente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São dois projetos de país com visões opostas sobre responsabilidade fiscal, produtividade, política industrial e ambiente de negócios. 

A vantagem do incumbente no Nordeste é robusta. Já o desafiante aparece como uma força emergente, com apoio relevante de parte do empresariado. Mas, segundo a Kinea, o verdadeiro campo de batalha estará no Sudeste, especialmente em São Paulo — onde o atual presidente lidera as intenções de voto, algo improvável até pouco tempo atrás. 

Economia em marcha lenta, espaço para cortes de juros 

O pano de fundo econômico não é trivial. O Brasil entra no segundo semestre de 2025 praticamente estagnado, com o mercado de trabalho perdendo fôlego e a inflação surpreendendo para baixo.  

Para a Kinea, esse ambiente cria as condições para o Banco Central iniciar um ciclo de cortes de juros logo no primeiro trimestre de 2026 — possivelmente mais profundo do que o precificado hoje na curva. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A questão decisiva, porém, não é a monetária. É a fiscal. 

Eleições no Brasil, desafio fiscal e a bolsa brasileira 

A capacidade do governo de entregar um plano fiscal crível — ou de o desafiante de apresentar uma alternativa consistente sem recorrer a aumentos relevantes de impostos — é o que deve ditar o rumo dos ativos domésticos em 2026, segundo a Kinea. 

Hoje, o prêmio de risco do mercado de ações brasileiro está próximo da média histórica, mas os juros reais longos permanecem em patamar inconsistente com um “bull market” sustentado, segundo a Kinea. 

A avaliação é que um plano fiscal sólido teria poder para comprimir a parte longa da curva e destravar um movimento relevante de valorização da bolsa. A Kinea descreve esse potencial como “grande demais para ser ignorado”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso justifica a preferência por comprar opcionalidades em bolsa e manter posições em real, visto como uma aposta assimétrica graças ao alto diferencial de carrego (carry) frente ao dólar. 

O tabuleiro global das commodities em 2026 

No cenário global de commodities, a Kinea vê três protagonistas: 

  • Ouro: mantém o posto de porto seguro em um mundo pressionado por déficits elevados, incerteza fiscal e compras constantes de bancos centrais; 
  • Petróleo: enfrenta excesso de oferta, mas com um piso funcional: abaixo de US$ 50, a produção marginal nos EUA começa a ceder; e 
  • Gás natural: batizado pela Kinea como o “fogo sagrado da era da IA”, o gás natural se torna o combustível estratégico do século, com data centers sendo instalados a um ritmo histórico. 

No fim, o que define o “ano de Troia” não é a batalha em si, mas o preço da vitória. 

Nos EUA, a insistência no estímulo fiscal pressiona o dólar e alonga a curva de juros. No Brasil, a eleição determina a credibilidade fiscal — e, com ela, o valor de todos os ativos domésticos. 

Se a muralha fiscal for reforçada, a Kinea acredita que o país tem potencial para um dos “ciclos mais interessantes entre os emergentes”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É por isso que, em 2026, a pergunta fundamental não será “quem vencerá a guerra?”, mas quem sobreviverá às próprias vulnerabilidades — ao seu calcanhar de Aquiles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEVO, NÃO NEGO...

Heineken dá calote em fundo imobiliário, inadimplência pesa na receita, e cotas apanham na bolsa; confira os impactos para o cotista

10 de dezembro de 2025 - 12:01

A gestora do FII afirmou que já realizou diversas tratativas com a locatária para negociar os valores em aberto

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Investidor estrangeiro minimiza riscos de manutenção do governo atual e cenários negativos estão mal precificados, diz Luis Stuhlberger 

9 de dezembro de 2025 - 19:12

Na carta mensal do Fundo Verde, gestor afirmou que aumentou exposição às ações locais e está comprado em real

DINHEIRO NO BOLSO

Após imbróglio, RBVA11 devolve agências à Caixa — e cotistas vão sair ganhando nessa

9 de dezembro de 2025 - 14:31

Com o distrato, o fundo reduziu ainda mais sua exposição ao setor financeiro, que agora representa menos de 24% do portfólio total

MERCADOS HOJE

Efeito Flávio derruba a bolsa: Ibovespa perde mais de 2 mil pontos em minutos e dólar beira R$ 5,50 na máxima do dia

9 de dezembro de 2025 - 12:10

Especialistas indicam que esse pode ser o começo da real precificação do cenário eleitoral no mercado local, depois de sucessivos recordes do principal índice da bolsa brasileira

OPERAÇÃO MILIONÁRIA

FII REC Recebíveis (RECR11) mira R$ 60 milhões com venda de sete unidades de edifício em São Paulo

9 de dezembro de 2025 - 11:12

Apesar de não ter informado se a operação vai cair como um dinheiro extra no bolso dos cotistas, o RECR11 voltou a aumentar os dividendos em dezembro

SINAIS CONFUSOS

Ações de IA em alta, dólar em queda, ouro forte: o que esses movimentos revelam sobre o mercado dos EUA

9 de dezembro de 2025 - 9:32

Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities de outros ativos; entenda o que acontece no maior mercado do mundo

NOVOS HORIZONTES

TRX Real Estate (TRXF11) abocanha novos imóveis e avança para o setor de educação; confira os detalhes das operações

8 de dezembro de 2025 - 10:17

O FII fez sua primeira compra no segmento de educação ao adquirir uma unidade da Escola Eleva, na Barra da Tijuca (RJ)

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O estouro da bolsa brasileira: gestor rebate tese de bolha na IA e vê tecnologia abrindo janela de oportunidade para o Brasil

8 de dezembro de 2025 - 6:31

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Daniel Popovich, gestor da Franklin Templeton, rebate os temores de bolha nas empresas de inteligência artificial e defende que a nova tecnologia se traduzirá em crescimento de resultados para as empresas e produtividade para as economias

PEQUENA E PODEROSA

Aura (AURA33): small cap que pode saltar 50% está no pódio das ações para investir em dezembro segundo 9 analistas

7 de dezembro de 2025 - 14:06

Aura Minerals (AURA33) pode quase dobrar a produção; oferece exposição ao ouro; paga dividendos trimestrais consistentes e negocia com forte desconto.

ILEGAIS

CVM suspende 6 empresas internacionais por irregularidades na oferta de investimentos a brasileiros; veja quais são

6 de dezembro de 2025 - 12:39

Os sites, todos em português, se apresentam como plataformas de negociação em mercados globais, com ativos como moedas estrangeiras, commodities, metais, índices, ETFs, ações, criptoativos e outros

QUANTO MAIOR A ALTA...

Bolsa perdeu R$ 183 bilhões em um único dia; Itaú Unibanco (ITUB4) teve maiores perdas

6 de dezembro de 2025 - 11:23

Essa é a maior queda desde 22 de fevereiro de 2021, ainda período da pandemia, e veio depois que Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência pelo PL

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Do céu ao inferno: Ibovespa tem a maior queda desde 2021; dólar e juros disparam sob “efeito Flávio Bolsonaro”

5 de dezembro de 2025 - 16:44

Até então, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, era cotado como o mais provável candidato da direita, na avaliação do mercado, embora ele ainda não tivesse anunciado a intenção de concorrer à presidência

CARTEIRA RECHEADA

Pequenas e poderosas: Itaú BBA escolhe as ações small cap com potencial de saltar até 50% para carteira de dezembro

5 de dezembro de 2025 - 10:07

A Plano & Plano (PLP3) tem espaço para subir até 50,6%; já a Tenda (TEND3) pode ter valorização de 45,7%

MERCADOS

Ibovespa sobe 1,65% e rompe os 164 mil pontos em forte sequência de recordes. Até onde o principal índice da bolsa pode chegar? 

4 de dezembro de 2025 - 19:00

A política monetária, com o início do ciclo de cortes da Selic, é um dos gatilhos para o Ibovespa manter o sprint em 2026, mas não é o único; calculamos até onde o índice pode chegar e explicamos o que o trouxe até aqui

ALÉM DAS NUVENS

Ibovespa vai dar um salto de 18% e atingir os 190 mil pontos com eleições e cortes na Selic, segundo o JP Morgan 

4 de dezembro de 2025 - 17:35

Os estrategistas reconhecem que o Brasil é um dos poucos mercados emergentes com um nível descontado em relação à média histórica e com o múltiplo de preço sobre lucro muito mais baixo do que os pares emergentes

BOLSOS CHEIOS

Empresas listadas já anunciaram R$ 68 bilhões em dividendos do quarto trimestre — e há muito mais por vir; BTG aposta em 8 nomes

4 de dezembro de 2025 - 12:15

Levantamento do banco mostra que 23 empresas já anunciaram valor ordinários e extraordinários antes da nova tributação

MEXENDO NA CARTEIRA

Pátria Malls (PMLL11) vai às compras, mas abre mão de parte de um shopping; entenda o impacto no bolso do cotista

4 de dezembro de 2025 - 10:24

Somando as duas transações, o fundo imobiliário deverá ficar com R$ 40,335 milhões em caixa

FII DO MÊS

BTLG11 é destronado, e outros sete FIIs disputam a liderança; confira o ranking dos fundos imobiliários favoritos para dezembro

4 de dezembro de 2025 - 6:02

Os oito bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro indicaram três fundos de papel, dois fundos imobiliários multiestratégia e dois FIIs de tijolo

FECHAMENTO DOS MERCADOS

A bolsa não vai parar: Ibovespa sobe 0,41% e renova recorde pelo 2º dia seguido; dólar cai a R$ 5,3133

3 de dezembro de 2025 - 19:05

Vale e Braskem brilham, enquanto em Nova York, a Microsoft e a Nvidia tropeçam e terminam a sessão com perdas

TOUROS E URSOS #250

Vai ter chuva de dividendos neste fim de ano? O que esperar das vacas leiteiras da bolsa diante da tributação dos proventos em 2026

3 de dezembro de 2025 - 18:33

Como o novo imposto deve impactar a distribuição de dividendos pelas empresas? O analista da Empiricus, Ruy Hungria, responde no episódio desta semana do Touros e Ursos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar