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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

TROPEÇOU NA PASSARELA

Lojas Renner tenta apaziguar ânimos do mercado após anúncio de bônus gordo em 2024, mas ações LREN3 estendem queda na B3

A varejista distribuirá R$ 150,7 milhões a aproximadamente 21 mil colaboradores por meio do programa de participação nos resultados (PPR) do ano anterior

Camille Lima
Camille Lima
24 de fevereiro de 2025
15:37 - atualizado às 18:26
lojas renner lren3 ações varejo
Imagem: Canva/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo

A Lojas Renner (LREN3) tropeçou na passarela da bolsa. Fora do gosto dos investidores na última sexta-feira (21), as ações caíram 14% após divulgar um balanço aquém das expectativas e anunciar bônus gordos aos funcionários. Nesta segunda-feira (24), os papéis seguiram “fora de moda”, figurando entre as maiores perdas do Ibovespa

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Na última semana, a Renner informou que distribuirá R$ 150,7 milhões a aproximadamente 21 mil colaboradores por meio do programa de participação nos resultados (PPR) do ano anterior.

Os gastos com bônus a funcionários mais do que quintuplicaram de um ano para o outro, com alta de 486,4% em relação aos R$ 25,7 milhões registrados em 2023.

A remuneração aos colaboradores foi apontada como um dos fatores que pressionaram as margens da varejista, que ainda enfrenta desafios operacionais e financeiros.

Após a repercussão negativa, a Renner decidiu esclarecer como funciona sua política de remuneração a funcionários, que tem impactado negativamente o desempenho das ações na B3.

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O que diz a Renner (LREN3) sobre os bônus de 2024?

Logo de cara, a Renner (LREN3) negou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) qualquer anormalidade nos bônus aos colaboradores. 

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De acordo com a empresa, o modelo estruturado de incentivos premia os esforços coletivos no alcance de metas aprovadas pelo conselho de administração por recomendação do comitê de pessoas e nomeação. 

Esse programa de remuneração a funcionários só é ativado se a Renner atingir uma meta mínima anual de Ebit (lucro antes de juros e impostos), além de objetivos não financeiros considerados essenciais para a criação de valor sustentável a longo prazo da companhia. 

Em teleconferência com analistas, o CEO da varejista, Fabio Faccio, enfatizou que os bônus estavam abaixo da média em 2023, o que poderia fazer com que a remuneração do último ano parecesse alta, quando na verdade era apenas um retorno ao patamar usual.

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“O aumento significativo do Programa de Participação nos Resultados no trimestre refletiu o desempenho da companhia no ano, particularmente no segundo semestre, permitindo que a companhia atingisse suas metas para o ano, comparado a 2023”, disse a empresa, em nota.

A varejista também destacou que o montante — que é calculado com base nos resultados anuais, e não em balanços trimestrais — exclui os administradores, que não são elegíveis para o programa.

Do lado dos administradores, a Renner também esclareceu que a remuneração variável efetiva da alta gerência em 2024 foi 11% inferior à aprovada pelos acionistas no ano anterior, representando apenas 1% do lucro líquido do período.

Já aos acionistas, em 2024, a varejista distribuiu R$ 634 milhões em proventos, tanto na forma de dividendos quanto de juros sobre o capital próprio (JCP), o que equivale a 53% do lucro líquido do período. 

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As ações da Lojas Renner operaram no vermelho nesta segunda-feira (24). Por volta das 15h30, os papéis caíam 4,50%, negociados a R$ 11,26. A varejista acumula desvalorização de quase 20% em cinco dias.

No fechamento, as ações LREN3 caíram 5%, negociadas a R$ 11,20.

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