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BALANÇO DA SEMANA

Ibovespa acumula queda de mais de 3% em meio à guerra comercial de Trump; veja as ações que escaparam da derrocada da bolsa

A agenda esvaziada abriu espaço para o Ibovespa acompanhar o declínio dos ativos internacionais, mas teve quem conseguiu escapar

ibovespa altas e baixas
Imagem: Shutterstock

Os mercados financeiros viveram dias de sangria com o anúncio das tarifas de Donald Trump. Por aqui, a agenda esvaziada abriu espaço para o Ibovespa acompanhar o declínio dos ativos internacionais.

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No exterior, o Dow Jones acumulou uma queda de 7,41% nos últimos cinco dias, enquanto o S&P caiu 8,21% e o Nasdaq apresentou uma desvalorização de 8,43% no período. Já o principal índice da bolsa brasileira estendeu as perdas pela segunda semana consecutiva e acumulou queda de 3,52% nos últimos cinco pregões.

O dólar até chegou a sofrer no "Dia da Libertação" e encerrou o pregão de quarta-feira (2) com queda de 1,20%, negociado a R$ 5,6281. No entanto, a moeda norte-americana saiu fortalecida da guerra comercial de Trump, fechando a semana com alta de 1,27%, a R$ 5,83.

Apesar da queda dos ativos brasileiros, teve quem conseguiu escapar da derrocada da bolsa. Na ponta positiva do Ibovespa nesta semana, o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) ganhou destaque com uma alta acumulada de quase 19%.

Vale lembrar que a empresa está com assembleia marcada para definir uma possível alteração no alto escalão do Pão de Açúcar. No início da semana, o Saint German, fundo de investimento controlado por Nelson Tanure, solicitou a reunião. O Seu Dinheiro explicou a proposta do acionista aqui.

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Os destaques positivos do Ibovespa

Não foi apenas o GPA que conseguiu escapar da queda dos ativos. O Carrefour Brasil também ficou entre os principais destaques da ponta positiva do Ibovespa.

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Na sexta-feira (4), a matriz francesa anunciou a melhora dos termos da proposta para fechar seu capital na bolsa brasileira. A companhia elevou em cerca de 10% a oferta aos acionistas minoritários, que vinham questionando a proposta de R$ 7,70 por ação, considerada muito baixa. Agora, o preço oferecido por papel é de R$ 8,50.

Confira a seguir as maiores altas do principal índice da bolsa brasileira entre 31 de março e 5 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
PCAR3GPA ON18,75%
CRFB3Carrefour Brasil ON11,82%
RENT3Localiza ON4,70%
BEEF3Minerva ON4,19%
YDUQ3Yduqs ON3,54%
EQTL3Equatorial ON3,28%
HYPE3Hypera ON2,88%
ALPA4Alpargatas PN2,84%
MRFG3Marfrig ON2,71%

Sem colete salva-vidas: as ações que tombaram na semana

Já a ponta negativa foi liderada por uma empresa que brilhou nas semanas anteriores ao anúncio de Donald Trump: a Brava Energia (BRAV3).

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A petroleira vinha acumulando altas durante duas semanas consecutivas, mas zerou os ganhos do ano em meio à guerra comercial do presidente dos Estados Unidos.

No dia após ao anúncio do 'tarifaço', as ações da Brava fecharam o pregão com perdas de 7,18%. Já na sexta-feira (04), o estrago continuou firme e forte, com BRAV3 encerrando o dia com queda de 12,92%.

Os papéis da junior oil foram pressionados pela derrocada do petróleo. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, encerraram a sessão da última sexta-feira (4) a US$ 65,58 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Na semana, o Brent acumulou perda de mais de 9%, na maior queda semanal em termos percentuais em um ano e meio.

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A Brava não foi a única petroleira a ver os papéis caírem na bolsa durante a semana. Na ponta negativa do Ibovespa, a Prio (PRIO3) teve queda acumulada de mais de 15%. Confira a maiores desvalorizações do principal índice da bolsa brasileira entre 31 de março e 5 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRAV3Brava Energia ON-20,61%
PRIO3PRIO ON-15,55%
CSNA3CSN ON-15,50%
BRKM5Braskem PN-15,20%
RECV3PetroReconcavo ON-14,38%
NTCO3Natura ON-12,44%
CVCB3CVC ON-10,62%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PN-10,60%
GGBR4Gerdau PN-10,36%

*Com informações do Money Times

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