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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

GANHANDO POPULARIDADE

Hapvida (HAPV3) salta na B3 com Squadra reforçando o apetite pela ação. É o nascer de uma nova favorita no setor de saúde?

A Squadra Investimentos adquiriu 388.369.181 ações HAPV3, o equivalente a 5,15% da companhia de saúde

Camille Lima
Camille Lima
25 de março de 2025
12:36 - atualizado às 19:54
hapvida hapv3 ações setor de saúde
Imagem: Freepik/Divulgação - Montagem: Julia Shikota

A Hapvida (HAPV3) ganhou impulso na bolsa brasileira nesta terça-feira (25) em meio ao apetite renovado pelos tubarões do mercado financeiro.

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As ações HAPV3 terminaram o dia com alta de 7,69%, a R$ 2,24, a segunda maior alta do Ibovespa. No no, os papéis acumulam ganho de 0,45%.

A performance positiva nesta sessão acompanha a notícia de que a Squadra Investimentos — a renomada gestora carioca conhecida por ter desvendado a fraude contábil no IRB Brasil — adquiriu 388.369.181 ações HAPV3, o equivalente a 5,15% da companhia de saúde.

A gestora afirmou que as compras realizadas não têm como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Hapvida.

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Squadra preferiu não comentar o assunto.

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Maior apetite pela Hapvida (HAPV3)

A Squadra não foi a única agente do mercado a ser cativada pela Hapvida (HAPV3) recentemente. 

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Na realidade, o movimento da gestora acompanha um cenário de crescente otimismo em relação à empresa no setor de saúde brasileiro. 

A companhia vem conquistando cada vez maior popularidade entre investidores, enquanto a Rede D'Or (RDOR3), antes líder absoluta entre as preferências, viu sua vantagem diminuir.

Uma pesquisa entre investidores realizada pelo BTG Pactual mostrou que a Hapvida se tornou a segunda ação preferida no setor, com 39% dos votos dos investidores consultados, um aumento significativo em relação aos 24% da pesquisa anterior, realizada em janeiro. 

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Já a Rede D'Or continuou a liderar a lista, mas viu a preferência cair de 56% para 47% no mesmo período.

Fonte: BTG Pactual

Este aumento na preferência pela Hapvida, aliado à aquisição de uma participação relevante por uma gestora como a Squadra Investimentos, pode indicar uma maior confiança do mercado no potencial de valorização da companhia. 

Apesar de projetarem uma redução na rentabilidade da Hapvida em 2025, a maioria dos investidores ainda parece confiar no controle das provisões legais da companhia. Cerca de 81% dos entrevistados preveem que as reservas para contingências permanecerão abaixo de 3,2% da receita neste ano.

“Os investidores ainda parecem estar dando à Hapvida o benefício da dúvida em termos de judicializações de beneficiários, com a maioria dos entrevistados esperando que as provisões permaneçam abaixo dos níveis do quarto trimestre”, avaliou o BTG. 

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Mesmo com a melhora de sentimento, o banco ainda elege a Rede D'Or (RDOR3) como a melhor opção no setor de saúde para o longo prazo (buy & hold), combinando alta qualidade com um valuation não tão caro.

Apesar da predileção pela rival, os analistas mantiveram recomendação de compra para a Hapvida (HAPV3) diante do valuation atual, de um múltiplo de 11 vezes o preço/lucro estimado para 2025.

Maior otimismo no setor de saúde

O BTG também aponta para uma melhora no posicionamento geral no setor de saúde brasileiro, com um aumento de investidores declaradamente otimistas com o setor.

Hoje, 52% dos entrevistados se dizem posicionados "overweight" (acima da média do mercado), enquanto 20% estão “underweight (abaixo da média) e 28% neutros. 

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Apesar do maior apetite ao risco no setor, nomes como Oncoclínicas (ONCO3) e Fleury (FLRY3) ainda aparecem como os papéis com maior interesse em posições vendidas (short) entre os investidores.

Fonte: BTG Pactual

Leia também: Goldman Sachs de saída da Oncoclínicas? Banco vende maior parte da fatia em ONCO3 para gestora de private equity; operação reacende discussão sobre OPA

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