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A Squadra Investimentos adquiriu 388.369.181 ações HAPV3, o equivalente a 5,15% da companhia de saúde
A Hapvida (HAPV3) ganhou impulso na bolsa brasileira nesta terça-feira (25) em meio ao apetite renovado pelos tubarões do mercado financeiro.
As ações HAPV3 terminaram o dia com alta de 7,69%, a R$ 2,24, a segunda maior alta do Ibovespa. No no, os papéis acumulam ganho de 0,45%.
A performance positiva nesta sessão acompanha a notícia de que a Squadra Investimentos — a renomada gestora carioca conhecida por ter desvendado a fraude contábil no IRB Brasil — adquiriu 388.369.181 ações HAPV3, o equivalente a 5,15% da companhia de saúde.
A gestora afirmou que as compras realizadas não têm como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Hapvida.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Squadra preferiu não comentar o assunto.
A Squadra não foi a única agente do mercado a ser cativada pela Hapvida (HAPV3) recentemente.
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Na realidade, o movimento da gestora acompanha um cenário de crescente otimismo em relação à empresa no setor de saúde brasileiro.
A companhia vem conquistando cada vez maior popularidade entre investidores, enquanto a Rede D'Or (RDOR3), antes líder absoluta entre as preferências, viu sua vantagem diminuir.
Uma pesquisa entre investidores realizada pelo BTG Pactual mostrou que a Hapvida se tornou a segunda ação preferida no setor, com 39% dos votos dos investidores consultados, um aumento significativo em relação aos 24% da pesquisa anterior, realizada em janeiro.
Já a Rede D'Or continuou a liderar a lista, mas viu a preferência cair de 56% para 47% no mesmo período.
Este aumento na preferência pela Hapvida, aliado à aquisição de uma participação relevante por uma gestora como a Squadra Investimentos, pode indicar uma maior confiança do mercado no potencial de valorização da companhia.
Apesar de projetarem uma redução na rentabilidade da Hapvida em 2025, a maioria dos investidores ainda parece confiar no controle das provisões legais da companhia. Cerca de 81% dos entrevistados preveem que as reservas para contingências permanecerão abaixo de 3,2% da receita neste ano.
“Os investidores ainda parecem estar dando à Hapvida o benefício da dúvida em termos de judicializações de beneficiários, com a maioria dos entrevistados esperando que as provisões permaneçam abaixo dos níveis do quarto trimestre”, avaliou o BTG.
Mesmo com a melhora de sentimento, o banco ainda elege a Rede D'Or (RDOR3) como a melhor opção no setor de saúde para o longo prazo (buy & hold), combinando alta qualidade com um valuation não tão caro.
Apesar da predileção pela rival, os analistas mantiveram recomendação de compra para a Hapvida (HAPV3) diante do valuation atual, de um múltiplo de 11 vezes o preço/lucro estimado para 2025.
O BTG também aponta para uma melhora no posicionamento geral no setor de saúde brasileiro, com um aumento de investidores declaradamente otimistas com o setor.
Hoje, 52% dos entrevistados se dizem posicionados "overweight" (acima da média do mercado), enquanto 20% estão “underweight” (abaixo da média) e 28% neutros.
Apesar do maior apetite ao risco no setor, nomes como Oncoclínicas (ONCO3) e Fleury (FLRY3) ainda aparecem como os papéis com maior interesse em posições vendidas (short) entre os investidores.

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