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Ao Seu Dinheiro, Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro, revela as perspectivas para o mercado brasileiro; confira o que está em jogo
Apesar da turbulência causada pelos EUA nos últimos dias, a tarifa de Donald Trump não deve atrapalhar a trajetória dos juros no Brasil: com ou sem Trump, o Banco Central deve fechar 2025 com uma taxa Selic de 15% ao ano, sem novos apertos monetários, afirma Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro Nacional.
Na visão do CEO da gestora, que administra R$ 950 bilhões em ativos, mesmo se Trump for adiante com a tarifa de 50%, o Brasil seria capaz de absorver a maior parte do choque, sem grandes prejuízos para a economia brasileira.
Além disso, a expectativa de um possível acordo entre Brasil e EUA também entra no radar.
Trump já sinalizou que pretende sentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Resta saber o que o Brasil poderia levar à mesa, dado o poder de barganha brasileiro praticamente nulo.
Afinal, diferente das cartas enviadas a outros países, Trump abriu o documento com críticas políticas, em especial, ao tratamento dado pelo Judiciário ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à regulamentação das big techs. Ou seja, demandas que não estão sob o poder de Lula.
“O Brasil precisa desenvolver esse canal de comunicação e entender exatamente como pode negociar, definir o que é aceitável e o que não é, e tentar evoluir para poder reverter isso”, afirmou Funchal, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.
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No melhor dos mundos, Trump e Lula negociariam com tranquilidade e os EUA poderiam até reverter essa tarifação, ou o Brasil conseguir ao menos algum tipo de acordo.
No pior dos cenários, Lula revidaria na mesma moeda — “um tiro no pé do Brasil”, nas palavras de Funchal.
É preciso destacar, porém, que o escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) iniciou uma investigação comercial contra o Brasil a pedido de Trump, alegando práticas desleais que prejudicam empresas americanas, especialmente no setor de mídia social e comércio digital.
O anúncio foi feito na noite da última terça-feira (15) e tende a dificultar a negociação do Brasil com os EUA, sinalizam que as tensões podem escalar para motivos além do comércio.
Lula deixou claro que qualquer elevação unilateral das tarifas pelos EUA será respondida com medidas à luz da lei brasileira de reciprocidade econômica — ou seja, com retaliação.
É claro, há tipos e tipos de retaliação.
Caso opte por uma retaliação "inteligente", como fez o México, por exemplo, a medida pode ser mais estratégica. Nesse sentido, o Brasil deveria buscar entender a interligação das cadeias produtivas e exercer pressão política sobre os EUA. “Essa é a melhor forma”, diz Funchal.
Porém, uma resposta “tit for tat” (olho por olho, no jargão do mercado) seria, segundo ele, um erro estratégico para o Brasil, já que Trump já deixou claro que devolverá na mesma magnitude.
Se o Brasil de fato devolver com as próprias tarifas, o céu é o limite para o que poderá dar errado para a economia local, segundo o CEO da Bradesco Asset.
“Isso seria um tiro no pé. Se entrarmos nessa guerra de tarifas, nós temos mais a perder do que os EUA, e podemos acabar com um bloqueio total no mercado americano. A partir daí, o céu é o limite para o que pode dar errado. Ninguém sabe quais outras retaliações adicionais Trump pode anunciar”, disse Funchal.
Além do impacto nas relações comerciais, uma retaliação tarifária traria uma série de consequências econômicas para o Brasil.
Maior desaceleração da economia, aumento na volatilidade do câmbio, pressões inflacionárias e a necessidade de uma resposta mais agressiva do Banco Central podem ser apenas alguns dos efeitos adversos.
Afinal, um câmbio mais depreciado impacta a inflação. A previsão da gestora é de R$ 5,60 para o dólar, com potencial de 5% de desvalorização para o real caso as tarifas de 50% se confirmem.
Porém, em caso de retaliação brasileira, a pressão sobre o câmbio aumentaria, o que por sua vez intensificaria a inflação, já que os produtos importados dos EUA ficariam mais caros.
Embora Funchal não acredite que a Selic precise ser aumentada para combater a inflação, ele acha que os cortes de juros podem ser adiados.
Parte do otimismo dos gestores com a renda variável em 2025 deveu-se à perspectiva de que a Selic já atingiu o pico e deveria entrar em ciclo de queda nos próximos meses.
É por isso que qualquer mudança nesse panorama poderia atrapalhar o apetite por risco, embora esse não seja o cenário-base da Bradesco Asset.
A previsão da Bradesco Asset é que a Selic encerre 2025 a 15% ao ano, com os primeiros cortes provavelmente entre o primeiro e o segundo trimestres. Para 2026, a projeção é de juros a 13% ao ano.
“A partir daí, vai depender muito do período de eleição e de qual regime o Brasil escolher, com mais ou menos gastos. Em um regime com menos gastos, os juros poderiam enfim sair do patamar de dois dígitos”, prevê o gestor.
No que diz respeito à bolsa brasileira, Funchal acredita que os investidores estarão em compasso de espera até entenderem qual cenário realmente irá se desenrolar.
Afinal, o nível de incerteza é tão grande que nem a Bradesco Asset tem um cenário-base sobre o que deve acontecer até 1º de agosto.
É por isso que a performance da bolsa brasileira deve depender muito dos próximos capítulos, em busca de entender os sinais de qual cenário que vai se materializar. “Cada tuíte vai ser importante daqui para frente.”
“O pior cenário de desdobramento para a bolsa brasileira? Escalada. Uma retaliação sem fim”, afirmou.
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Embora o cenário de uma escalada de retaliação seja o pior possível para o mercado, Funchal é cauteloso em afirmar que uma fuga de investidores estrangeiros é algo distante.
O gestor avalia que só haveria saída dos gringos se, de fato, tudo caminhasse para “um cenário muito extremo de retaliação”. Mas isso não suaviza os riscos que continuam a pairar sobre a bolsa.
“O Brasil corre o risco de perder um pouco do brilho como destino de investimentos estrangeiros, mas eu não acredito que hoje ele perde a atratividade. Esse não é o cenário base.”
*A entrevista foi feita antes de a investigação dos EUA contra o Brasil se tornar pública.
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