China e Brasil trocam ações: ETFs inéditos para investir em ações chinesas chegam à B3 — e chineses poderão investir em ações brasileiras
Novos fundos da Bradesco Asset são os primeiros do programa ETF Connect, que prevê a cooperação entre a B3 e as bolsas de Xangai e Shenzhen
Investir diretamente nas ações da China. Nada de recibos de ações (BDRs) listadas em Nova York. Essa é a proposta dos dois novos fundos de índice (ETFs) que serão lançados pela Bradesco Asset.
Os ETFs PKIN11 e TEXC11 são os primeiros produtos do programa ETF Connect, um acordo entre a B3 e as bolsas de Shenzhen e Xangai.
O programa permitirá que brasileiros invistam no país asiático por meio dos dois fundos listados na B3, enquanto os chineses poderão investir no Brasil da mesma forma, por meio de fundos com ações brasileiras listados nas bolsas de lá.
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Segundo Sérgio Gullo, diretor de relacionamento internacional da B3 na Ásia e Oceania, o projeto com a China teve início em 2014, e o Brasil será o terceiro país a ter um produto diretamente ligado às bolsas chinesas — os outros dois são Hong Kong e Japão.
“Hoje, a B3 tem fundos e BDRs de empresas chinesas, mas não são verdadeiramente chinesas porque estão listadas em Hong Kong ou nos Estados Unidos. O ETF Connect irá trazer uma exposição direta à China. De forma regulada, com aprovação da CVM aqui e do regulador de lá”, disse Gullo ao Seu Dinheiro.
Diretamente na China
O ETF PKIN11 (B-Index Connect China Universal CSI 300) é o fundo das grandes empresas chinesas. Ele irá espelhar um fundo negociado na China que acompanha o índice CSI 300.
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A carteira do CSI 300 é composta pelas maiores empresas da China, como a fabricante de veículos elétricos BYD, além de companhias de diferentes setores, como infraestrutura, financeiro e energético.
Já o ETF TEXC11 (B-Index Connect China AMC ChiNext) é o fundo das pequenas e médias empresas chinesas. Ele irá espelhar um fundo que acompanha o índice ChiNext.
No ChiNext negociam PMEs chinesas, com tendências inovadoras e de crescimento acelerado, com foco em setores de tecnologia, serviços e manufatura.
Os novos ETFs da China estarão disponíveis na B3 a partir do dia 26 de maio, para negociação pelo público geral. O preço inicial será de R$ 100, com uma taxa de administração de 0,20% ao ano.
- Mas, afinal, vale a pena investir na China? Confira aqui.
Novos ETFs - novos horizontes
A bolsa brasileira tem 26 ETFs de ações estrangeiras. Um deles é de ações da China: o XINA11. Entretanto, este ETF espelha um fundo negociado em Nova York, que segue o índice MSCI China.
Investir diretamente na China não é fácil. De modo geral, investidores estrangeiros não têm acesso direto ao mercado de capitais chinês, com poucas exceções de alguns bancos e fundos globais.
Os recibos de ações (BDRs) de empresas chinesas listados na B3 estão lastreados em ações de Nova York.
Os ETFs que serão lançados pelo Bradesco oferecem uma posição direta na China.
Marina Valentini, estrategista de mercados globais do JP Morgan, afirma que os mercados chineses ainda têm uma participação relativamente baixa de investidores estrangeiros, de modo que a correlação com outros mercados globais é muito pequena, o que é positivo na diversificação das carteiras.
Além do Bradesco, a Itaú Asset também faz parte do projeto ETF Connect com a China e deve vir ao mercado com novos fundos nos próximos meses.
Sérgio Gullo, da B3, afirma que a China foi só o começo.
“Está no DNA da B3 desenvolver o mercado, abrir portas e dar visibilidade internacional. Uma free zone com a Índia está no horizonte”, disse.
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